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Jovem com queimaduras graves ao ser eletrocutado em estação ferroviária em Palmela

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Linha comboio

Um jovem, de 18 anos, sofreu hoje queimaduras graves ao ser eletrocutado quando tocou na catenária de uma linha na estação ferroviária de Penalva, no concelho de Palmela (Setúbal), revelaram a Proteção Civil e a GNR.

O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal disse à agência Lusa que o jovem “foi eletrocutado numa catenária numa linha secundária da estação” de caminhos-de-ferro, tendo sido transportado de ambulância para o Hospital de S. José, em Lisboa.

A vítima “ficou com queimaduras consideradas graves e foi levada para o Hospital de S. José, com acompanhamento médico da viatura médica de emergência e reanimação do INEM sediada no Hospital de S. Bernardo, em Setúbal”, acrescentou.

O alerta foi dado aos bombeiros às 16:53.

Segundo o CDOS, como o acidente aconteceu numa linha secundária e não na linha principal, “não afetou a circulação ferroviária” na estação, situada na freguesia da Quinta do Anjo.

Contactada pela Lusa, fonte da corporação dos Bombeiros Voluntários de Palmela explicou que a vítima tem 18 anos.

Fonte do Comando Territorial de Setúbal da GNR acrescentou que o acidente ocorreu numa zona da estação ferroviária “reservada a funcionários e a máquinas de manutenção”.

“Três homens, todos jovens, introduziram-se esta tarde nessa zona reservada e um deles é que foi eletrocutado” na catenária, ficando “em estado grave”, explicou.

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Sindicato acusa Grupo Trofa Saúde de controlar idas à casa de banho dos funcionários

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Os funcionários do ‘call center’ da Trofa do Grupo Trofa Saúde têm as idas à casa de banho controladas pela administração, acusou hoje em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.

A situação que, segundo o sindicato, “já dura há muito tempo, foi agravada na semana passada, quando a empresa decidiu afixar no quadro os tempos diários despendidos pelos trabalhadores nas pausas, que inclui pausas para a refeição e pausas para a casa de banho”.

“Nesta central de contactos do grupo, os trabalhadores são obrigados a registar no computador que usam um código (WC) quando se deslocam à casa de banho”, refere ainda o comunicado do sindicato que acusa a empresa de, com este comportamento, “violar a lei e a Constituição da República Portuguesa”.

As acusações do sindicato apontam ainda para “a criação nas unidades de saúde do Grupo Trofa Saúde” de “um sistema de banco de horas ilegal”, que obriga os funcionários “a trabalharem 10, 12 e mais horas diárias sem pagamento de qualquer trabalho suplementar”, que põem em causa, “de forma grave, a vida pessoal e familiar” destes.

Acrescenta o comunicado que o grupo “não paga a muitos trabalhadores o subsídio de turno de 15% previsto na contratação coletiva”, não os “classifica devidamente” e “paga salários muito baixos”, além de que “recusa aplicar a contratação coletiva aos trabalhadores das centrais de contactos”, bem como “o diálogo com o sindicato” e a participação “numa reunião no Ministério do Trabalho requerida pelo sindicato”.

Perante isto, o sindicato revelou ter solicitado “a intervenção urgente da Autoridade para as Condições de Trabalho”, descontente por “um dos maiores grupos económicos do setor da hospitalização privada em Portugal”, que “anunciou recentemente a abertura de um hospital em Luanda”, o fazer “à custa da exploração desenfreada dos trabalhadores”.

A Lusa tentou obter uma reação do Grupo Trofa Saúde, mas, até ao momento, não foi possível.

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