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Ministra garante que fecho da urgência pediátrica noturna no Garcia de Orta é temporário

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Hospital Saúde Médico

A ministra da Saúde assegurou que o encerramento à noite da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta, em Almada, é temporário e que tentará que a situação “dure o menos tempo possível”.

“A posição do Hospital Garcia de Orta, sendo um hospital de tampão para a península de Setúbal, é um hospital que tem de ter a urgência noturna aberta”, afirmou Marta Temido no âmbito de uma visita ao centro de saúde Rainha Dona Leonor, em Almada, que está aberto até mais tarde para tentar suprir a falta da urgência pediátrica hospitalar.

À chegada ao centro de saúde, onde foi interpelada por utentes sobre a situação do Garcia de Orta, a ministra indicou que o encerramento no período noturno da urgência pediátrica é uma situação que se deseja que se mantenha pelo “menor tempo possível”.

Marta Temido assegurou que continuam a procurar pediatras interessados em trabalhar no Garcia de Orta, admitindo que a contratação de mais dois especialistas ainda não é suficiente.

“Se houver pediatras amanhã para contratar, mais do que aqueles dois que já estão autorizados, serão contratados”, afirmou Marta Temido, perante cerca de uma dezena e meia de utentes que aguardavam a chegada da ministra ao centro de saúde.

A ministra visitou a equipa daquele centro de saúde que assegura hoje o atendimento das crianças até às 00:00 e admitiu que a contratação de dois pediatras, que se vão juntar a outros quatro que fazem urgência noturna no Garcia de Orta, “não é suficiente”.

“Temos duas épocas no ano em que recém-especialistas entram no mercado. Isso não invalida que daqui até lá não estejamos, por todos os meios à disposição, a tentar fazer contratos. Se aparecerem pediatras antes, a resposta será mais célere”, explicou Marta Temido.

Indicando que há “falta de pediatras no país”, a governante lembrou que será feita uma reorganização das urgências pediátricas da área metropolitana de Lisboa, mas vincou que o Garcia de Orta terá de ter a urgência noturna aberta.

A ministra reconheceu que o encerramento temporário da urgência pediátrica no período entre as 20:00 e as 08:00 foi uma solução encontrada depois de outras terem falhado.

Segundo Marta Temido, foi solicitado o apoio a hospitais privados, para um “empréstimo” de recursos, bem como foi avaliada a possibilidade de protocolos com a União das Misericórdias Portuguesas, mas nenhuma dessas vias acabou por ser possível.

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Primeiras carruagens de 51 compradas a Espanha começam a circular entre dezembro e janeiro

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Comboio passageiro

As primeiras carruagens do pacote de 51 compradas pela Comboios de Portugal (CP) à espanhola Renfe por 1,65 milhões de euros destinam-se à Linha do Minho e vão estar a funcionar entre dezembro e janeiro, foi hoje anunciado.

“A aquisição de material circulante disponível em Espanha faz parte de um esforço de curto prazo para fazer face às necessidades dos portugueses. A CP com 1,65 milhões de euros comprou 51 carruagens [usadas] que novas custariam [cada uma] mais de um milhão de euros”, destacou hoje o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na visita realizada ao Parque Oficinal de Guifões, concelho de Matosinhos, onde a CP está a requalificar as carruagens compradas à Renfe.

Ainda de acordo com o governante, o investimento total, contando com a requalificação, poderá rondar os sete a oito milhões de euros e as carruagens vão estar ao serviço das linhas de intercidades e regionais, podendo circular a 200 quilómetros por hora.

Já de acordo com o presidente da CP, Nuno Freitas, 18 das 51 carruagens já se encontram em Guifões, três “chegam ainda hoje” e as restantes “muito em breve”.

Nuno Freitas avançou que as primeiras que ficarão prontas servirão para a inauguração da requalificação da Linha do Minho prevista para dezembro ou janeiro.

“Constitui um aumento de 50% do parque que pode ser destinado ao intercidades. Pode-se dizer o que se quiser, mas nos últimos anos, nomeadamente no último ano, fez-se aquilo na ferrovia que não se fez durante décadas. O país precisa de material circulante novo. Não abdicamos de lançar concurso. Mas demora alguns anos e não podemos ficar à espera”, disse Pedro Nuno Santos.

Ao lado da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, o ministro recordou ainda uma visita que fez à fábrica de Guifões em janeiro, lembrando que esta estava vazia, ao contrário de agora, segundo disse, que “está cheia e a trabalhar a toda a força”.

“Num momento em que ouvimos grandes valores em outras empresas e passamos por dificuldades, a CP que é uma empresa que merece muito mais do país do que aquilo que tem recebido está a fazer um trabalho excecional. Estamos disponíveis para ensinar outros Estados estrangeiros, mas também privados a fazer bons negócios”, disse o governante que recusou comentar assuntos à margem da visita, nomeadamente sobre a TAP.

“Tenho falado sobre TAP todos os dias. Não vou dizer nada porque o país tem de olhar para o que se está a fazer de bem em outras áreas, para a importância da ferrovia para o país. A ferrovia transporta Portugal inteiro”, concluiu.

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