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Marcelo promete voltar aos Açores para comer cozido com família desalojada pelo furacão

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Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prometeu regressar à ilha do Faial, nos Açores, no próximo ano, para comer um cozido à portuguesa com uma família desalojada pelo furação “Lorenzo”.

“Combinei aqui com uma senhora, que viu a obra de uma casa comercial destruída, vir aqui e comer lá um bacalhau assado ou um cozido à portuguesa, tanto faz, logo que [a casa] seja construída, o mais rapidamente possível”, explicou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas, no final de uma visita às zonas destruídas pelo mau tempo, naquela ilha do grupo central dos Açores.

A casa de pasto “Confiança”, que o Presidente da República teve oportunidade de visitar, na freguesia da Feteira, ficou completamente destruída pelas ondas superiores a 20 metros, mas Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou o nome do estabelecimento, para dizer que é preciso erguer dos escombros e seguir em frente.

“Confiança é essencial! Os açorianos são heróis! Isto que aconteceu aqui poderá voltar a acontecer outra vez, daqui a não se sabe quantos anos, e os que vivem aqui no Faial, e ainda de forma mais especial, os que vivem nas Flores, isoladíssimos, é preciso ser-se herói, para se estar lá à espera do barco, que agora, duas vezes por semana, traz tudo o que é necessário para viverem”, explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado mostrou, uma vez mais, porque lhe chamam o presidente dos afetos e fez questão de cumprimentar e confortar algumas famílias de desalojados, muitos dos quais se emocionaram perante a presença, o abraço, ou o beijo do Presidente da República, que ouviu, com atenção, os relatos de quem viu o mar destruir-lhe a casa e os sonhos.

O furacão “Lorenzo” provocou mais de 330 milhões de euros de prejuízos em todo o arquipélago, em infraestruturas portuárias, estradas e moradias, de acordo com uma estimativa do Governo dos Açores, que vai reunir com o Primeiro-Ministro, esta segunda-feira, para saber que ajudas a região terá da República.

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Maioria dos universitários portugueses que enviam ‘nudes’ desconhecem riscos – estudo

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Um estudo sobre violência sexual ‘online’ no ensino superior em Portugal concluiu que mais de metade dos estudantes que enviaram ‘nude selfies’ não tinha perceção dos riscos incorridos e 5% teve as suas fotografias reencaminhadas para terceiros.

Um estudo exploratório realizado a 525 estudantes de todo o país do Ensino Superior intitulado “Abuso sexual baseado em imagens”, e defendido recentemente na Universidade do Porto, revela que mais de metade das pessoas (52,22%) que enviaram ‘nudes’(imagens fotográficas e ou vídeos de cariz sexual) pela Internet ou telemóvel, dizem que não tiveram a “perceção do risco que estavam a correr” e 8,78% das pessoas da amostra assume que foi “alvo de ameaças”.

Dos entrevistados que enviaram ‘nudes’, 5% assumiu que sofreu vitimização de violência sexual ‘online'”, ou seja, foi vítima de partilha a terceiros não consentida, um dos dados que a psicóloga e autora do estudo, Patrícia Ribeiro, mais destacou na entrevista à Lusa.

Os três maiores impactos do ‘sexting’ (envio de textos e imagens sexualmente sugestivos com conteúdo sexual explícito), foi a humilhação (17,39%), vergonha (15,22%) e o desespero (13,04%).

Segundo o estudo, 70,32% dos casos em que são enviadas imagens de cariz sexual ou ‘nude selfies’ (envio de fotografia e/ou vídeos de nus na Internet) a outra pessoa, o principal recetor(a) dessas imagens é o(a) namorado(a).

A “principal razão” (79,91%) para realizar ‘sexting’ é o existência de uma relação de namoro com a pessoa destinatária, sendo a relação caracterizada por “respeito (14,24%), estabilidade (15,81%) e confiança (21,78%)”.

Cerca de 60% dos estudantes universitários da amostra afirmou ter recebido imagens de cariz sexual e 41,90% disseram ter enviado esse tipo de imagens.

Há 4,5% a assumir que enviou imagens de cariz sexual a “conhecidos apenas virtualmente” e 11,87% a “pessoas que gostavam ou tinham esperança que viesse a existir uma relação”.

Outra das conclusões do estudo revela que a maioria das imagens de cariz sexual são enviadas a pessoas do sexo masculino (85%).

A tese sobre o fenómeno da violência sexual ‘online’, também conhecido por pornografia de vingança, concluiu ainda que a maioria dos ameaçadores são do sexo masculino ‘versus’ as ameaçadoras (1,14%).

O estudo também concluiu que 63,74% dos participantes fariam queixa se fossem alvo de ameaças e que desses participantes a maioria faria a queixa na polícia (74,49%).

Os que não fariam queixa das ameaças justificam-no com o “receio de maior exposição, culpabilização e revitimização institucional (27,8%), vergonha (19,4%) e descrença no sistema de ajuda (18,1%).

Outros dos resultados é que 90,48% dos/as estudantes já tinham ouvido falar em Abuso Sexual Baseado em Imagens e este foi reconhecido enquanto crime em Portugal por 53,90% dos/as estudantes.

O estudo contou com uma amostra de 525 pessoas (86% do sexo feminino), maioritariamente heterossexuais (81%, de nacionalidade portuguesa (95%) e estudantes de licenciatura (48%), com uma média de idades a rondar os 25 anos de idade.

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