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Jovens portugueses deixam casa dos pais em média aos 29 anos

Os números foram divulgados pelo gabinete estatístico europeu no âmbito do Dia Internacional das Famílias, que se assinala na quarta-feira.

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Os jovens portugueses são dos que mais tarde saem de casa dos pais, quase aos 29 anos, acima da média da União Europeia (UE 26), segundo dados de 2017 do Eurostat.

O gabinete estatístico europeu destaca que em 2017 mais de um terço (35,3%) de jovens do sexo masculino entre os 25 e os 34 anos viviam em casa dos pais em 2017, comparados com um quinto (21,7%) de jovens do sexo feminino.

Esta tendência é acompanha por Portugal, com 50,8% de jovens adultos a viverem com os pais em 2017, contra 40,5% de jovens adultas.

Em média, uma em cada quatro pessoas entre os 25 e os 34 anos (28,5%) vivia em casa dos pais em 2017, com Portugal a chegar aos 45,6%.

A Croácia (31,8 anos em média), a Eslováquia (30,9 anos), Malta (30,7) e Itália (30,1) são os países onde os jovens vivem durante mais tempo em casa dois pais, ultrapassando a fasquia dos 30 anos, seguindo-se a Bulgária (29,6 anos), Espanha (29,5), Grécia (29,3) e Portugal (28,9).

No extremo oposto, a Suécia era em, 2017, o país onde os jovens mais cedo saiam de casa dos pais (18,5 anos), seguindo-se o Luxemburgo (20,1), a Dinamarca (21,1), a Finlândia (22,0), a Estónia (22,2), Alemanha, França e Holanda (23,7 cada) e o Reino Unido (24,7 anos).

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Sindicato acusa Grupo Trofa Saúde de controlar idas à casa de banho dos funcionários

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Os funcionários do ‘call center’ da Trofa do Grupo Trofa Saúde têm as idas à casa de banho controladas pela administração, acusou hoje em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.

A situação que, segundo o sindicato, “já dura há muito tempo, foi agravada na semana passada, quando a empresa decidiu afixar no quadro os tempos diários despendidos pelos trabalhadores nas pausas, que inclui pausas para a refeição e pausas para a casa de banho”.

“Nesta central de contactos do grupo, os trabalhadores são obrigados a registar no computador que usam um código (WC) quando se deslocam à casa de banho”, refere ainda o comunicado do sindicato que acusa a empresa de, com este comportamento, “violar a lei e a Constituição da República Portuguesa”.

As acusações do sindicato apontam ainda para “a criação nas unidades de saúde do Grupo Trofa Saúde” de “um sistema de banco de horas ilegal”, que obriga os funcionários “a trabalharem 10, 12 e mais horas diárias sem pagamento de qualquer trabalho suplementar”, que põem em causa, “de forma grave, a vida pessoal e familiar” destes.

Acrescenta o comunicado que o grupo “não paga a muitos trabalhadores o subsídio de turno de 15% previsto na contratação coletiva”, não os “classifica devidamente” e “paga salários muito baixos”, além de que “recusa aplicar a contratação coletiva aos trabalhadores das centrais de contactos”, bem como “o diálogo com o sindicato” e a participação “numa reunião no Ministério do Trabalho requerida pelo sindicato”.

Perante isto, o sindicato revelou ter solicitado “a intervenção urgente da Autoridade para as Condições de Trabalho”, descontente por “um dos maiores grupos económicos do setor da hospitalização privada em Portugal”, que “anunciou recentemente a abertura de um hospital em Luanda”, o fazer “à custa da exploração desenfreada dos trabalhadores”.

A Lusa tentou obter uma reação do Grupo Trofa Saúde, mas, até ao momento, não foi possível.

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