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Mãe que acusou IURD de lhe roubar filhos pede desculpa em tribunal e culpa TVI

A arguida escreve que “só pode agradecer à IURD os bons cuidados e o carinho que foi dado aos seus filhos por aquela instituição e pelos seus pais adotivos”.

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Justiça

Uma das mães que acusou a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) de lhe ter roubado dois filhos pediu desculpas em tribunal e assumiu que contou uma história falsa na série da TVI O Segredo dos Deuses.

O pedido de desculpa da arguida Maria de Fátima Lemos Moreira consta de documentos entregues à juíza Margarida Gaspar, do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, e que a agência Lusa teve acesso, e vem no seguimento de uma queixa apresentada pela IURD.

A IURD diz não ter ficado “indiferente ao arrependimento da arguida” e desistiu da queixa e da acusação particular por ofensas a pessoa coletiva, decisão validada pelo tribunal.

A mãe de dois meninos que foram adoptados por elementos da IURD admitiu, em tribunal, que mentiu na reportagem em relação ao “roubo” dos filhos e sobre a sua assinatura nos documentos ter sido falsificada, assumindo que “é falso que alguma vez a IURD ou qualquer pessoa com ela relacionada tenha roubado os seus filhos”.

“Muito pelo contrário, só pode agradecer à IURD os bons cuidados e o carinho que foi dado aos seus filhos por aquela instituição e pelos seus pais adotivos”, lê-se no documento com o pedido de desculpas que entregou à juíza de instrução criminal a 18 de outubro.

Maria de Fátima, que nas reportagens era identificada como “Clara”, é mãe biológica de Pedro, nascido em 1990, e de Filipe Cardoso, nascido em 1993 e que foi adotado por uma das filhas do bispo Edir Macedo.

Maria de Fátima garante que foi “manobrada pela jornalista da TVI, Alexandra Borges, para confirmar uma história inverídica e sensacionalista criada por aquela jornalista em prol das audiências”.

Acrescenta a arguida que só aceitou “corroborar a versão da TVI e proferir as afirmações que constam nas reportagens iludida pelas vãs promessas da jornalista de que se o fizesse poderia rever os seus filhos”.

Maria de Fátima reconheceu ainda que as assinaturas que estão nos documentos, mostrados nas reportagens, são suas e adiantou que “sempre soube que os seus filhos estiveram institucionalizados no Lar” que fazia parte da obra social da igreja e que estavam “bem tratados e devidamente acompanhados”.

Reconhecendo que o teor da reportagem “causou um prejuízo incomensurável” à IURD, a arguida apresentou um pedido de desculpas e esclareceu que é falso que alguma vez “a Igreja Universal ou qualquer pessoa com ela relacionada tenha roubado os seus filhos”.

A TVI exibiu em Dezembro de 2017 uma série de reportagens denominadas O Segredo dos Deuses, na qual noticiou que a IURD esteve alegadamente relacionada com o rapto e tráfico de crianças nascidas em Portugal.

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Despenalização da eutanásia aprovada

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A Assembleia da República aprovou hoje na generalidade os cinco projetos para despenalização da morte medicamente assistida.

O projeto do PS foi o mais votado, com 127 votos, 10 abstenções e 86 votos contra, sendo o do BE o segundo mais votado, com 124 deputados a favor, 14 abstenções e 85 contra.

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