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Jair Bolsonaro rompe com o próprio partido

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Foto: Facebook Jair Messias Bolsonaro

Jair Bolsonaro decidiu romper com o próprio partido, o Partido Social Liberal, ao qual se filiara no ano passado. O presidente da República do Brasil fica assim sem ligação a nenhuma força política, situação inédita desde a redemocratização, em 1988.

Bolsonaro já comunicou aos aliados, de acordo com alguma imprensa brasileira, da sua intenção de abandonar os sociais liberais, uma medida que cogitava há semanas.

Bivar, entretanto, disse já hoje que foi ele quem afastou Bolsonaro do PSL porque, afirmou ao canal Globonews, “não estamos num grémio [associação] estudantil”. “Ele não tem mais relação alguma com o partido”, concluiu.

Na base da decisão de Bolsonaro (e de Bivar) estão escândalos de corrupção na campanha – como a promoção, com o fundo público eleitoral, de candidaturas femininas falsas – e a desordem do seu grupo parlamentar. Antes de Bolsonaro, o PSL tinha um deputado, depois dele ficou com mais de 50, sendo a segunda maior força legislativa atrás apenas do Partido dos Trabalhadores.

Se Bolsonaro vier a integrar uma nova força, já criada ou por criar, situação ainda em aberto, será o nono partido da sua carreira política, iniciada há cerca de 30 anos.

Atualidade

Produção de azeite pode parar no Alentejo por falta de capacidade para armazenar bagaço

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A apanha de azeitona e a produção de azeite correm o risco de parar e o setor olivícola pode colapsar no Alentejo por falta de capacidade das fábricas da região para armazenar bagaço proveniente dos lagares.

“Esta semana provavelmente, o mais tardar na semana que vem, vai haver um colapso no setor”, porque a apanha de azeitona e a produção de azeite “vão ter que parar”, já que “não há espaço para colocar o bagaço de azeitona produzido pelos lagares” do Alentejo, disse hoje à agência Lusa Aníbal Martins, vogal do conselho de administração da CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

Segundo o responsável, as três unidades do Alentejo que transformam bagaço de azeitona proveniente dos lagares da região “têm praticamente esgotada a sua capacidade estática de armazenamento” daquele subproduto resultante da produção de azeite.

Devido ao aumento da produção de azeitona e às condições climatéricas (falta de chuva) “favoráveis à apanha rápida de azeitona”, tem chegado azeitona “em maiores quantidades e mais rapidamente aos lagares” e “um volume inusitado” de bagaço de azeitona para ser transformado nas três unidades, explicou.

Apesar de trabalharem 24 horas por dia durante 11 meses, as três unidades, duas no concelho de Ferreira do Alentejo e uma no concelho de Alvito, têm os tanques de armazenagem “praticamente cheios e a atingir a rutura” e “não havendo onde por o bagaço terá forçosamente de parar a apanha de azeitona e a produção de azeite”, disse.

Aníbal Martins, que também é presidente da FENAZEITES – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores e gerente da União de Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), a dona da unidade de Alvito, alertou que a paralisação do setor, a verificar-se, “poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e às empresas ligadas ao setor”.

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