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Investigadores questionam estudos que apontam riscos do consumo carnes vermelhas

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Uma investigação internacional sobre consumo de carnes vermelhas e processadas concluiu que os estudos que durante décadas apontaram o perigo destes produtos para a saúde não têm fundamento suficiente.

Os investigadores, que publicaram o seu trabalho na revista Annals os Internal Medicine, concluíram que os benefícios para a saúde de reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas são poucos e não suficientes para dizer às pessoas para deixarem de consumir este tipo de carne.

O estudo já foi contestado por diversos investigadores da Universidade de Harvard, que em comunicado defendem que este novo trabalho “prejudica a credibilidade da ciência da nutrição e desgasta a confiança pública na investigação científica”.

“É desconcertante, dada a clara evidência dos danos associados ao alto consumo de carne vermelha”, acrescentou.

Alguns críticos chegaram mesmo a pedir à Annals of Internal Medicine para não publicar este novo trabalho.

Dos 14 autores do estudo agora publicado, 11 recomendaram ao público que mantenha os hábitos de consumo de carnes vermelhas e três expressaram apenas uma “leve sugestão” para que se reduza o consumo.

Os investigadores questionam as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, assim como as da Sociedade Americana Contra o Cancro e da Associação Americana do Coração, que durante anos defenderam que as carnes vermelhas e processadas aumentam o risco de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de cancro.

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Adeptos pedem fim da “instrumentalização política” do Benfica por André Ventura

Ricardo Araújo Pereira e Pedro Norton são algusn dos subscritores da carta aberta.

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Foto: Facebook André Ventura

Um grupo de adeptos do Benfica pediu à direção presidida por Luís Filipe Vieira para pôr fim à “instrumentalização política” do clube pelo partido Chega, em carta aberta publicada, esta sexta-feira.

“A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica”, denuncia o grupo de cinco subscritores na Tribuna Expresso.

Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira expressam publicamente “indignação” perante o facto de o presidente do Chega, André Ventura, ter usado o clube “para criar uma persona política”, assinalando que “a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio”.

“Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba”, adverte aquele grupo de adeptos.

Contactado pela agência Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta e remeteu para os estatutos do clube, nos quais é indicado que o clube não diferencia os sócios “em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas”.

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