Ligue-se a nós

Atualidade

Homem que raptou e violou jovem em motel de Sintra condenado a 16 anos de prisão

Em sede de julgamento, o arguido confessou os factos e mostrou-se arrependido.

Publicado

O Tribunal de Sintra condenou a 16 anos de prisão um homem, de 38 anos, por rapto e violação de uma jovem, em novembro de 2018, num motel, crimes cometidos quando gozava de um período de liberdade condicional.

Segundo o acórdão, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o coletivo de juízes condenou o arguido, em cúmulo jurídico, à pena única de 16 anos de cadeia, por diversos crimes: violação, rapto, gravações e fotografias ilícitas, roubo (cartão de multibanco da vítima – à data com 19 anos) e falsificação de documentos agravada (troca de matrículas da viatura usada no rapto).

“Após o arguido ter estado preso entre 01 de outubro de 2009 e 19 de março de 2018 [dia em que saiu em liberdade condicional], em cumprimento de pena de 12 anos de prisão em que fora condenado, pela prática de crimes de violação, roubo, falsificação de documento e detenção de arma proibida, o mesmo arguido veio a praticar os crimes dos presentes autos em 06 de novembro de 2018”, refere o acórdão.

Alípio Cunha, que já sofreu anteriormente 11 condenações criminais, nomeadamente em matéria de violação e de roubo, cometeu estes factos no período de liberdade condicional e após tomar conhecimento da decisão definitiva da revogação desta medida.

Para o coletivo de juízes, ficou provado que o arguido “formulou o propósito de abordar pessoas do sexo feminino que se encontrassem no parque de estacionamento localizado em frente à estação de comboios da Portela de Sintra, com a intenção de manter relações sexuais com as mesmas, se necessário, com recurso à força física, bem como de se apropriar dos bens e dinheiro que as mesmas tivessem na sua posse”.

Pelas 14:00 de 06 de novembro de 2018, Alípio Cunha colocou um gorro preto na cara e, nesse parque de estacionamento, empunhando a réplica de uma pistola, abordou a ofendida, e, sob ameaça de morte, ordenou que entrasse na parte traseira do seu automóvel.

O arguido, segundo o acórdão, encaminhou depois a ofendida para o seu próprio veículo, dizendo-lhe que “deveria fazer tudo o que ordenasse” porque, “caso contrário, a mataria, uma vez que tinha já matado duas outras mulheres”.

O arguido arrancou com a viatura, deu uma volta pela zona, e, não tendo encontrado um “local que achasse adequado” para manter relações sexuais com a jovem, dirigiu-se a uma rua no Algueirão, em Sintra, no distrito de Lisboa, e ordenou que a vítima lhe entregasse o cartão multibanco e o código secreto, levantando 30 euros dos 34 euros que a vítima tinha disponível na conta bancária.

Cerca das 16:05, o arguido conduziu até um motel em Sintra, no qual obrigou a jovem a manter relações sexuais, filmando e fotografando as mesmas. Quando ainda estavam no motel, o homem disse à ofendida que “até era boa pessoa”, pois “era um tarado que não batia” nas vítimas.

Pelas 19:00, Alípio Cunha largou a vítima a cerca de um quilómetro da estação da CP de Algueirão. Pelas 22:36, a jovem deu entrada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com várias lesões.

Para o coletivo de juízes, “é inquestionável que ficou provado que a ofendida (…) foi, várias vezes, ameaçada verbalmente pelo arguido de vir sofrer a morte por disparo de arma de fogo, (…) que acreditou ser verdadeira”, com o objetivo “de a forçar a entrar nas viaturas automóveis e a sujeitar a crimes contra a liberdade sexual”.

“Também não oferece quaisquer dúvidas de que ficou provado que a ofendida foi privada da liberdade de movimentos durante cerca de cinco horas e de que sofreu a prática de todos os atos sexuais dados como provados”, sustenta o Tribunal de Sintra.

O acórdão conta também que, em 2006, a mãe do arguido contratou uma pessoa para o matar, à data com 24 anos, “por razões económicas relacionadas com um imóvel herdado por morte da sua avó paterna”, e que, desde aí, vive com um dos projéteis de arma de fogo alojados na cabeça que, segundo o coletivo de juízes, “não originaram disfunções ao nível do discernimento do arguido”.

Das 11 condenações criminais anteriormente já sofridas, cinco são anteriores “à traumática tentativa de homicídio de que o arguido foi vítima em 2006”.

O Tribunal de Sintra condenou ainda o arguido a pagar 30 mil euros à vítima, valor estipulado no pedido de indemnização civil apresentado pela defesa da jovem.

Atualidade

Tony Carreira sofre enfarte

Publicado

Tony Carreira sofre enfarte do miocárdio

Tony Carreira está internado no Hospital de Faro já foi submetido a um cateterismo.

O cantor deu entrada, hoje de manhã, no Hospital de Faro, onde permanece internado no serviço de cardiologia.

De acordo com o site, O Nascer do Sol, o cantor já foi sujeito a um cateterismo e encontra-se estável.

Continue a ler

Populares