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Justin Bieber vai passar pelo Altice Arena

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O músico canadiano Justin Bieber atuará a 21 de janeiro de 2023 na Altice Arena, em Lisboa,

Segundo anunciou a promotora Ritmos & Blues, o concerto em Lisboa fará parte da digressão “Justice World Tour”, que ocorrerá entre maio de 2022 e março de 2023 em mais de 20 países.
Embora o concerto em Portugal esteja a mais de um ano de distância, os bilhetes serão colocados à venda a partir das 10:00 da próxima sexta-feira, dia 19.
Este será um regresso de Bieber àquela sala de espetáculos em Lisboa, onde atuou em novembro de 2016, precisamente na digressão mundial anterior, intitulada “Purpose” e que somou globalmente mais de 2,7 milhões de espectadores.
A nova digressão assentará no álbum “Justice”, lançado em abril.
Em setembro passado, quando foi eleito artista do ano pela MTV, nos Video Music Awards, Bieber sublinhou a importância da música enquanto elo de ligação entre as pessoas em tempo de pandemia.
Justin Bieber tem 27 anos. Aos 13 anos, ficou em segundo lugar num concurso de talentos em Stratford, na Canadá. A família partilhou os vídeos na Internet e, em menos de nada, Justin Bieber conheceu um dos seus ídolos, Usher, assinou contrato discográfico e gravou o primeiro álbum, “My world”, editado em 2009. Tinha então 15 anos.
Justin Bieber lançou seis álbuns de estúdio, “detém 32 recordes mundiais do Guinness World” e mais de 80 milhões de discos vendidos, segundo contas da editora Universal Music.
“Em agosto, quebrou o recorde histórico de ouvintes mensais no Spotify, com mais de 83 milhões de ouvintes”, afirmou a editora.
Bieber atuou pela primeira vez em Portugal em 2013, no então Pavilhão Atlântico – hoje Altice Arena, em Lisboa, com lotação esgotada.

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Alunos tendem a ler cada vez menos com a idade, sobretudo os rapazes – estudo

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Os alunos tendem a ler cada vez menos com a idade e é sobretudo entre os rapazes que há menos gosto pelos livros, segundo um estudo divulgado hoje que aponta também a influência da família nas práticas de leitura.

As conclusões são da segunda parte do estudo “Práticas de Leitura dos Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário”, desenvolvido pelo Plano Nacional de Leitura e pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL, que olhou para os alunos dos 1.º e 2.º ciclos.

Os resultados mais recentes confirmam uma tendência que a análise do 3.º ciclo e secundário, divulgada em setembro, já indiciava: São os mais novos e as raparigas quem mais gosta de ler, e à medida que os alunos avançam nos níveis de ensino a leitura vai merecendo cada vez menos espaço nos tempos livres.

Olhando para os dados dos 12.842 alunos inquiridos do 3.º ao 6.º ano, a grande maioria dos alunos diz gostar ou gostar muito de ler livros (83,3% no 1.º ciclo e 79,7% no 2.º ciclo) e para os mais novos a leitura é, sobretudo, divertida.

Nestas idades, a diferença entre eles e elas já é notória e no 2.º ciclo, por exemplo, enquanto 28,6% das raparigas leem todos os dias, apenas 14,6% dos rapazes faz o mesmo.

O menor entusiasmo dos rapazes com a leitura verifica-se desde cedo: Nos 1.º e 2.º ciclos, apenas 7% das raparigas admite ler só quando é obrigada e entre os rapazes essa percentagem aumenta para 15,1% (1.º ciclo) e 17% (2.º ciclo).

Do lado oposto, 56,8% das raparigas dos 5.º e 6.º anos dizem que quando começam a ler não conseguem parar, algo sentido por apenas 38,8% dos rapazes.

Quando os resultados desta segunda parte do estudo são comparados com os da primeira, dedicada ao 3.º ciclo e secundário, tornam-se mais evidentes não só a diferença entre rapazes e raparigas, mas sobretudo entre os alunos mais novos e mais velhos.

Do 2.º ciclo para o 3.º ciclo, a percentagem de alunos que só lê por obrigação mais que duplica, passando de 11,9% para 25%, um número que se repete no ensino secundário.

A tendência para gostar menos de ler reflete-se também no número de livros lidos no último ano e se a maioria dos alunos entre os 3.º e o 6.º anos leram pelo menos cinco livros em 12 meses, a partir do 7.º ano a maioria não chega a esse número.

À data do inquérito, apenas 31,9% dos alunos do 3.º ciclo e 25,4% dos alunos do secundário estavam a ler algum livro, um número inferior aos 55,3% do 1.º ciclo e 58,3% do 2.º ciclo.

Durante o período de confinamento imposto devido à pandemia de covid-19, os alunos intensificaram a leitura de livros, mas nem todos e, por isso, a diferença entre os mais novos e os mais velhos, e entre rapazes e raparigas, foi acentuada, uma vez que, quando tiveram de ficar em casa, aqueles que gostavam de ler passaram a fazê-lo ainda mais.

Além destas diferenças, o estudo hoje divulgado confirma também a influência do contexto familiar e do incentivo à leitura, verificando-se uma ligação entre as práticas dos alunos e a relação da família com a leitura.

Esta associação repete-se em diversos níveis, incluindo na relação dos alunos com a biblioteca escolar: Os alunos que mais recorrem às bibliotecas da escola para ler e levar livros são também aqueles que têm mais livros em casa.

Por outro lado, verifica-se também o enfraquecimento da relação das famílias com a leitura ao longo dos ciclos de ensino, uma situação que, para os investigadores, aumenta a complexidade do desafio colocado às escolas e o reforço de investimento na promoção de práticas de leitura de jovens e de adultos.

Já no contexto escolar, o estudo sublinha o impacto das atividades relacionadas com a leitura e a escrita desenvolvidas em sala de aula nas práticas de leitura dos alunos, uma vez que quanto maior é a exposição a essas atividades, maior é o número de livros lidos.

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