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Mensagem de Natal: António Costa promete reforçar investimento na saúde

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O primeiro-ministro dedicou a mensagem de Natal ao “compromisso” do Governo de reforçar orçamentalmente a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), prometendo atacar a sua “crónica suborçamentação” e eliminar faseadamente taxas moderadoras.

Ao contrário do habitual, esta mensagem de Natal António Costa não foi gravada na residência oficial do primeiro-ministro, mas, antes, na Unidade de Saúde Familiar (USF) do Areeiro, em Lisboa, que entrou em funcionamento no passado dia 16.

Depois de deixar “uma palavra solidária” a todos os que estão a enfrentar a doença e de expressar o seu “profundo reconhecimento a todos os profissionais que diariamente dão o seu melhor” para assegurar à população em geral os cuidados de saúde, António Costa identificou os cuidados de saúde primários como “a base do SNS e o melhor caminho para atingir a meta de cobertura universal em saúde”.

“A proposta de Orçamento de Estado para 2020, já apresentada na Assembleia da República, contempla o maior reforço de sempre no orçamento inicial da saúde e confere maior autonomia aos hospitais para garantir uma maior eficiência e responsabilidade na gestão do seu dia a dia. O programa de melhoria da resposta do SNS que aprovámos recentemente prevê ainda um conjunto de investimentos em infraestruturas e equipamentos de saúde, autoriza a contratação de mais 8400 profissionais de saúde – médicos, enfermeiros e outros profissionais – , bem como o pagamento de incentivos para a redução das listas de espera através da realização de mais cirurgias e mais consultas, incluindo ao sábado. Vamos também continuar a alargar a oferta de médico de família”, salientou o primeiro-ministro.

Ainda em relação ao próximo ano, António Costa disse que o seu executivo vai “duplicar o ritmo de investimento em cuidados continuados, abrindo mil novas camas, das quais 200 de saúde mental”.

“E vamos, já a partir de 2020, começar a eliminar faseadamente as taxas moderadoras nos cuidados de saúde primários e nos tratamentos prescritos no SNS. Estas decisões que já tomámos mostram bem a prioridade que atribuímos ao setor da saúde e sabemos que temos de dar continuidade a este esforço nos próximos anos”, sustentou.

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Sindicato acusa Grupo Trofa Saúde de controlar idas à casa de banho dos funcionários

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Os funcionários do ‘call center’ da Trofa do Grupo Trofa Saúde têm as idas à casa de banho controladas pela administração, acusou hoje em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.

A situação que, segundo o sindicato, “já dura há muito tempo, foi agravada na semana passada, quando a empresa decidiu afixar no quadro os tempos diários despendidos pelos trabalhadores nas pausas, que inclui pausas para a refeição e pausas para a casa de banho”.

“Nesta central de contactos do grupo, os trabalhadores são obrigados a registar no computador que usam um código (WC) quando se deslocam à casa de banho”, refere ainda o comunicado do sindicato que acusa a empresa de, com este comportamento, “violar a lei e a Constituição da República Portuguesa”.

As acusações do sindicato apontam ainda para “a criação nas unidades de saúde do Grupo Trofa Saúde” de “um sistema de banco de horas ilegal”, que obriga os funcionários “a trabalharem 10, 12 e mais horas diárias sem pagamento de qualquer trabalho suplementar”, que põem em causa, “de forma grave, a vida pessoal e familiar” destes.

Acrescenta o comunicado que o grupo “não paga a muitos trabalhadores o subsídio de turno de 15% previsto na contratação coletiva”, não os “classifica devidamente” e “paga salários muito baixos”, além de que “recusa aplicar a contratação coletiva aos trabalhadores das centrais de contactos”, bem como “o diálogo com o sindicato” e a participação “numa reunião no Ministério do Trabalho requerida pelo sindicato”.

Perante isto, o sindicato revelou ter solicitado “a intervenção urgente da Autoridade para as Condições de Trabalho”, descontente por “um dos maiores grupos económicos do setor da hospitalização privada em Portugal”, que “anunciou recentemente a abertura de um hospital em Luanda”, o fazer “à custa da exploração desenfreada dos trabalhadores”.

A Lusa tentou obter uma reação do Grupo Trofa Saúde, mas, até ao momento, não foi possível.

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