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Greve parcial dos trabalhadores da Transtejo com adesão de 95% – sindicato

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A adesão hoje de manhã à greve parcial dos trabalhadores da Transtejo por contratações e aumentos salariais foi de 95%, disse à Lusa Carlos Costa, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

“A adesão à greve é de 95%. As ligações fluviais já foram entretanto retomadas”, disse o sindicalista.

Os trabalhadores da Transtejo iniciaram hoje um ciclo de greves, de três horas por turno de serviço, que durará até à próxima sexta-feira.

Por seu lado, os trabalhadores da Soflusa iniciam na terça-feira um ciclo de quatro dias de greve, com paralisação durante todo o período de trabalho.

Num alerta publicado pela Transtejo/Soflusa, na sua página da internet, pode ler-se que está prevista a “interrupção do serviço regular” na Soflusa, devido à greve convocada por organizações sindicais representativas dos trabalhadores.

Assim, vão registar-se interrupções na carreira fluvial do Barreiro (Setúbal) para o Terreiro do Paço (Lisboa) entre terça-feira e 23 de julho, sendo o último barco às 22:25 e o primeiro às 00:05 do dia seguinte.

O mesmo se verifica na carreira fluvial do Terreiro do Paço para o Barreiro, sendo o último barco às 22:50 e o primeiro às 00:30 do dia seguinte.

A empresa alerta que, durante o período de greve, os terminais estarão encerrados, por motivos de segurança.

Na mesma página da internet pode ler-se um aviso sobre a interrupção de algumas carreiras fluviais da Transtejo, entre hoje e 22 de julho, devido à greve parcial e ao trabalho suplementar dos trabalhadores.

As interrupções afetam as carreiras fluviais de Cacilhas (Almada) para o Cais do Sodré (Lisboa) e no sentido inverso, com especial incidência nas “horas de ponta” da manhã e da tarde.

Hoje, no sentido Cacilhas-Cais do Sodré, a primeira carreira fluvial foi feita às 10:15 e tem depois uma interrupção no período da tarde entre as 16:15 e as 20:38.

De acordo com a Fectrans, os trabalhadores exigem o aumento dos salários e medidas que combatam a degradação do serviço público, devido à falta de trabalhadores e ao envelhecimento da frota.

Atualmente, adianta a estrutura sindical, a Transtejo já tem navios novos (do concurso de navios elétricos), mas por falta de baterias estão imobilizados.

Por outro lado, adianta a Fectrans, por falta de trabalhadores “há recurso a imensas horas extraordinárias, havendo trabalhadores com horários de 16 horas por dia”.

Desde o início do ano, mais de mil circulações não foram efetuadas.

A Transtejo e a Soflusa têm a mesma administração e ambas asseguram as ligações fluviais entre a margem sul e Lisboa.

A Transtejo é responsável pela ligação do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa, enquanto a Soflusa faz a travessia entre o Barreiro, também no distrito de Setúbal, e o Terreiro do Paço, em Lisboa.

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