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Fogo de Vila de Rei e Mação dominado em 90% e sem frentes ativas

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O incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei e que afeta também Mação está dominado em 90% e não apresenta frentes ativas, mas a tarde pode voltar a trazer dificuldades.

O comandante do Agrupamento Distrital do Centro Sul, Belo Costa, afirmou hoje, na conferência de imprensa das 08:00, que o incêndio está dominado em 90%, sem qualquer frente ativa, mas com vários “pontos quentes preocupantes” (pontos com combustão lenta e sem propagação).

Apesar de um quadro favorável na manhã para o combate às chamas, Belo Costa recordou que, tal como nos dias anteriores, a tarde avizinha-se complicada, com o aumento da temperatura e do vento e a redução da humidade relativa.

“É contra essa ameaça que vamos trabalhar toda esta manhã”, vincou o comandante, que falava aos jornalistas na Escola Secundária da Sertã.

Segundo Belo Costa, o combate está focado em “aproveitar as boas oportunidades” durante a manhã, com a intensificação do trabalho de maquinaria pesada (que também esteve a trabalhar durante a noite) e com forças apeadas da GNR e da Força Especial da Proteção Civil por forma a resolver “os tais 10% de perímetro que falta consolidar para garantir a resolução deste incêndio”, estando também a ser realizadas manobras de fogo tático esta manhã.

Caso as condições se agravem e os operacionais não consigam, em tempo útil, dominar os 10% que faltam de perímetro de incêndio poderão surgir “situações menos agradáveis”, o que justifica o trabalho de retaguarda, explicou.

Atualidade

PAN apela à intervenção de Marcelo e Costa na crise ambiental na Amazónia

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O PAN apelou hoje ao Presidente da República e ao primeiro-ministro que intervenham na crise ambiental na Amazónia, chamando os embaixadores do Brasil, Paraguai e Bolívia, e levando o possível congelamento de acordo com o Mercosul ao Conselho Europeu.

O eurodeputado do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), Francisco Guerreiro, faz um conjunto de apelos em duas cartas abertas dirigidas ao chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao líder do executivo, António Costa.

Francisco Guerreiro pede a Marcelo Rebelo de Sousa que garanta “que, na próxima visita oficial do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Portugal, agendada para o início de 2020, os tópicos do desmatamento, da destruição da biodiversidade e da selva amazónica, da perseguição a ativistas ambientais, tal como a tentativa de usurpação de terras demarcadas indígenas, sejam prioritários na agenda bilateral”.

O deputado europeu quer também que o Presidente português chame o representante diplomático do Brasil e esclareça qual a posição oficial daquele país “relativamente ao cumprimento do Acordo de Paris e ao princípio do desmatamento zero”.

O PAN quer ainda que Marcelo solicite junto do secretário-geral da ONU, António Guterres, “os meios científicos, diplomáticos e financeiros que garantam a rápida e urgente elaboração de um roteiro internacional para a regeneração da floresta amazónica e que proactivamente incluam o Brasil, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa no centro deste roteiro”, assim como assegurar “junto das instituições europeias e dos países da CPLP o apoio a este roteiro internacional”.

Ao primeiro-ministro, o eurodeputado pede-lhe que convoque com urgência “os embaixadores do Brasil, do Paraguai e da Bolívia em Portugal para tomar conhecimento e discutir as ações que estão a ser tomadas pelos seus governos em relação aos atuais incêndios, ao desmatamento decorrente e à destruição generalizada da floresta amazónica”.

Francisco Guerreiro pretende ainda que António Costa garanta que, na próxima reunião do Conselho Europeu, a 10 e 11 de outubro, seja incluída na ordem de trabalhos “o congelamento, por tempo indeterminado, da implementação do Acordo Transnacional da União Europeia com o Mercosul”.

 

Com Lusa

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