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Marcelo diz que portugueses são “os melhores dos melhores do mundo”

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Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta sexta-feira, que os portugueses “são os melhores dos melhores do mundo”, mas admitiu que ainda é preciso fazer “muito mais” pela qualificação das pessoas.

Durante a inauguração da ampliação das instalações da Bosch Car Multimedia, em Braga, e depois de ouvir os responsáveis da empresa a elogiar o trabalho e a qualidade dos trabalhadores, Marcelo deixou vincado o orgulho que sente por ser Presidente dos “melhores do mundo”.

“Eu pergunto-me: mas não era isso que deveriam esperar? Não somos nós os melhores dos melhores do mundo? Com todo o respeito pelos nossos amigos alemães e também espanhóis, nós portugueses somos os melhores e, por isso, não admira que aqui estejam os melhores a fazer o melhor. Para mim, não é surpresa. Se não fôssemos os melhores, eu não tinha tanto orgulho quanto tenho em ser Presidente de todos os portugueses”, afirmou.

Para Marcelo, o segredo chama-se qualificação, uma aposta que quer ver intensificada.

À chegada à empresa, Marcelo tinha à porta uma “pequena manifestação” de enfermeiros, com cartazes onde se lia “Os enfermeiros não precisam de afetos, precisam de reconhecimento. 14 anos de serviço igual a zero de progressão”.

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Cientistas explicam por que trabalhar à noite faz mal aos intestinos

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As pessoas que trabalham à noite têm mais probabilidades de desenvolver inflamações intestinais, porque há células que contribuem para a saúde intestinal que deixam de receber informações vitais do cérebro.

Os resultados da investigação foram hoje publicados na revista científica Nature. Feito pela equipa de Henrique Veiga-Fernandes, no Centro Champalimaud, em Lisboa, o estudo explica o que leva as pessoas que têm horários desregrados, como trabalhadores noturnos, a ter mais tendência para inflamações intestinais ou obesidade.

A relação entre esses problemas e os horários noturnos era conhecida e já se tem procurado relacionar os processos fisiológicos com a atividade do relógio circadiano do cérebro. Mas foi a equipa do investigador principal Veiga-Fernandes que descobriu que a função de um certo grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem de forma muito significativa para a saúde intestinal, se encontra sob o controlo direto do relógio circadiano do cérebro.

Veiga-Fernandes, citado num comunicado da Fundação Champalimaud, explica que quase todas as células do corpo possuem uma maquinaria genética interna que acompanha o ritmo circadiano através da expressão dos chamados “genes relógio”, que indicam a hora do dia às células.

Esses pequenos relógios são sincronizados pelo grande relógio do cérebro (por exemplo informação sobre o dia e a noite).

A equipa descobriu que as chamadas “células linfóides inatas de tipo 3” (ILC3), que no intestino lutam por exemplo contra as infeções, são particularmente sensíveis às perturbações dos seus genes relógio.

“Quando os cientistas analisaram a forma como a perturbação do relógio circadiano cerebral influía sobre a expressão de diversos genes das ILC3, descobriram que desencadeava um problema muito específico: o “código postal” molecular destas células desaparecia!”, explica-se no comunicado.

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