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Jovens agricultores lamentam fim da carne de vaca na Universidade de Coimbra

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A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (APAJ) considerou lamentável e alarmista a decisão da Universidade de Coimbra (UC) de eliminar o consumo da carne de vaca das cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020.

“Que os políticos menos bem informados sigam caminhos fáceis de populismos infundados, só porque está na moda falar nestes temas, é uma coisa. Agora, um reitor de um importante estabelecimento de ensino superior implementar esta medida vem causar alarmismo a um setor crucial como é a agricultura e a pecuária”, refere a associação, em comunicado enviado à agência Lusa.

Considerando a medida “alarmante e extremamente prejudicial” para os agricultores, a APAJ teme que, “pelo andar da carruagem, venha agora um outro responsável proibir o consumo de leite de vaca, o consumo de pão, o uso de camisolas de lã das nossas ovelhas, ou até os sapatos de pele, cujas alternativas são as fibras derivadas do petróleo”.

“Será que alguém já se preocupou, verdadeiramente neste país, com os gases poluentes que libertam os automóveis de alunos, professores, reitores e de todos os cidadãos em geral? Será que transportes públicos e automóveis elétricos não deveriam ser uma excelente alternativa para atingirmos os objetivos do país relativamente à descarbonização”, questiona.

Para a associação, as universidades e escolas devem fazer estudos e recomendações, colocar à disposição dos seus estudantes nas cantinas mais do que uma opção nas suas ementas, mas não devem tomar “medidas radicais desta natureza, pois todos deveriam ter oportunidade de escolher o que gostam ou não de comer”.

O reitor da Universidade de Coimbra (UC) anunciou na terça-feira que vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020, por razões ambientais.

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Coronavírus/Covid-19: Mundo deve preparar-se para uma eventual pandemia, diz OMS

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O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) avisou hoje que o mundo tem de se preparar para uma “eventual pandemia” do novo coronavírus, considerando “muito preocupante” o “aumento repentino” de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

“Devemos concentrar-nos na contenção [da epidemia], enquanto fazemos todo o possível para nos prepararmos para uma possível pandemia”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa em Genebra.

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