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Governo aprova luto nacional e lembra como Agustina Bessa-Luís marcou a literatura

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Agustina Bess-Luís, em Ítaca, na Grécia, 1963 (Foto: Facebook Agustina Bessa-Luís)

O Conselho de Ministros aprovou o decreto que declara luto nacional esta terça-feira, em homenagem a Agustina Bessa-Luís, escritora que marcou “decisivamente a literatura portuguesa da segunda metade do século XX”.

“Com uma obra vasta e transversal, Agustina Bessa-Luís marcou decisivamente a literatura portuguesa da segunda metade do século XX, sendo o seu legado sinónimo de um percurso pessoal e autoral único, que continuará, certamente, a enriquecer gerações de leitores e a influenciar o percurso de jovens autores”, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros extraordinário.

Na nota, o Governo refere ainda que “a República Portuguesa e, muito em especial, toda a literatura que se expressa em português é-lhe, pois, devedora de uma longa e incondicional dedicação à criação literária e do seu exemplar contributo para o prestígio cultural de Portugal”.

O funeral da escritora sai hoje da Sé Catedral do Porto para o cemitério do Peso da Régua, Vila Real, onde se realizará uma cerimónia privada, revelou o Círculo Literário Agustina Bessa-Luís.

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Iberdrola sobe indemnizações de casas afetadas por sistema de barragens do Tâmega

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A Iberdrola vai aumentar o valor das indemnizações pelas 52 casas afetadas pelas barragens de Daivões, Alto Tâmega e Gouvães, pagar novas habitações e desistir dos realojamentos em pré-fabricados em Ribeira de Pena, revelou hoje o presidente daquela autarquia.

João Noronha falava aos jornalistas no Porto, após uma reunião com representantes da Iberdrola, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e os autarcas de Boticas, Chaves, Vila Pouca de Aguiar e Cabeceiras de Basto, os outros municípios afetados pelo Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que inclui ainda a barragem de Gouvães.

“Finalmente temos estes valores todos definidos e fixados. Vão ser pagos 950 euros por metro quadrado [de cada casa afetada], o que vai acrescentar um valor significativo às pessoas afetadas, nomeadamente as que já tinham sido indemnizadas. Acreditamos que, em finais de janeiro, as pessoas vão receber os correspondentes cheques”, afirmou o autarca de Ribeira de Pena, João Noronha, como porta-voz dos outros presidentes de câmara.

Para além de subir o valor das indemnizações pelos imóveis afetados, a Iberdrola vai ainda suportar a construção de novas habitações, em terrenos cedidos pelos municípios, e o valor do arrendamento temporário, até que as novas casas estejam concluídas, garantiu João Noronha.

Com isto, resolveu-se também a questão dos contentores instalados em Ribeira de Pena, que vão ser desmontados, passando seis famílias a ficar em casas alugadas.

Em alternativa, explicou o autarca, a Iberdrola vai pagar a renda dos realojamentos “em habitações condignas”, pelo tempo que cada família levar a “fazer a sua nova casa”.

Ainda no caso de Ribeira de Pena, o autarca esclareceu que serão 14 as casas novas e que os restantes casos “estão resolvidos”.

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