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Iberdrola sobe indemnizações de casas afetadas por sistema de barragens do Tâmega

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A Iberdrola vai aumentar o valor das indemnizações pelas 52 casas afetadas pelas barragens de Daivões, Alto Tâmega e Gouvães, pagar novas habitações e desistir dos realojamentos em pré-fabricados em Ribeira de Pena, revelou hoje o presidente daquela autarquia.

João Noronha falava aos jornalistas no Porto, após uma reunião com representantes da Iberdrola, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e os autarcas de Boticas, Chaves, Vila Pouca de Aguiar e Cabeceiras de Basto, os outros municípios afetados pelo Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que inclui ainda a barragem de Gouvães.

“Finalmente temos estes valores todos definidos e fixados. Vão ser pagos 950 euros por metro quadrado [de cada casa afetada], o que vai acrescentar um valor significativo às pessoas afetadas, nomeadamente as que já tinham sido indemnizadas. Acreditamos que, em finais de janeiro, as pessoas vão receber os correspondentes cheques”, afirmou o autarca de Ribeira de Pena, João Noronha, como porta-voz dos outros presidentes de câmara.

Para além de subir o valor das indemnizações pelos imóveis afetados, a Iberdrola vai ainda suportar a construção de novas habitações, em terrenos cedidos pelos municípios, e o valor do arrendamento temporário, até que as novas casas estejam concluídas, garantiu João Noronha.

Com isto, resolveu-se também a questão dos contentores instalados em Ribeira de Pena, que vão ser desmontados, passando seis famílias a ficar em casas alugadas.

Em alternativa, explicou o autarca, a Iberdrola vai pagar a renda dos realojamentos “em habitações condignas”, pelo tempo que cada família levar a “fazer a sua nova casa”.

Ainda no caso de Ribeira de Pena, o autarca esclareceu que serão 14 as casas novas e que os restantes casos “estão resolvidos”.

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Sindicato acusa Grupo Trofa Saúde de controlar idas à casa de banho dos funcionários

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Os funcionários do ‘call center’ da Trofa do Grupo Trofa Saúde têm as idas à casa de banho controladas pela administração, acusou hoje em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.

A situação que, segundo o sindicato, “já dura há muito tempo, foi agravada na semana passada, quando a empresa decidiu afixar no quadro os tempos diários despendidos pelos trabalhadores nas pausas, que inclui pausas para a refeição e pausas para a casa de banho”.

“Nesta central de contactos do grupo, os trabalhadores são obrigados a registar no computador que usam um código (WC) quando se deslocam à casa de banho”, refere ainda o comunicado do sindicato que acusa a empresa de, com este comportamento, “violar a lei e a Constituição da República Portuguesa”.

As acusações do sindicato apontam ainda para “a criação nas unidades de saúde do Grupo Trofa Saúde” de “um sistema de banco de horas ilegal”, que obriga os funcionários “a trabalharem 10, 12 e mais horas diárias sem pagamento de qualquer trabalho suplementar”, que põem em causa, “de forma grave, a vida pessoal e familiar” destes.

Acrescenta o comunicado que o grupo “não paga a muitos trabalhadores o subsídio de turno de 15% previsto na contratação coletiva”, não os “classifica devidamente” e “paga salários muito baixos”, além de que “recusa aplicar a contratação coletiva aos trabalhadores das centrais de contactos”, bem como “o diálogo com o sindicato” e a participação “numa reunião no Ministério do Trabalho requerida pelo sindicato”.

Perante isto, o sindicato revelou ter solicitado “a intervenção urgente da Autoridade para as Condições de Trabalho”, descontente por “um dos maiores grupos económicos do setor da hospitalização privada em Portugal”, que “anunciou recentemente a abertura de um hospital em Luanda”, o fazer “à custa da exploração desenfreada dos trabalhadores”.

A Lusa tentou obter uma reação do Grupo Trofa Saúde, mas, até ao momento, não foi possível.

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