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Homem que matou ex-companheira na Golegã condenado a 22 anos de prisão

A juíza Raquel Rolo recomendou a Rui Vieira que procure ter tratamento psicológico e psiquiátrico, pois “precisa de perceber que está muito errado”.

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Arma

O Tribunal de Santarém condenou a 22 anos de prisão o homem que matou a ex-companheira e feriu o homem que a acompanhava, no parque de estacionamento de uma danceteria, na Golegã (Santarém), em fevereiro passado.

O homem, com 63 anos, foi condenado a 19 anos de prisão por um crime de homicídio qualificado na forma agravada, a três anos pelo crime de violência doméstica, a nove anos pelo crime de homicídio simples na forma tentada e a dois anos por detenção de arma proibida, dando o cúmulo jurídico uma pena única de 22 anos.

Foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 150.500 euros aos três filhos da vítima e a pagar os custos da hospitalização do homem que feriu, o qual não quis apresentar pedido de indemnização.

O tribunal considerou provado que Rui Vieira teve a intenção de matar as duas vítimas, só não tendo conseguido fazê-lo com o companheiro de Ana Silva porque este conseguiu entrar no estabelecimento de diversão noturna.

Para o coletivo, as circunstâncias em que se deu o crime foram “especialmente graves”, porque Rui Vieira, depois de ter visto o casal na danceteria, foi a casa buscar a arma e ficou à espera que saíssem, a uma distância a que sabia (porque tinha sido caçador) que os disparos seriam fatais.

A presidente do coletivo afirmou que o facto de, no seu depoimento, o arguido ter tentado justificar os seus atos com uma alegada exibição do casal no interior do estabelecimento para o provocar é revelador da “perceção distorcida” e dos “ciúmes doentios” que já eram patentes nas numerosas mensagens que enviava à vítima.

Terminada a leitura do acórdão, Rui Vieira disse que era indiferente o número de anos a que seria condenado, que se vai matar na prisão e voltou a querer responsabilizar a vítima pelo seu ato, dizendo que era ela que o ameaçava em mensagens com referências ao novo companheiro.

A vítima tinha apresentado queixa junto das autoridades, alguns meses antes do crime, depois de o arguido a ter procurado em sua casa e de a ter agredido, tendo na altura afirmado que tinha receios mas que não acreditava que ele fosse capaz de a matar.

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Suspeito de esfaquear rapaz de 16 anos em escola de Gondomar entregou-se à GNR

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Um jovem de 18 anos suspeito de ter esfaqueado esta manhã um outro de 16 anos numa escola de Fânzeres, em Gondomar, distrito do Porto, entregou-se no posto da GNR local, disse à Lusa fonte policial.

Em declarações à agência Lusa, fonte da GNR confirmou que o suspeito “se entregou no posto da GNR” de Fânzeres.

A vítima foi transportada ao Hospital de São João e, de acordo com informações chegada ao Comando Territorial da GNR do Porto, não corre risco de vida.

O caso ocorreu pelas 10:30 na Escola EB 2,3 de Santa Bárbara, em Fânzeres, concelho de Gondomar.

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