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Hard Club do Porto repudia e reprova encontro do Chega que acolheu este mês

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Foto: Facebook Hard Club

A equipa que gere o Hard Club, sala de concertos no Porto, garantiu hoje que repudia e reprova o encontro do partido Chega, que aconteceu no sábado naquele local, bem como as manifestações de extrema direita ocorridas naquele âmbito.

Numa mensagem divulgada hoje nas redes sociais, o Hard Club “distancia-se solenemente de qualquer ideologia xenófoba, racista, misógina e qualquer uma que não seja a de inclusão e tolerância”.

“Desta forma queremos sublinhar que ninguém na equipa do Hard Club se revê em nenhuma posição de extrema direita e que o evento privado que aconteceu no passado dia 25, e todas as consequentes imagens que daí advieram, são para nós um motivo de repúdio e reprovação”, lê-se na publicação divulgada pelas 18:30.

Esta semana foram divulgadas nas redes sociais imagens do encontro do Chega, partido representado na Assembleia da República por André Ventura, nas quais se via um apoiante do partido a levantar o braço direito no ar, em saudação nazi, enquanto era cantado o hino nacional.

A acompanhar o vídeo, foi escrito um texto no qual se recordava que, enquanto por “todo o mundo democrático” se assinalavam os 75 anos da libertação dos prisioneiros judeus do campo de concentração nazi de Auschwitz, na Polónia, “na cidade do Porto, um comício do Chega acaba com um apoiante de André Ventura na primeira fila a fazer a saudação nazi, ao som do hino nacional”.

“Como se pode ver no vídeo, ninguém se incomoda com o assunto, muito menos André Ventura”, lê-se no texto.

Na mensagem hoje divulgada, a equipa que gere o Hard Club refere que aquele espaço “é uma casa que pertence à cidade, que trabalha a inclusão dos mais diversos públicos, credos e cores, e que dispõe de um espaço que tem a missão de ser democrático e tolerante”.

“Em nome da equipa do Hard Club reafirmamos a missão de lutar por um mundo mais justo e inclusivo”, conclui.

Na quarta-feira, o músico português Filipe Sambado anunciou o cancelamento do concerto que tinha marcado para 14 de fevereiro no Hard Club, por o espaço ter acolhido um encontro “de ideologia de extrema direita”.

“Soube-se que no passado sábado dia 25 de Janeiro, ocorreu um encontro do partido Chega, no Mercado Ferreira Borges, na sala 1 do Hard Club. O Filipe, a sua banda e a Maternidade não se podem mostrar coniventes com um espaço que se permite a compactuar com um encontro de ideologia de extrema direita, contando com membros que manifestam uma agenda e um programa racista, xenófobo, homofóbico, transfóbico, misógino e tantos outros adjetivos depreciativos de opressão e intolerância, contra os quais nos posicionamos, expressamos e lutamos”, lê-se numa nota divulgada na quarta-feira nas redes sociais, nas páginas oficiais da empresa de agenciamento, promoção e produção musical Maternidade e de Filipe Sambado.

Apesar do cancelamento, Filipe Sambado irá atuar no Porto, em 14 de fevereiro, mas no espaço Maus Hábitos.

Atualidade

GNR fecha espaço noturno em Gaia com mais de 100 pessoas

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A GNR encerrou na quarta-feira um estabelecimento de diversão noturna com mais de 100 pessoas em Vila Nova de Gaia, numa altura em que os ajuntamentos estão limitados a 10 pessoas face à situação de contingência.

Em comunicado, esta força policial referiu que este espaço, em Gaia, no distrito do Porto, funcionava com música ao vivo.

Já à agência Lusa, fonte da GNR revelou que o estabelecimento tinha também a pista de dança aberta, levando à aglomeração de grande parte das pessoas na mesma.

O proprietário do estabelecimento, de 61 anos, foi detido e constituído arguido, tendo o processo de desobediência baixado a inquérito.

Segundo a fonte, esta operação insere-se nas ações de fiscalização com vista ao cumprimento das normas referentes à pandemia da covid-19 que, diariamente, os militares têm levado a cabo.

 

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