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Música

Mais de 450 músicos e autores apelam ao público para que os ouçam na rádio

Os equipamentos culturais estão encerrados desde 15 de janeiro, em Portugal Continental, no âmbito das medidas decretadas pelo Governo para tentar conter a pandemia da covid-19.

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Mais de 450 músicos e autores portugueses subscreveram um texto, hoje divulgado, no qual apelam ao público para que ouça as suas músicas na rádio, congratulando-se com o aumento da quota da música portuguesa nas rádios para 30%.

“Foi com satisfação que recebemos a notícia que agora nos vão ouvir mais. Queremos sentir-vos em sintonia com a nossa voz e a nossa música. Queremos que continuem a ouvir música portuguesa, nas ondas da rádio. Queremos que sintonizem e ouçam a música que é a nossa”, lê-se no texto “Mais Música Portuguesa na Rádio”, hoje divulgado, e que até segunda-feira à tarde tinha sido subscrito por 463 músicos e autores portugueses de várias gerações e géneros musicais.

A lista de subscritores inclui, entre muitos outros, músicos como Ágata, Agir, Aldina Duarte, António Zambujo, Bárbara Bandeira, Aurea, Blaya, Camané, Carminho, Carolina Deslandes, Cláudia Pascoal, Conan Osiris, David Bruno, David Carreira, Dino D’Santiago, Diogo Piçarra, Fausto Bordalo Dias, Manel Cruz, ProfJam, Marta Ren, Paulo de Carvalho, Pedro Abrunhosa, Quim Barreiros, Ricardo Ribeiro, Rodrigo Leão, Rui Veloso, Sam The Kid, Selma Uamusse, Toy e Xinobi.

No texto, os artistas lembram que precisam “do contacto com o público”, que os “ouçam” e de sentir que estão a ser ouvidos.

“Queremos voltar a ouvir as vossas palmas e a escutar as vossas vozes a cantar connosco. Temos saudades de vos sentir perto de nós. Queremos estar presentes nas vossas vidas, mesmo que hoje não possamos estar fisicamente juntos. Não queremos a nossa e vossa Música confinada a um pequeno espaço”, referem.

E foi por quererem ser a companhia do público “todos os dias, ao longo do dia”, que receberam “com satisfação” a notícia da decisão do Governo em aumentar a quota de música portuguesa nas rádios.

O aumento, de 25% para 30%, foi anunciado no dia 14 de janeiro, pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, no âmbito das medidas de resposta à pandemia da covid-19, com o objetivo de “incrementar a divulgação de música portuguesa” e “a sua valorização em benefício dos autores, artistas e produtores”.

A ministra recordou na altura que “a definição desta quota existe desde 2009 e está inscrito na lei que todos os anos [o titular da pasta da Cultura] deve atualizá-la”, mas “desde 2009 que o valor não era atualizado”.

“Este é o ano para o fazer”, afirmou, lembrando que o setor da Música tem sido “particularmente atingido pelas limitações dos espetáculos”.

O texto dos artistas portugueses, hoje divulgado, conta com o apoio de cerca de 30 agentes e ‘managers’.

Atualidade

Rock in Rio Brasil e Lisboa adiados

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Foto: Facebook Rock in Rio

A edição brasileira do festival Rock in Rio foi adiada para setembro do próximo ano, “devido ao cenário de incerteza que se vive a nível mundial, provocado pela pandemia”, anunciou  a organização, em comunicado.

“Uma vez que se aproxima a data de início de montagens do festival, a Organização do Rock in Rio decide assim adiar o evento inicialmente previsto para setembro de 2021, no Rio de Janeiro, para os dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022”, lê-se no comunicado assinado pelo presidente e fundador do festival, Roberto Medina.

O anúncio das novas datas da edição do Rock in Rio Brasil acontece poucas horas depois de a organização ter divulgado um novo adiamento, por mais um ano, da 9.ª edição Rock in Rio Lisboa, para os dias 18, 19, 25 e 26 de junho de 2022.

Sobre a edição original brasileira, Roberto Medina justificou o adiamento com a necessidade de “preservar vidas, neste momento”.

“O Rock in Rio mobiliza pessoas dentro e fora da Cidade do Rock. Recebemos turistas de absolutamente todos os Estados brasileiros, além do Distrito Federal [Brasília], e também de mais de 70 países. São 28 mil pessoas que trabalham para levar festa e alegria para as 700 mil pessoas que nos visitam”, lê-se no comunicado.

“Em setembro de 2022 estaremos juntos de novo e prontos para o melhor Rock in Rio de todos os tempos”, concluiu Roberto Medina.

O adiamento da edição brasileira acontece quando o país vive a situação mais grave, desde o início da pandemia, ao atingir números recorde de mortes (1.699 pessoas, nas últimas 24 horas) e de casos diários de infeção (75.102, na quinta-feira), nas últimas semanas.

Além de atravessar um forte agravamento da pandemia, o Brasil lida ainda com a nova estirpe detetada no Amazonas (P.1), que já se espalhou pelo território nacional e que, segundo o ministério brasileiro da Saúde, é pelo menos “três vezes mais contagiosa” do que a original.

Quanto à 9.ª edição do Rock in Rio Lisboa, esteve inicialmente prevista para os dias 20, 21, 27 e 28 de junho de 2020, mas foi adiada, pela primeira vez, em abril do ano passado, para os dias 19, 20, 26 e 27 de junho deste ano, após o decreto do primeiro estado de emergência. Na altura, a organização garantia igualmente a realização da edição de 2022 do festival.

As novas datas – 18, 19, 25 e 26 de junho de 2022 – foram anunciadas pela organização, na noite de quinta-feira, numa mensagem assinada pela vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina.

O Rock in Rio Lisboa realiza-se de dois em dois anos, desde 2004, no Parque da Bela Vista, na capital portuguesa, onde é montada a Cidade do Rock.

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