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FPF recorda “história das arábias” mais bonita do futebol português

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Foto: FPF

Foi a 3 de março de 1989 que Portugal conquistou o título mundial sub-20, em Riade, na Arábia Saudita. Portugal batia a Nigéria, por 2-0, com golos de Abel Silva e Jorge Couto.

Esta quinta-feira, os campeões do mundo de Riade, a equipa técnica, liderada por Carlos Queirós, e membros da comitiva na Arábia Saudita passaram o dia no quartel general da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) onde recordaram e guardaram para memória futura, as suas histórias, conquistas individuais e coletivas e percursos profissionais ou pessoais.

Com o 30º aniversário da conquista do primeiro título máximo do futebol de formação a celebrar-se no próximo domingo, o grupo foi, encaminhado para um balneário cheio de imagens evocativas da conquista em Riade e os jogadores vestiram equipamentos inspirados nos utilizados há 30 anos.

Demonstrando que não perderam a arte, a Geração de Ouro realizou uma pequena partida de futebol.

O presidente da FPF, Fernando Gomes, por vídeo, felicitou os ilustres visitantes, enquanto João Vieira Pinto, Hélio Sousa, Filipe Ramos e Fernando Brassard, campeões do mundo em Riade que exercem diferentes funções na FPF, fizeram as honras da casa.

 

Para marcar o momento, foi tirada a foto de família:

Em pé, da esquerda para a direita: António Gonçalves (técnico de equipamentos), Bizarro, Brassard, Paulo Madeira, Valido, Alexandre Pais do Amaral (vice-presidente FPF), António Pimenta (Diretor FPF), Pedro Mousinho (secretário técnico), José Catoja (enfermeiro), Morgado, Paulo Sousa, Jorge Couto e Carlos Queiroz (Selecionador Nacional sub-20)

Em baixo, da esquerda para a direita: Paulo Alves, Tozé (Cap.), Amaral, João Vieira Pinto, Abel, Hélio e Filipe Ramos.

Nota: Da comitiva original de Riade, faleceram João Silva (enfermeiro) e Manuel Pinho (médico). Não puderam estar presentes, por motivos pessoais ou profissionais, Nelo Vingada (Treinador Nacional), Folha, Fernando Couto, Resende e Xavier.

Desporto

Livro sobre Jorge Jesus pretende mostrar que sucesso no Brasil não é por acaso

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Foto: Facebook Bertrand

O livro “Mister Jesus, 30 anos de uma carreira ímpar” pretende mostrar que o sucesso do treinador português de futebol no Brasil e na América do Sul se deve à sua preparação, segundo o autor, Rui Pedro Braz.

“Este livro pretende mostrar que o sucesso de Jorge Jesus no Brasil, mas também em Portugal, não foi por acaso, por trás do sucesso há uma lógica, uma razão de ser, e dou como exemplo o número de jogadores brasileiros que trabalharam com Jorge Jesus”, explicou à agência Lusa o comentador televisivo.

Apesar de reconhecer que “falta pouco por saber sobre Jorge Jesus”, dada a “forma aberta como fala em conferências de imprensa e entrevistas”, Rui Pedro Braz realçou a necessidade de “reunir esta informação de forma organizada temporalmente”.

“É conhecido o interesse de Jorge Jesus pelo futebol brasileiro, nomeadamente para identificar jogadores, mas o facto de ter trabalhado, nos clubes de primeiro escalão, em Portugal e na Arábia Saudita, com 108 brasileiros, de vários estatutos, desde internacionais a estreantes na Europa, permitiu-lhe ter conhecimento do futebol brasileiro, mas também da forma de trabalhar dos brasileiros, levando a que a sua mensagem passe mais rápido”, referiu.

Jorge Jesus, de 65 anos, conquistou a Taça Libertadores e o ‘Brasileirão’, depois de ter assumido o comando técnico do Flamengo, em julho último, muito por causa da experiência entre os ‘grandes’ de Portugal e da Europa.

“Os treinadores europeus têm dificuldades com o calendário no Brasil, um país continente, com muitos jogos, muitas deslocações, e o Jorge Jesus, na última década, disputou 124 jogos europeus, além das competições nacionais, pelo que já está mais do que habituado a esta exigência”, prosseguiu.

Perante isso, o autor do livro considera que o sucesso do treinador natural da Amadora “não estava ao alcance de nenhum outro treinador português e dificilmente de um europeu”.

“O livro pode ser encarado como uma biografia, por contemplar a infância e a adolescência de Jorge Jesus, a carreira de jogador e a de treinador. Não foi adjunto, porque foi convidado para treinar o Amora ainda com as chuteiras calçadas no Almancilense”, sublinhou Rui Pedro Braz.

Nas 272 páginas da obra, prefaciada pelo antigo guarda-redes de Benfica e Flamengo Júlio César, o autor destaca vários episódios, nomeadamente já na América do Sul, ao ocorrido em Felgueiras, onde um adepto apontou uma arma ao treinador, à invasão da Academia do Sporting, à morte do avô do treinador numa final da Taça de Portugal e à passagem do pai pelo Sporting.

“Mister Jesus, 30 anos de uma carreira ímpar” vai ser colocado à venda em Portugal na sexta-feira, depois de ser apresentado no Brasil, na terça-feira, às 14:00 locais (17:00 em Lisboa), no Consulado de Portugal no Rio de Janeiro, com a presença do treinador do Flamengo.

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