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Mau tempo: Mais de 60 ocorrências de norte a sul do país

Nas operações estiveram envolvidos 226 operacionais, com o apoio de 85 veículos.

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Árvore Mau tempo

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recebeu entre as 00:00 e as 08:30 de hoje 65 ocorrências de norte a sul do país devido à chuva forte, sendo o distrito do Porto o mais afetado.

“Tivemos um total de 65 ocorrências nos 18 distritos de Portugal continental. O Porto foi o mais afetado com 11 ocorrências, seguido de Coimbra com nove e Leiria com oito”, disse à agência Lusa o major Manuel Cordeiro, da ANEPC).

Segundo o major Manuel Cordeiro, das ocorrências registadas, 35 são quedas de árvores e 10 quedas de estruturas (andaimes e placards).

Foram também registadas algumas ocorrências relacionadas com pequenas inundações.

“O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu aviso amarelo para quase todo o país por causa da chuva, mas está preocupado com Lisboa. Há a possibilidade de até às 10:00 podermos ter precipitação de 10 a 20 milímetros numa hora”, disse.

O IPMA prevê para hoje no continente períodos de chuva persistente e por vezes forte e acompanhada de ventos que podem atingir os 110 quilómetros por hora nas terras qaltas.

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Produção de azeite pode parar no Alentejo por falta de capacidade para armazenar bagaço

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A apanha de azeitona e a produção de azeite correm o risco de parar e o setor olivícola pode colapsar no Alentejo por falta de capacidade das fábricas da região para armazenar bagaço proveniente dos lagares.

“Esta semana provavelmente, o mais tardar na semana que vem, vai haver um colapso no setor”, porque a apanha de azeitona e a produção de azeite “vão ter que parar”, já que “não há espaço para colocar o bagaço de azeitona produzido pelos lagares” do Alentejo, disse hoje à agência Lusa Aníbal Martins, vogal do conselho de administração da CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

Segundo o responsável, as três unidades do Alentejo que transformam bagaço de azeitona proveniente dos lagares da região “têm praticamente esgotada a sua capacidade estática de armazenamento” daquele subproduto resultante da produção de azeite.

Devido ao aumento da produção de azeitona e às condições climatéricas (falta de chuva) “favoráveis à apanha rápida de azeitona”, tem chegado azeitona “em maiores quantidades e mais rapidamente aos lagares” e “um volume inusitado” de bagaço de azeitona para ser transformado nas três unidades, explicou.

Apesar de trabalharem 24 horas por dia durante 11 meses, as três unidades, duas no concelho de Ferreira do Alentejo e uma no concelho de Alvito, têm os tanques de armazenagem “praticamente cheios e a atingir a rutura” e “não havendo onde por o bagaço terá forçosamente de parar a apanha de azeitona e a produção de azeite”, disse.

Aníbal Martins, que também é presidente da FENAZEITES – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores e gerente da União de Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), a dona da unidade de Alvito, alertou que a paralisação do setor, a verificar-se, “poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e às empresas ligadas ao setor”.

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