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Jorge Jesus assume que regresso a Portugal “está mais difícil”

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O treinador do Flamengo, Jorge Jesus, admitiu que mantém o objetivo de regressar ao futebol português, mas que o sucesso alcançado no Brasil torna agora “mais difícil” esse regresso.

“Vou regressar. Não sei quando, mas está mais difícil o meu regresso a Portugal”, afirmou o técnico português, de 65 anos, em declarações após a cerimónia no Palácio de Belém na qual recebeu das mãos do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a Ordem do Infante D. Henrique.

Salientando a existência de um contrato válido com o Flamengo até junho e o apreço que encontrou entre os adeptos do clube do Rio de Janeiro, Jorge Jesus destacou igualmente a importância do “consenso” e do “carinho” alcançado entre os portugueses com esta experiência além-fronteiras.

“Se alguma vitória importante conseguimos no Brasil, talvez essa foi a mais importante: a de o povo português se associar a nós”, frisou.

Numa cerimónia na qual estiveram presentes os presidentes de Benfica, Sporting e Sporting de Braga, além dos líderes da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Jorge Jesus revelou ter ainda convidado o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, (que não compareceu por estar doente) para dar expressão à vontade de unir o futebol português.

“Não poderia ter todos [os presidentes de clubes] aqui, mas sei que chegámos onde chegámos com a ajuda de muita gente. Procurei convidar aqueles que estavam mais perto de Lisboa, bem como todas as referências do futebol português. Quis associar a minha condecoração a eles, porque sem eles, se calhar, não estaria aqui”, declarou, apelando também à pacificação do clima entre os principais clubes no futebol nacional.

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Benfica, FC Porto e Sporting com perdas de 27 ME mês – especialist​​​​​​a

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Benfica, FC Porto e Sporting podem perder mais de 27 milhões de euros por cada mês de paragem do futebol devido à pandemia de covid-19, estimou à agência Lusa o especialista de gestão desportiva Alfredo Silva.

Segundo o professor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior Alfredo Silva, coordenador da licenciatura de Gestão das Organizações Desportivas, as perdas para os denominados ‘três grandes’ podem chegar a esses valores somando as três “áreas de negócio” mais relevantes em termos de receitas.

Se na bilheteira pode existir “uma perda real mensal de 4,3 milhões de euros”, números ponderados com os mais de 3,5 milhões de espetadores que assistiram a jogos da I Liga em 2018/19, a maior fatia dos quais em torno destes três rivais, os valores sobem muito mais quando se fala de transmissões televisivas.

Com o campeonato parado, não só os adeptos não podem marcar presença nos estádios, como não conseguem assistir às partidas em casa, através da televisão.

Nesse cenário, e assumindo uma paragem de um mês, as perdas com a distribuição televisiva das partidas, bem como outros conteúdos relacionados, originariam “uma perda de 17 milhões de euros” para os três clubes.

O outro eixo de perdas possíveis prende-se com os patrocínios e outros contratos de publicidade, que podem “ser mitigadas” para os clubes, mas acabam por afetar mais “as empresas e marcas patrocinadoras”.

“Os contratos poderão ser renegociados, facto que pode originar [para os clubes] perdas mensais de seis milhões de euros”, acrescenta o docente universitário.

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