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Desporto

Mesmo com bola à hora do almoço “estamos no bom caminho” – APDA

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Foto: facebook.com/Associação Portuguesa de Defesa do Adepto

Há novas regras ao nível dos horários dos jogos de futebol na Liga Portuguesa, para a próxima temporada.

O horário nobre continuará a ser as 20h00, sendo que se vai privilegiar jogos entre sexta feira e domingo, ou seja evitando-se a realização de partidas às segundas feiras.

Uma das grandes novidades passa pelos jogos à hora do almoço, nomeadamente às 12h45.

Ouvida pela Record FM, a presidente da Associação Portuguesa de Defesa do Adepto (APDA), Martha Gens defende que o que vem aí é um passo qualitativo, será bem melhor, mesmo com horários de jogos que podem interferir com almoços: “A nossa hora de almoço ao fim de semana é sempre um pouco mais livre. Compreendo perfeitamente o argumento de que o horário dos jogos pode interferir com o almoço. Há quem tenha sugerido ser um pouco mais cedo, ou um pouco mais tarde. Mas, considerando o que tínhamos anteriormente, com jogos da I Liga ao domingo às 21h00 e à segunda feira às 19h00 e 20h00, acho que agora temos uma melhoria significativa. Estamos num bom caminho. Pode não ser ainda o horário ideal, por colidir com horários de almoço ao fim de semana, mas com esta medida estamos, sem dúvida, no bom caminho”.

Segundo Martha Gens, presidente da APDA, o adepto do futebol vai passar a ser mais respeitado, mas ainda   recorda com saudade aquele tempo em que as famílias iam para os estádios apenas aos domingos de tarde: “Todos temos saudades desses tempos. Íamos comer com os nosso pais, os nossos avós, tios e depois íamos em família ao futebol, durante a tarde. Muitos adeptos ainda se lembram da felicidade desses dias. Mas hoje em dia, considerando os interesses que existem à volta do desporto, alguns nada saudáveis, é muito difícil o regresso a esses horários”.

Ainda assim, o que vem aí é para a dirigente da APDA, algo bem melhor para o adepto.

 

Desporto

Livro sobre Jorge Jesus pretende mostrar que sucesso no Brasil não é por acaso

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Foto: Facebook Bertrand

O livro “Mister Jesus, 30 anos de uma carreira ímpar” pretende mostrar que o sucesso do treinador português de futebol no Brasil e na América do Sul se deve à sua preparação, segundo o autor, Rui Pedro Braz.

“Este livro pretende mostrar que o sucesso de Jorge Jesus no Brasil, mas também em Portugal, não foi por acaso, por trás do sucesso há uma lógica, uma razão de ser, e dou como exemplo o número de jogadores brasileiros que trabalharam com Jorge Jesus”, explicou à agência Lusa o comentador televisivo.

Apesar de reconhecer que “falta pouco por saber sobre Jorge Jesus”, dada a “forma aberta como fala em conferências de imprensa e entrevistas”, Rui Pedro Braz realçou a necessidade de “reunir esta informação de forma organizada temporalmente”.

“É conhecido o interesse de Jorge Jesus pelo futebol brasileiro, nomeadamente para identificar jogadores, mas o facto de ter trabalhado, nos clubes de primeiro escalão, em Portugal e na Arábia Saudita, com 108 brasileiros, de vários estatutos, desde internacionais a estreantes na Europa, permitiu-lhe ter conhecimento do futebol brasileiro, mas também da forma de trabalhar dos brasileiros, levando a que a sua mensagem passe mais rápido”, referiu.

Jorge Jesus, de 65 anos, conquistou a Taça Libertadores e o ‘Brasileirão’, depois de ter assumido o comando técnico do Flamengo, em julho último, muito por causa da experiência entre os ‘grandes’ de Portugal e da Europa.

“Os treinadores europeus têm dificuldades com o calendário no Brasil, um país continente, com muitos jogos, muitas deslocações, e o Jorge Jesus, na última década, disputou 124 jogos europeus, além das competições nacionais, pelo que já está mais do que habituado a esta exigência”, prosseguiu.

Perante isso, o autor do livro considera que o sucesso do treinador natural da Amadora “não estava ao alcance de nenhum outro treinador português e dificilmente de um europeu”.

“O livro pode ser encarado como uma biografia, por contemplar a infância e a adolescência de Jorge Jesus, a carreira de jogador e a de treinador. Não foi adjunto, porque foi convidado para treinar o Amora ainda com as chuteiras calçadas no Almancilense”, sublinhou Rui Pedro Braz.

Nas 272 páginas da obra, prefaciada pelo antigo guarda-redes de Benfica e Flamengo Júlio César, o autor destaca vários episódios, nomeadamente já na América do Sul, ao ocorrido em Felgueiras, onde um adepto apontou uma arma ao treinador, à invasão da Academia do Sporting, à morte do avô do treinador numa final da Taça de Portugal e à passagem do pai pelo Sporting.

“Mister Jesus, 30 anos de uma carreira ímpar” vai ser colocado à venda em Portugal na sexta-feira, depois de ser apresentado no Brasil, na terça-feira, às 14:00 locais (17:00 em Lisboa), no Consulado de Portugal no Rio de Janeiro, com a presença do treinador do Flamengo.

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