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Morreu a escritora Agustina Bessa-Luís

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Agustina Bessa-Luís, em Ítaca, na Grécia, 1963. (Foto: Facebook Agustina Bessa-Luís)

Agustina Bessa-Luís morreu, esta segunda-feira, no Porto, de acordo com a TSF que cita Isabel Rio Novo, a biógrafa não-autorizada da escritora.

A escritora, de 96 anos, encontrava-se em sua casa e terá sido vítima de doença prolongada.

A missa de corpo presente irá realizar-se esta tarde, a partir das 16h00, na Sé do Porto. O funeral acontece esta terça-feira, no Peso da Régua.


Nasceu em Amarante e aprendeu a ler aos 4 anos

Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa nasceu a 15 de outubro de 1922 em Vila Meã, no município de Amarante. Passou a infância rodeada pelos livros da biblioteca do avô e por um ambiente e paisagem que haveriam de marcar a sua obra.

Aprendeu a ler aos quatro anos com uma professora que se deslocava até à propriedade da Maia, onde então a família vivia, para dar lições ao irmão.

Apesar de ter ficado conhecida como escritora, o primeiro amor de Agustina foi o cinema. Quando era pequena o pai tinha um cinema no Porto (o Jardim Passos Manuel, que depois deu lugar ao Coliseu do Porto).

Anos depois, a família muda-se para a Póvoa de Varzim, onde a autora frequentou o colégio das Doroteias e passou a adolescência. Foi na escola que lhe surgiu o amor pela escrita.


Em Coimbra estreia-se como romancista

Em 1945, já casada com Alberto Luís, muda-se para Coimbra e estreia-se como romancista três anos depois, com a novela Mundo Fechado.

De regresso (definitivo) ao Porto em 1950, editou o primeiro romance, “Os Super-Homens”, fortemente inspirado pelos dias passados em Coimbra.


“A Sibila” recebe o Prémio Eça de Queirós

Foi em 1954, com a publicação de “A Sibila”, que Agustina se impôs como uma das grandes escritoras da literatura portuguesa contemporânea. A obra recebeu o Prémio Eça de Queirós.

Além de romances, a autora escreveu também peças de teatro, guiões de televisão, várias biografias romanceadas (de Santo António a Florbela Espanca) e literatura infantil.

Foi membro do Conselho Diretivo da Comunidade Europeia dos Escritores, de 1961 a 1962, e diretora de O Primeiro de Janeiro, um jornal diário portuense, entre 1986 e 1987.

Nos anos 90, fez parte da direção do Teatro Nacional de D. Maria II, em Lisboa.


Recebeu o Prémio Vergílio Ferreira e Camões

Agustina Bessa-Luís foi distinguida em 2004 com o Prémio Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora, pela sua carreira como ficcionista, e com o Prémio Camões, o mais alto galardão das letras em português.

Recebeu ainda a Medalha de Honra da Cidade do Porto, em 1988, e o grau de Oficial da Ordem das Artes e das Letras de França.

A 26 de janeiro de 2006, foi elevada ao grau de Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.

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Mais vagas para crianças do pré-escolar no próximo ano letivo

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No próximo ano letivo vão abrir mais 2.200 vagas para crianças do ensino pré-escolar, anunciou o Ministério da Educação, que garante existirem lugares suficientes para a procura, mas nem sempre nos locais pretendidos pelas famílias.

“Para o ano letivo 2020/2021 perspetiva-se a abertura de 88 novas salas na rede pública da educação pré-escolar”, o que representa mais 2.200 vagas para as crianças a partir dos 3 anos, segundo números avançados hoje pelo Ministério da Educação (ME), no dia em que reabriram os estabelecimentos de ensino pré-escolar, depois de dois meses e meio de portas encerradas devido à pandemia de covid-19.

No passado ano letivo abriram 53 novas salas, o que permitiu uma oferta de 1.400 vagas, das quais foram preenchidas 1.325.

O ensino pré-escolar não é de frequência obrigatória, mas o Governo tem apostado na sensibilização das famílias para que inscrevam as crianças, uma vez que reduz o insucesso escolar e a taxa de abandono escolar precoce.

 

Lusa

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