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Lisboa Verde: Associação diz que bicicletas partilhadas devem ser aposta de futuro

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Bicicleta crianças

A Associação para a Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBI) considera que o uso de bicicletas partilhadas deve ser uma aposta de futuro em Lisboa, salientando que é “asfixiante” o número de carros que entram na cidade diariamente.

Em declarações à agência Lusa a propósito da iniciativa Lisboa Capital Verde Europeia 2020, que arrancou oficialmente na semana passada, Nuro Carvalho, vogal da associação, observou que o uso de bicicletas partilhadas é uma das tendências mundiais mais marcantes para 2020.

“Estamos a falar de algo em que Lisboa não é pioneira”, referiu, reconhecendo que a cidade “está atrasada uns anos, mas agora está a fazer uma aposta”.

Para Nuro Carvalho, é importante que o uso da bicicleta partilhada seja uma “aposta que não caia em saco roto e continue a ser uma aposta de futuro”.

No seu entender, o fluxo de entrada de automóveis da capital portuguesa deve ser alterado em conjunto com os concelhos vizinhos.

“Trezentos e setenta mil carros a entrar em Lisboa, todos os dias, começa a ser asfixiante. O fluxo de entrada de veículos automóveis também tem de ser alterado e tem de ser feito em parceria com os concelhos limítrofes”, atestou.

O porta-voz da MUBI assegurou que Lisboa está diferente, mas referiu que há coisas que demoram a ser concretizadas no terreno.

“A MUBI acredita que a Câmara Municipal de Lisboa está a fazer um trabalho paulatinamente no sentido de tornar a cidade mais amiga das bicicletas e dos peões”, afirmou.

Ainda assim, Nuro Carvalho atentou que as soluções encontradas nem sempre são as melhores, mas reconheceu que o discurso da autarquia tem estado alinhado com a MUBI.

Da Capital Verde Europeia a associação espera que sirva para mudar mentalidades.

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Desabamento provocado por “erro” em obras na Praça de Espanha

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O desabamento ocorrido hoje no Metro de Lisboa provocou ferimentos ligeiros em quatro pessoas e, segundo o município, foi motivado por “um erro” nas obras que decorrem na Praça de Espanha.

No local, o vereador da Proteção Civil da autarquia de Lisboa disse aos jornalistas que se tratou de “um incidente decorrente da obra” que está em curso na Praça de Espanha e que foi determinada a abertura de um inquérito, assumindo-se já que ocorreu “um erro do ponto de vista de intervenção na obra”.

Na altura do acidente, referiu, estavam cerca de 300 pessoas na composição que passava no local.

De acordo com Carlos Castro, verificou-se “a queda de parte da laje do túnel do metropolitano, o que decorre, provavelmente de um erro de obra”, servindo o inquérito para apurar a responsabilidade do que aconteceu.

“Tudo aponta que houve um erro do ponto de vista de intervenção na obra”, admitiu Carlos Castro, avançando já ter sido convocado o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para análise do acidente, além das equipas de engenharia do próprio Metropolitano de Lisboa e da empresa responsável pela obra, que foi adjudicada pelo município de Lisboa.

Segundo Carlos Castro “não estão reunidas as condições para reabertura do túnel” do metro no local, prevendo-se que assim se mantenha por “um a dois dias de interrupção”. Os passageiros serão transportados numa articulação entre o metro e a rodoviária Carris.

Presente no local esteve igualmente o presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa,  que adiantou que no decorrer das obras da Praça de Espanha, “ao demolirem parte da estrutura de betão armado, furaram a galeria, que já é muito antiga, danificando o comboio que estava no momento a passar”.

“Foi um acidente que aconteceu, não houve vítimas mortais. Agora é aguardar pela peritagem para tirar conclusões”, frisou Vitor Domingues dos Santos.

Segundo o responsável, a circulação na linha Azul, que foi entretanto retomada em parte do troço “cerca das 16:15”, vai ser feita entre a Reboleira e as Laranjeiras e do Marquês de Pombal até Santa Apolónia, ficando a Carris a assegurar o transporte alternativo na zona afetada.

Fonte do INEM disse à Lusa que dois dos quatro feridos ligeiros foram transportados ao Hospital de Santa Maria: um homem de 27 anos e uma mulher com 54.

 

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