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Jovem ativista Greta Thunberg chega hoje a Lisboa

Greta Thunberg é hoje uma das vozes mais conhecidas na defesa do ambiente e as greves climáticas que iniciou são agora seguidas por milhões de jovens do mundo inteiro.

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A jovem ativista sueca Greta Thunberg deve desembarcar perto das 10h00 em Lisboa, após atravessar o Atlântico em catamarã, no mesmo dia em que parte para Madrid para participar na cimeira do clima da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com a organização da visita de Greta Thunberg, a jovem será recebida junto da Doca de Santo Amaro pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e por jovens ativistas portugueses.

O presidente da comissão parlamentar de Ambiente, o deputado do BE José Maria Cardoso, também irá receber a ativista assim como a deputada Maria Manuel Rola e o vereador na Câmara de Lisboa, Manuel Grilo.

A deputada do Partido Ecologista “Os Verdes” Mariana Silva também anunciou que participará na receção a Greta Thunberg.

Por seu lado, o Presidente da República saudou a chegada da ativista a Lisboa, mas não irá cumprimentar a jovem à Doca de Alcântara por considerar que poderia “ser considerado aproveitamento político”.

Thunberg dá depois no local uma conferência de imprensa. Segundo a organização, vão falar, além de Greta Thunberg, jovens ativistas portugueses, Riley Whitelum, o comandante do “La Vagabonde”, barco no qual fez a travessia de Hampton, Virgínia (Estados Unidos), para Portugal, e Nikki Henderson, membro da tripulação e marinheira profissional.

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Portugal cai oito posições no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas

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Portugal caiu oito lugares no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas (CCPI na sigla original), com o desempenho do país a descer em quase todas as categorias, segundo o “Índice 2020”.

Com a pior posição de sempre, Portugal está agora no 25.º lugar, o que corresponde a um desempenho médio (era de desempenho alto em 2018), destacando-se apenas, pela positiva, em relação às políticas climáticas.

O Índice CCPI 2020 (Climate Change Performance Índex) é divulgado hoje em Madrid no âmbito da cimeira do clima (COP25) que decorre na capital espanhola até sexta-feira.

Na categoria de emissões com gases com efeito de estufa, Portugal tem uma classificação muito baixa especialmente pelo aumento das emissões entre 2012 e 2017 (no ano passado reduziu 09% as emissões de dióxido de carbono, a maior redução da União Europeia).

“O fim da crise económica refletiu-se no aumento do uso e das emissões de energia, e especialmente os efeitos das alterações climáticas amplificando as secas, são as principais causas para a queda no ranking”, refere o documento.

Nele lembra-se também os grandes incêndios de 2017, e diz-se que devido às secas o país não pode recorrer à energia hidroelétrica da mesma forma e ao contrário teve de usar os combustíveis fósseis, o que justifica a baixa classificação na categoria das energias renováveis e uso de energia.

“Especialistas nacionais criticam que apesar da implementação de um imposto sobre o carbono e combustíveis fósseis em 2018, o Governo continuou a dar benefícios fiscais de 2,3 milhões de euros para o carvão, em 2018”, diz-se no documento.

A nível global o documento coloca a Suécia a liderar, no quarto lugar (os três primeiros não são atribuídos porque os responsáveis do CCPI consideram que nenhum país os merece), seguida da Dinamarca, que subiu 10 posições, e de Marrocos, que fica em sexto lugar.

Os Estados Unidos aparecem como o país com pior desempenho, seguido no final da lista pela Arábia Saudita e pela Austrália. A China, o país com mais emissões do mundo, subiu três posições e está no 30.º lugar.

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