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Mais de 20 mil consumidores já reclamaram sobre comissões no MB Way

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Foto: Facebook MB Way

A Deco revelou que 24 mil consumidores já reclamaram contra as comissões sobre transferências na aplicação móvel MB Way, de acordo com a ‘newsletter’ da associação de defesa dos consumidores.

De acordo com o documento enviado aos subscritores, a Deco defende que o Banco de Portugal (BdP) deve impor uma “comissão máxima de 0,2% por transferência” na ‘app’ (aplicação) e “limites claros para os custos em todas as formas de pagamento (cartões ou eletrónicos)”.

“Colocámos esta questão na agenda política exigindo a limitação das comissões MB Way no caderno reivindicativo que entregámos recentemente aos partidos políticos”, acrescenta ainda a associação.

O registo anterior de reclamações da Deco datava de 9 de julho, data em que a associação afirmou já terem sido feitas 14 mil queixas.

Nesse dia, a associação de defesa dos consumidores voltou a “reivindicar, junto do Banco de Portugal, que emita uma recomendação através da qual o regulador assuma a sua inequívoca posição sobre o comissionamento bancário, em particular no que respeita às transferências realizadas por MB Way, dadas as suas especificidades e limitações (inclusive de valor)”.

A Deco afirmou também que o BdP estava a dar uma resposta estandardizada em que se desculpabiliza na falta da lei e no facto de haver no MB Way um serviço efetivamente prestado.

Segundo a Deco, não se pode “aceitar que o regulador afaste responsabilidades pelo facto de a lei não explicitar que determinada comissão é proibida ou elevada”, além de que considera que o supervisor e regulador bancário está a esquecer-se de princípios como proporcionalidade, transparência e lealdade na avaliação destas comissões.

O MB Way é uma aplicação para telemóveis que permite efetuar compras, pagamentos ou transferências de dinheiro sem ser necessária a utilização física de cartões de débito e de crédito.

Foi desenvolvida pela SIBS, empresa detida pelos bancos e gestora da rede multibanco, tendo atualmente mais de um milhão de utilizadores.

Até ao momento, o BPI, BCP e Santander Totta já cobram pelas transferências.

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Bolsonaro chama Greta Thunberg de “pirralha” após ativista defender causa indígena

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O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chamou a ativista sueca Greta Thunberg de “pirralha”, após a ambientalista ter alertado para as lutas dos povos indígenas e mostrado preocupação com o assassinato de líderes nativos no Brasil.

Ao sair do Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente do Brasil, Bolsonaro questionou a cobertura jornalística dada a Thunberg, de 16 anos, que no último domingo usou a rede social Twitter para partilhar informação sobre o assassinato de mais dois indígenas no estado brasileiro do Maranhão.

“A Greta já disse que os índios morreram porque estavam a defender a Amazónia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí. Pirralha”, declarou o chefe de Estado a jornalistas, em Brasília.

Bolsonaro referia-se às declarações da jovem no Twitter, em que afirmou que “os povos indígenas estão literalmente a ser assassinados por tentar proteger a floresta da desflorestação ilegal. Repetidamente. É vergonhoso que o mundo permaneça calado sobre isso”.

O comentário de Bolsonaro sobre a adolescente segue a mesma linha daqueles já efetuados pelo seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que, em setembro, respondeu sarcasticamente a um vídeo da jovem ativista sobre sofrimento humano, morte de ecossistemas e iminente extinção em massa.

“Ela parece ser uma jovem menina muito feliz, que está a caminho de um futuro maravilhoso e brilhante. Muito bom ver isso”, ironizou Trump na ocasião.

Greta respondeu a Trump da mesma forma que retribuiu a Bolsonaro, colocando na sua biografia do Twitter as observações feitas pelo chefe de Estado.

Na manhã de sábado, dois membros da tribo Guajajara foram mortos a tiro e outros dois ficaram feridos numa estrada que corta uma reserva, no estado brasileiro do Maranhão.

As autoridades informaram que os disparos foram feitos por criminosos que estavam dentro de um veículo branco, mas não identificaram nenhum suspeito.

Foi também no Maranhão, há pouco mais de um mês, que ocorreu o assassinato de outro líder indígena, Paulo Paulino Guajajara, que atuava como guardião da floresta.

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