Ligue-se a nós

Atualidade

Moedas lança plano de apoio aos sem-abrigo em Lisboa

Publicado

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, lançou na noite de terça-feira o plano de contigência da cidade devido as temperaturas baixas no Pavilhão Municipal Manuel Castel Branco, onde funcionará o Dispositivo Integrado de Apoio às Pessoas em Situação Sem-Abrigo (DIAPSSA).

“Estamos a lançar o nosso plano de contingência pelas temperaturas que estamos a viver para ajudar as pessoas que estão a passar este frio. Já recebemos hoje 20 pessoas e até domingo estaremos aqui a receber essas pessoas com refeições”, adiantou, lembrando que o espaço tem capacidade para 50 pessoas.

O autarca falava aos jornalistas após uma visita ao Pavilhão Municipal Manuel Castel Branco, em Lisboa, que vai funcionar como estrutura adaptada a partir de hoje para o início do plano de contingência para as pessoas em Situação Sem-Abrigo perante o tempo frio que se regista.

“Há pessoas que ficam aqui a dormir outras não, vamos encontrando soluções, sobretudo ajudar as pessoas num momento difícil. Depois a cidade de Lisboa tem de investir muito, e tem investido, nas soluções definitivas para pessoas em situação de sem-abrigo. Ninguém vai ficar sem teto”, observou.

“Nós vimos aqui pessoas que não conseguem pagar a renda. É uma das grandes prioridades da nossa cidade para que as pessoas possam viver com dignidade numa habitação digna. Estamos a trabalhar muito nesse sentido”, acrescentou.

A Câmara de Lisboa ativou na terça-feira às 18:00 o plano de contingência para proteger os sem-abrigo do frio, prevendo-se a abertura de locais de apoio e a distribuição de comida e agasalhos, anunciou hoje a autarquia.

“Face às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontam para uma vaga de frio com descida acentuada dos valores de temperatura nos próximos dias, a Câmara Municipal de Lisboa aciona, às 18:00 do dia 24 de janeiro, o Plano de Contingência para as pessoas em situação sem-abrigo perante o tempo frio, com duração prevista até dia 29 de janeiro”, indicou, em comunicado, a autarquia lisboeta.

A nota referiu que este plano prevê a criação de sete pontos de concentração e a disponibilização do Pavilhão Municipal Manuel Castel Branco, onde funcionará o Dispositivo Integrado de Apoio às Pessoas em Situação Sem-Abrigo (DIAPSSA), e serão servidas refeições quentes, alimentos e agasalhos.

Os pontos de concentração ficarão localizados no Rossio (Praça Dom Pedro IV), Intendente (entrada da estação de metro/Sapataria Guimarães), Saldanha (entrada da estação metro junto ao Novo Banco), Gare do Oriente (entrada principal), Santa Apolónia (átrio principal da estação), Cais do Sodré (entrada da estação fluvial) e Alcântara (em frente ao pingo doce).

Durante a vigência do plano, as estações de metro do Rossio, Santa Apolónia e Oriente permanecerão também abertas à população em situação de sem-abrigo das 23:00 às 06:30.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) estendeu o aviso amarelo para oito distritos do continente até quinta-feira devido à previsão de tempo frio, mantendo-se outros 10 até quarta-feira.

Os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Guarda, Vila Real, Beja, Castelo Branco e Portalegre vão estar assim sob aviso amarelo até às 06:00 de quinta-feira devido à persistência de valores baixos da temperatura mínima.

Até às 07:00 de quarta-feira mantêm-se sob aviso amarelo por causa do frio os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

Devido à situação meteorológica, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para os potenciais riscos, nomeadamente “intoxicações por inalação de gases, devido a inadequada ventilação em habitações onde se utilizem aquecimentos como lareiras e braseiras”, assim como para incêndios devido à “má utilização de lareiras e braseiras ou de avarias em circuitos elétricos”.

A ANEPC pede igualmente especial atenção aos grupos populacionais mais vulneráveis, crianças, idosos e pessoas portadoras de patologias crónicas e população sem-abrigo, para o piso escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo e aumento do risco associado ao tráfego rodoviário, quer pela queda de neve nas vias, quer pela formação de gelo.

Recorda ainda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, nomeadamente evitar a exposição prolongada ao frio e às mudanças bruscas de temperatura, usar várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura ambiente, proteção das extremidades do corpo e calçado quente e antiderrapante, bem como a ingestão de sopas e bebidas quentes.

Publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.