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Jovem com queimaduras graves ao ser eletrocutado em estação ferroviária em Palmela

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Linha comboio

Um jovem, de 18 anos, sofreu hoje queimaduras graves ao ser eletrocutado quando tocou na catenária de uma linha na estação ferroviária de Penalva, no concelho de Palmela (Setúbal), revelaram a Proteção Civil e a GNR.

O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal disse à agência Lusa que o jovem “foi eletrocutado numa catenária numa linha secundária da estação” de caminhos-de-ferro, tendo sido transportado de ambulância para o Hospital de S. José, em Lisboa.

A vítima “ficou com queimaduras consideradas graves e foi levada para o Hospital de S. José, com acompanhamento médico da viatura médica de emergência e reanimação do INEM sediada no Hospital de S. Bernardo, em Setúbal”, acrescentou.

O alerta foi dado aos bombeiros às 16:53.

Segundo o CDOS, como o acidente aconteceu numa linha secundária e não na linha principal, “não afetou a circulação ferroviária” na estação, situada na freguesia da Quinta do Anjo.

Contactada pela Lusa, fonte da corporação dos Bombeiros Voluntários de Palmela explicou que a vítima tem 18 anos.

Fonte do Comando Territorial de Setúbal da GNR acrescentou que o acidente ocorreu numa zona da estação ferroviária “reservada a funcionários e a máquinas de manutenção”.

“Três homens, todos jovens, introduziram-se esta tarde nessa zona reservada e um deles é que foi eletrocutado” na catenária, ficando “em estado grave”, explicou.

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Covid-19: Portugal pode atingir os mil casos diários na próxima semana – António Costa

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O primeiro-ministro afirmou hoje que Portugal está a acompanhar a tendência europeia de aumento de infetados com o novo coronavírus e que, se essa evolução se mantiver, poderá atingir os mil casos diários de covid-19 na próxima semana.

Esta posição foi transmitida por António Costa no final da reunião do gabinete de crise sobre a evolução da covid-19, em Portugal, em São Bento, que durou cerca de duas horas.

“A manter-se esta tendência, chegaremos aos mil novos casos por dia. Temos de travar esta tendência. Não podemos parar o país”, declarou o primeiro-ministro na conferência de imprensa.

Na sua declaração inicial, o líder executivo considerou que o país “está a sofrer um forte crescimento de novos casos diariamente” – uma trajetória que começou a registar-se em meados de agosto.

Por isso, de acordo com António Costa, “não se pode deixar que a pandemia continue a crescer”.

“Agora, não vamos poder voltar a parar o país, como aconteceu em março. Agora, o controlo da pandemia depende da responsabilidade pessoal de cada um de nós. Não podemos voltar a privar as crianças do acesso à escola, não podemos voltar a proibir as famílias de visitarem os seus entes queridos nos lares, não podemos separar as famílias no Natal como fizemos na Páscoa. Temos mesmo de travar a pandemia por nós próprios através da nossa responsabilidade pessoal”, frisou.

Já no período de perguntas dos jornalistas, o primeiro-ministro desdramatizou a atual situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), designadamente em termos de capacidade de resposta a doentes com covid-19.

“Felizmente, a pressão sobre o SNS mantém-se limitada. Aliás, os números de hoje revelam uma diminuição de internados, quer em cuidados intensivos, quer em internamentos gerais. Felizmente, não estamos numa situação em que não haja controlo no SNS. Mas os períodos de incubação são longos”, ressalvou.

Do gabinete de crise para o acompanhamento da evolução da covid-19, que se tinha reunido pela última vez em 29 de junho, fazem parte membros do Governo como os ministros de Estado da Economia, dos Negócios Estrangeiros – Augusto Santos Silva não esteve hoje presente e fez-se representar pelo secretário de Estado Eurico Brilhante Dias – da Presidência e das Finanças, bem como os titulares das pastas da Defesa Nacional, da Administração Interna, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, da Educação, da Saúde e das Infraestruturas e da Habitação.

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