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Greve de trabalhadores da Portway com 85% de adesão leva a cancelar pelo menos 19 voos no Porto

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A greve deste domingo dos trabalhadores da empresa de handling Portway, no aeroporto do Porto, teve uma adesão de 85% e levou ao cancelamento de 20 voos, disse à Lusa o dirigente sindical Fernando Simões.

Já na página oficial da ANA contam-se 19 voos cancelados até às 23:49 de domingo, entre partidas e chegadas.

Segundo o dirigente do SINTAC – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), um dos seis sindicatos dos trabalhadores da Portway, as próprias companhias aéreas, “receando que se verificasse o mesmo que aconteceu durante a greve de 27, 28 e 29 de dezembro de 2019, a partir das 16:00 de hoje decidiram, por completo cancelar, os seus voos”.

A greve dos trabalhadores da empresa de handling, marcada para este domingo, terminou à meia-noite.

Mas segundo o dirigente do SINTAC, a greve vai prolongar-se até 31 de março, e será feita de uma forma “completamente esporádica e aleatória, porque a empresa vai, de alguma forma, ter de perceber que tem de cumprir”.

A ANA – Aeroportos de Portugal já tinha confirmado no domingo à tarde os “constrangimentos” no aeroporto do Porto, devido à greve dos trabalhadores da empresa de ‘handling’ Portway, e sugeriu aos passageiros que contactassem as companhias para obterem mais informações.

“A ANA confirma constrangimentos na operação das companhias aéreas assistidas pela Portway, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, por motivo de greve, pelo que sugere aos passageiros com voo marcado para hoje [domingo] neste aeroporto que contactem a respetiva companhia aérea para obtenção de mais informação”, disse à Lusa fonte oficial da gestora dos aeroportos.

A mesma fonte sublinhou, na altura, que “a operação nos restantes aeroportos decorre com normalidade”.

“Os trabalhadores decidiram, num ato inesperado, e com grande surpresa para nós, fechar as operações desde as 16:00”, disse Fernando Simões, do SINTAC, acrescentando que a gare do aeroporto do Porto se encontrava na altura “totalmente lotada com passageiros a querer saber mais informações”.

Segundo o sindicalista, deveriam ser afetados cerca de 3.800 passageiros.

Os trabalhadores da Portway estão em greve sobretudo pela falta de progressão das carreiras e por a empresa não ter chegado a acordo na reunião que teve, juntamente com os sindicatos, na semana passada no Ministério do Trabalho.

Num comunicado divulgado no domingo, a Portway revelou que o SINTAC “inviabilizou uma solução de diálogo” proposta pela empresa, no passado dia 08 de janeiro.

“Esta proposta, para retomar o diálogo construtivo interrompido em novembro pelo SINTAC, constituía um compromisso da empresa para a obtenção de consenso global com as estruturas sindicais no mais curto período de tempo. Este compromisso foi recusado pelo SINTAC. Este sindicato decidiu dar seguimento à greve e inviabilizar uma solução de diálogo”, pode ler-se no documento.

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OE2020: PSD quer alterar acesso à reforma de bombeiros voluntários com 30 anos de serviço

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O PSD quer que os bombeiros que desempenham funções a tempo inteiro nas associações humanitárias há mais de 30 anos tenham este ano um acesso à idade da reforma idêntico aos bombeiros profissionais.

Na proposta entregue na Assembleia da República de alteração ao Orçamento do Estado para 2020, o PSD defende que a idade de acesso à reforma seja reduzida em seis anos face ao regime geral, como acontece atualmente com os bombeiros profissionais.

O PSD considera justo aplicar o mesmo regime dos bombeiros profissionais aos funcionários das associações humanitárias que desempenham funções de bombeiros a tempo inteiro e tenha, pelo menos, 30 anos de efetividade de serviço devido à “natureza do trabalho desempenhado”.

Os social-democratas sublinham que se trata de reconhecer “a importância que os bombeiros têm ao serviço da população”, garantindo esta equiparação “maior justeza na atribuição das pensões de aposentação e de velhice a estes profissionais”.

No âmbito das proposta de alteração ao Orçamento do Estado para este ano, o PSD propõe também um complemento extraordinário para pensões de invalidez de bombeiros voluntários dos quadros de comando e ativo que tenham sofrido acidentes no exercício da atividade operacional.

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