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Menos de um quarto dos educadores de infância testados – Fenprof

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Menos de um quarto dos educadores de infância inquiridos pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) fez teste à covid-19 antes de voltar ao trabalho, segundo os resultados de uma consulta da organização sindical aos profissionais.

Dos 483 educadores de infância que responderam a um inquérito ‘online’, apenas 23,2% afirmaram ter sido testados, refere a Fenprof, que considera que “as orientações emanadas pelo Ministério da Saúde chegaram tarde”.

Apesar de 96% terem recebido equipamentos de proteção individual, notou-se uma “evidente discricionariedade” conforme os concelhos. Máscara e gel desinfetante foram a regra, mas menos de 10% dos inquiridos receberam bata, avental ou proteção para os pés.

Isso significou “níveis de proteção e segurança muito diferentes, por vezes bastante mais baixos, o que não se pode aceitar”, considera a federação sindical.

No inquérito verificou-se que na maioria dos casos (63,4%), a desinfeção dos estabelecimentos não foi feita por empresas especializadas, mas pelos trabalhadores não docentes dos agrupamentos de escolas, enquanto em 21% dos casos foram as câmaras municipais a assegurá-la.

As principais decisões foram entregues às câmaras municipais, “que não deviam ter tal responsabilidade”, o que “provocou ansiedade e desconfiança, que explicam que uma parte significativa dos educadores considerasse que os jardins de infância só deveriam ter reaberto em setembro”, considera a Fenprof.

O Ministério da Educação “’empurrou’ para as direções dos agrupamentos a definição de critérios para gerir a situação”, acusa.

A Fenprof exige da tutela respostas para setembro, como onde se vão arranjar espaços para subdividir turmas, como é que se subdivide sem haver mais pessoal e como é que se garantem distâncias mínimas de segurança em refeitórios ou a desinfeção constante de espaços e materiais.

Quer também saber de onde virão os equipamentos de proteção, que alternativas há para as atividades no exterior quando chover.

Quanto ao setor privado, a Fenprof aponta problemas específicos, como os horários de funcionamento mais alargados, que provocam “o aglomerado de crianças no mesmo espaço, no início e no final do dia, sem qualquer respeito pelas regras de distanciamento”, e o número mais reduzido de pessoal docente

“Não podemos aceitar que a mês e meio da abertura do próximo ano letivo ainda existam tantas e tão preocupantes incógnitas relativamente à forma como irão decorrer as atividades na educação pré-escolar”, salienta a federação.

Portugal regista hoje mais um morto e 112 novos casos de infeção por covid-19 em relação a segunda-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

Atualidade

Treinador do Benfica acusa políticos de usar “máscara” diferente para o futebol

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Jorge Jesus, acusou hoje “os políticos” de usar “uma máscara” diferente para o futebol, em relação aos outros setores de atividade, ao defender o regresso dos espetadores aos estádios.

A finalizar a conferência de imprensa de lançamento da partida de sábado, da I Liga, frente ao Moreirense, para a qual o Benfica vai convidar 20 sócios para assistir na tribuna, o técnico disse não saber “qual é a máscara que eles [políticos] põem” para o futebol, “a atividade que melhor soube trabalhar e conviver com o vírus”, e afirmou que é preciso “ser realistas e ter só uma máscara para a covid-19”.

“Com todo o respeito pela Direção-Geral da Saúde, não entendo porque não há espetadores no futebol. Essa conversa de as pessoas que estão no futebol ser diferente do cinema, do teatro, da festa do Avante!, ainda bem. Fiquei todo feliz por haver festa do Avante! Quem consegue ter um controlo da organização como aconteceu e como qualquer clube em Portugal pode fazer, e tivemos agora o exemplo da Supertaça europeia, não entendo como é que no Estádio da Luz não podem estar 15 ou 20 mil pessoas”, comparou Jorge Jesus.

O antigo treinador do Flamengo considerou que “temos de viver” com a nova realidade do vírus “ou então vamos todos um ano para casa e ficamos todos malucos”, antes de lembrar que, no Brasil, “daqui a duas semanas já têm 20 mil pessoas dentro do estádio” e concluir que em Portugal se está “a inventar aquilo que não tem nada de inventar”.

O Benfica recebe o Moreirense no sábado, às 18:30, num encontro da 2.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol onde vai tentar dar seguimento ao bom arranque de campeonato conseguido com a vitória por 5-1, no terreno do Famalicão, na jornada inaugural.

 

Lusa

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