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Madeira: PSD admite coligação de governo com CDS depois de “vitória do centro-direita”

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O PSD perdeu no domingo pela primeira vez a maioria absoluta do parlamento da Madeira, mas os sociais-democratas parecem já ter encontrado a chave para a estabilidade com uma “coligação de governo” com o CDS-PP.

“Será um acordo de coligação de governo”, disse Miguel Albuquerque, líder social-democrata madeirense e atual presidente do Governo Regional, na reação aos resultados das eleições regionais, adiantando que já falou com o líder do CDS-PP da Madeira, Rui Barreto, e que houve manifestação pública de ambos para uma coligação.

Nas eleições disputadas no domingo, o PSD venceu com 39,42% dos votos, mas perdeu, pela primeira vez, a maioria absoluta, elegendo 21 dos 47 deputados. Em 2015, os sociais-democratas tinham segurado a maioria apenas por um deputado, conquistando 24 mandatos e 44,36%.

Este domingo, o PS obteve 35,76% e elegeu 19 deputados, enquanto o CDS-PP, com 5,76% dos votos e três deputados, foi a terceira força política mais votada, seguido pelo JPP, com 5,47% e também três parlamentares. A CDU conquistou um lugar, com 1,80% dos votos.

PSD e CDS-PP elegeram assim 24 dos 47 parlamentares da Assembleia Legislativa da Madeira. PS, JPP e CDU juntos têm apenas 23 lugares.

“Nestas coisas é preciso saber fazer contas. O centro-direita venceu as eleições na Madeira. E, como o centro-direita venceu as eleições, a esquerda perdeu!”, argumentou o líder do CDS-PP da Madeira, partido que passou de segunda para terceira força política no parlamento regional (obteve 13,71% e sete deputados em 2015).

Rui Barreto já avisou, contudo, que não abdicará do seu programa eleitoral e deixou ‘a bola’ do lado do PSD porque “quem vence é que tem de conversar para formar uma maioria absoluta”.

Apesar da posição concertada de PSD e CDS-PP, do lado do PS – que quase quadruplicou o número de votos relativamente a 2015 e conquistou o histórico resultado de 35,76%, a melhor votação de sempre desde as primeiras regionais de 1976, -Paulo Cafôfo disse estar “disponível para liderar uma base de entendimento” com os partidos da oposição, para formar governo.

Nas sedes nacionais dos partidos, os líderes do PSD, Rui Rio, do CDS-PP, Assunção Cristas, e do PS, António Costa, estiveram alinhados com os discursos madeirenses.

Pelos sociais-democratas, Rui Rio considerou existirem “todas as condições” para Miguel Albuquerque formar governo com o CDS-PP, enquanto a líder democrata-cristã falou num “dia histórico” e disse que o seu partido era “essencial para garantir uma maioria de centro e direita” na Madeira.

Na sede nacional do PS, o destaque de António Costa foi para o “resultado histórico, o melhor de sempre” dos socialistas em regionais, embora reconhecendo a vitória do PSD. O secretário-geral do PS assegurou que manterá “todos os compromissos” que assumiu com a Madeira, desde a redução dos juros da dívida desta região autónoma à República, até ao novo Hospital do Funchal.

As palavras mais duras da noite eleitoral surgiram dentro do PSD/Madeira, com o histórico dirigente social-democrata madeirense e antigo presidente do Governo Regional Alberto João Jardim a considerar que a perda da maioria absoluta do PSD é o resultado dos dois primeiros anos “desastrosos” de governação de Miguel Albuquerque e a manifestar-se insatisfeito com o resultado.

“Não estou satisfeito. Ainda tentei deitar a mão. O PSD paga, neste momento, o preço dos dois primeiros anos desastrosos de governo que fez aqui na Madeira”, afirmou Alberto João Jardim, em declarações à RTP.

À semelhança do que aconteceu com o CDS-PP, o JPP e a CDU viram os seus resultados baixar significativamente relativamente às eleições de 2015.

O JPP passou de 10,28% em 2015 para 5,57% este domingo, conquistando três deputados, contra os cinco de há quatro anos.

“Aquilo que podemos prometer à população é confiança, serenidade, representatividade e verdade”, disse o líder do JPP, Élvio Sousa, reconhecendo que o partido não atingiu os objetivos a que se propôs nas eleições.

Com 1,80% dos votos, a CDU perdeu um dos dois deputados que tinha conquistado em 2015.

De qualquer forma, o cabeça de lista da coligação, Edgar Silva, considerou que a CDU deu contributos “extremamente relevantes” para o fim da maioria absoluta do PSD.

“A perda pelo PSD da maioria absoluta é o elemento mais relevante dos resultados hoje conhecidos para a Assembleia Regional da Madeira”, corroborou o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa.

Assim, o parlamento regional da Madeira passará a ter apenas cinco grupos parlamentares (PSD, PS, CDS-PP, JPP e CDU).

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Adeptos pedem fim da “instrumentalização política” do Benfica por André Ventura

Ricardo Araújo Pereira e Pedro Norton são algusn dos subscritores da carta aberta.

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Foto: Facebook André Ventura

Um grupo de adeptos do Benfica pediu à direção presidida por Luís Filipe Vieira para pôr fim à “instrumentalização política” do clube pelo partido Chega, em carta aberta publicada, esta sexta-feira.

“A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica”, denuncia o grupo de cinco subscritores na Tribuna Expresso.

Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira expressam publicamente “indignação” perante o facto de o presidente do Chega, André Ventura, ter usado o clube “para criar uma persona política”, assinalando que “a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio”.

“Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba”, adverte aquele grupo de adeptos.

Contactado pela agência Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta e remeteu para os estatutos do clube, nos quais é indicado que o clube não diferencia os sócios “em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas”.

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