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Já são conhecidas as regras que os restaurantes devem cumprir

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A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou, esta sexta-feira, orientação para estabelecimentos de restauração e bebidas lidarem em segurança com a reabertura quando ainda atravessamos a pandemia da Covid-19. Nesta, incluem-se normas sobre a disposição “das mesas e das cadeiras” que “deve garantir uma distância de, pelo menos, dois metros entre as pessoas”, sendo que os “coabitantes podem sentar-se frente a frente ou lado a lado, a uma distância inferior”.
A Autoridade para a Saúde aconselha ainda, numa nota enviada às redações, que as empresas devem reduzir a capacidade máxima do estabelecimento, para que o distanciamento social seja então possível, privilegiando também “a utilização de áreas exteriores, como as esplanadas (sempre que possível) e o serviço take-away”.

O agendamento prévio de lugares é outra das medidas a que a DGS incentiva, uma vez que “estão desaconselhados os lugares de pé, tal como as operações do tipo self-service, como buffets”.

No que à limpeza e desinfeção dos espaços diz respeito, esta norma indica que devem ser respeitadas “as orientações anteriormente emitidas pela DGS”. Os proprietários “devem desinfetar, pelo menos seis vezes por dia, todas as zonas de contacto frequente (maçanetas de portas, torneiras de lavatórios, mesas, bancadas, cadeiras, corrimãos) e, após cada utilização, os equipamentos críticos (tais como terminais de pagamento automático e ementas individuais”.

A higienização das mãos é fundamental, “com solução à base de álcool ou com água e sabão à entrada e à saída do estabelecimento por parte dos clientes”..
Quanto ao uso de máscaras, a DGS refere que os clientes “devem considerar a utilização” – exceto durante o período de refeição -, assim como “evitar tocar em superfícies e objetos desnecessários e dar preferência ao pagamento eletrónico”.

 

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Médicos do Centro dizem que SNS 24 encaminha crianças suspeitas de covid-19 “sem critério clínico” para urgências

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A Ordem dos Médicos do Centro lamentou hoje que a linha SNS 24 esteja a encaminhar crianças e jovens “sem critério clínico” para as urgências hospitalares e pediu a definição urgente de “um plano seguro e com medidas inequívocas”.

“Há crianças a ir às urgências hospitalares sem necessidade, não há estruturas extra-hospitalares para a realização de testes às crianças mais pequenas e, nas críticas, nem a linha SNS 24 escapa”, refere a secção regional do Centro da Ordem dos Médicos, em comunicado enviado à agência Lusa.

Na sequência de uma reunião com os diretores de serviço de pediatria dos hospitais da região Centro, esta estrutura considera que “a realidade afigura-se bastante problemática”.

“No âmbito de casos suspeitos de covid-19 em crianças e jovens, cada unidade hospitalar tem os seus procedimentos próprios, mas falta clareza nas medidas a adotar nestes casos”, refere o presidente da secção regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes.

Por isso, pede “a intervenção urgente da tutela para que se evitem situações caóticas a nível das instituições de saúde, nomeadamente nos serviços de urgência, nas famílias e nas escolas”.

Segundo Carlos Cortes, “as orientações dadas pela linha SNS 24 em relação a crianças são frequentemente incorretas do ponto de vista da referenciação, já que muitas situações não urgentes são sistematicamente encaminhadas para os serviços de urgência de pediatria”.

“Sucedem os casos, perante a indefinição de critérios da linha SNS 24, em que as crianças são encaminhadas para os serviços de urgência dos hospitais sem qualquer critério clínico de gravidade que o justifique, sendo, muitas vezes, apenas para a realização de teste SARS-CoV”, acrescenta.

No seu entender, “deve ser reforçada a importância e a necessidade de rever as possibilidades de articulação entre os cuidados hospitalares e os cuidados de saúde primários na orientação das crianças com doença aguda, de forma a tentar evitar o recurso a serviços hospitalares de urgência pediátricos em casos em que tal não é efetivamente necessário em termos clínicos”.

Estes problemas estão elencados numa carta enviada ao Ministério da Saúde, à Direção-Geral da Saúde e à Administração Regional de Saúde do Centro, “para que a tutela promova, de forma urgente”, a articulação entre os serviços hospitalares, os cuidados de saúde primários e as autoridades de saúde pública da região Centro.

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