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Joaquim Couto renuncia à Câmara de Santo Tirso

As medidas de coação serão divulgadas esta segunda-feira às 14:00 no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

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Foto: Facebook Joaquim Couto

Joaquim Couto renunciou este domingo à presidência da Câmara de Santo Tirso bem como a todos os cargos públicos e políticos que ocupa no Partido Socialista na sequência do seu envolvimento na operação “Teia”.

A decisão do autarca do distrito do Porto foi comunicada à agência Lusa pelo advogado Nuno Brandão, um dia depois de o Ministério Público ter pedido prisão preventiva para o autarca e para a mulher, a empresária Manuela Couto.

Detido desde quarta-feira na Polícia Judiciária do Porto, Joaquim Couto e Manuela Couto, tal como o presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, e o ex-presidente do IPO/Porto, Laranja Pontes, conhecerão na segunda-feira as medidas de coação aplicadas pelo juiz de instrução Artur Guimarães.

Segundo o advogado, Joaquim Couto “renunciou, com efeitos imediatos, à presidência da Câmara de Santo Tirso para não prejudicar o concelho e a sua população” e por entender que “o interesse destes e do município não ser consentâneo com esta situação”.

“Decidiu também pôr termo a todos os cargos públicos com efeito imediato e também políticos que tem no Partido Socialista, sendo esta uma decisão que foi tomada de forma consciente”, referiu ainda Nuno Brandão.

Entende o autarca, citado pelo advogado, que esta “decisão visa que possa defender-se sem os constrangimentos que adviriam de ser o presidente da câmara e titular de outros cargos”.

Joaquim Couto e a esposa Manuela Couto, na qualidade de empresária, são arguidos da operação “Teia”, tendo o Ministério Público solicitado no sábado no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto a aplicação de prisão preventiva para ambos como medida de coação.

Manuela Couto é administradora da W Global Communication e já foi constituída arguida em outubro, no âmbito da operação Éter, relacionada com o Turismo do Norte, tendo pago uma caução de 40 mil euros para ficar em liberdade.

A operação “Teia” centra-se nas autarquias de Santo Tirso e Barcelos, bem como no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, e investiga suspeitas de corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio, traduzidas na “viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto”, segundo um comunicado da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, o órgão de polícia criminal que apoia o Ministério Público neste caso.

Além da prisão preventiva pedida para Joaquim Couto e a mulher, o MP pediu prisão domiciliária com pulseira eletrónica para o autarca de Barcelos, enquanto Laranja Ponte saiu em liberdade no sábado a troco de uma caução de 20 mil euros.

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Coronavírus/Covid-19: Mundo deve preparar-se para uma eventual pandemia, diz OMS

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O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) avisou hoje que o mundo tem de se preparar para uma “eventual pandemia” do novo coronavírus, considerando “muito preocupante” o “aumento repentino” de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

“Devemos concentrar-nos na contenção [da epidemia], enquanto fazemos todo o possível para nos prepararmos para uma possível pandemia”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa em Genebra.

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