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Governo toma posse sábado de manhã na Ajuda

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Vinte dias depois das eleições legislativas de 6 de outubro o XXII Governo Constitucional, presidido pelo secretário-geral do PS, António Costa, vai tomar posse.

A cerimónia decorrerá no sábado de manhã, dia 26, no Palácio da Ajuda. Tomarão posse 70 pessoas: 1 primeiro-ministro + 19 ministros + 50 secretários de Estado.

O novo Governo tomará posse perante o Presidente da República e esta será para Marcelo Rebelo Sousa a primeira vez que empossará um primeiro-ministro. Quando Costa foi empossado no XXI Governo, no final de 2015, o Presidente ainda era Cavaco Silva.

“Reservei a manhã de sábado para dar posse ao Governo”, disse Marcelo Rebelo de Sousa esta terça-feira à tarde, à margem de um congresso da Confederação Empresarial de Portugal, no Estoril.

Na sexta-feira, o Parlamento abrirá portas para os trabalhos inaugurais da XIV legislatura, iniciando funções os deputados eleitos em 6 de outubro. Muitos deles – todos do PS – suspenderão imediatamente o mandato para assumirem no dia seguinte funções governativas.

O Parlamento será constituído por 108 deputados do PS, 79 do PSD, 19 do BE, 10 do PCP, 4 do PAN e dois do PEV. Chega, Iniciativa Liberal e Livre elegeram um deputado cada.

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Desabamento provocado por “erro” em obras na Praça de Espanha

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O desabamento ocorrido hoje no Metro de Lisboa provocou ferimentos ligeiros em quatro pessoas e, segundo o município, foi motivado por “um erro” nas obras que decorrem na Praça de Espanha.

No local, o vereador da Proteção Civil da autarquia de Lisboa disse aos jornalistas que se tratou de “um incidente decorrente da obra” que está em curso na Praça de Espanha e que foi determinada a abertura de um inquérito, assumindo-se já que ocorreu “um erro do ponto de vista de intervenção na obra”.

Na altura do acidente, referiu, estavam cerca de 300 pessoas na composição que passava no local.

De acordo com Carlos Castro, verificou-se “a queda de parte da laje do túnel do metropolitano, o que decorre, provavelmente de um erro de obra”, servindo o inquérito para apurar a responsabilidade do que aconteceu.

“Tudo aponta que houve um erro do ponto de vista de intervenção na obra”, admitiu Carlos Castro, avançando já ter sido convocado o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para análise do acidente, além das equipas de engenharia do próprio Metropolitano de Lisboa e da empresa responsável pela obra, que foi adjudicada pelo município de Lisboa.

Segundo Carlos Castro “não estão reunidas as condições para reabertura do túnel” do metro no local, prevendo-se que assim se mantenha por “um a dois dias de interrupção”. Os passageiros serão transportados numa articulação entre o metro e a rodoviária Carris.

Presente no local esteve igualmente o presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa,  que adiantou que no decorrer das obras da Praça de Espanha, “ao demolirem parte da estrutura de betão armado, furaram a galeria, que já é muito antiga, danificando o comboio que estava no momento a passar”.

“Foi um acidente que aconteceu, não houve vítimas mortais. Agora é aguardar pela peritagem para tirar conclusões”, frisou Vitor Domingues dos Santos.

Segundo o responsável, a circulação na linha Azul, que foi entretanto retomada em parte do troço “cerca das 16:15”, vai ser feita entre a Reboleira e as Laranjeiras e do Marquês de Pombal até Santa Apolónia, ficando a Carris a assegurar o transporte alternativo na zona afetada.

Fonte do INEM disse à Lusa que dois dos quatro feridos ligeiros foram transportados ao Hospital de Santa Maria: um homem de 27 anos e uma mulher com 54.

 

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