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Fogo de Vila de Rei e Mação dominado em 90% e sem frentes ativas

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O incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei e que afeta também Mação está dominado em 90% e não apresenta frentes ativas, mas a tarde pode voltar a trazer dificuldades.

O comandante do Agrupamento Distrital do Centro Sul, Belo Costa, afirmou hoje, na conferência de imprensa das 08:00, que o incêndio está dominado em 90%, sem qualquer frente ativa, mas com vários “pontos quentes preocupantes” (pontos com combustão lenta e sem propagação).

Apesar de um quadro favorável na manhã para o combate às chamas, Belo Costa recordou que, tal como nos dias anteriores, a tarde avizinha-se complicada, com o aumento da temperatura e do vento e a redução da humidade relativa.

“É contra essa ameaça que vamos trabalhar toda esta manhã”, vincou o comandante, que falava aos jornalistas na Escola Secundária da Sertã.

Segundo Belo Costa, o combate está focado em “aproveitar as boas oportunidades” durante a manhã, com a intensificação do trabalho de maquinaria pesada (que também esteve a trabalhar durante a noite) e com forças apeadas da GNR e da Força Especial da Proteção Civil por forma a resolver “os tais 10% de perímetro que falta consolidar para garantir a resolução deste incêndio”, estando também a ser realizadas manobras de fogo tático esta manhã.

Caso as condições se agravem e os operacionais não consigam, em tempo útil, dominar os 10% que faltam de perímetro de incêndio poderão surgir “situações menos agradáveis”, o que justifica o trabalho de retaguarda, explicou.

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Detidos cinco suspeitos de envolvimento na morte de estudante cabo-verdiano em Bragança

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Cinco homens foram detidos por suspeita de estarem envolvidos na morte do estudante cabo-verdiano em Bragança, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

As detenções acontecem quase um mês depois dos factos ocorridos na madrugada de 21 de dezembro, em Bragança, em que uma desavença num bar terá estado na origem da agressão.

O estudante cabo-verdiano Giovani Rodrigues foi encontrado sozinho caído na rua e acabou por morrer 10 dias depois, num hospital do Porto.

Com a morte, na madrugada de 31 de dezembro, o caso passou para a alçada da Polícia Judiciária que informou hoje que procedeu, na quinta-feira, “a buscas domiciliárias, inquirições e interrogatórios de várias pessoas, suspeitas de estarem envolvidas nos acontecimentos que determinaram a morte daquele jovem”.

“Na sequência desta ação operacional, envolvendo investigadores e peritos da Polícia Judiciária, foram detidos cinco homens, com idades entre os 22 e os 35 anos, tendo sido apreendidos elementos probatórios relevantes”, refere, em comunicado.

A PJ indica ainda que “a investigação tem vindo a ser conduzida em estreita articulação com o Ministério Publico de Bragança, titular do Inquérito”.

Os detidos vão ser presentes para interrogatório judicial, que deverá ocorrer no tribunal de Bragança, desconhecendo-se ainda a hora, sendo que a PJ adianta também que “oportunamente serão prestados esclarecimentos adicionais”.

O jovem cabo-verdiano tinha chegada há pouco mais de um mês para estudar na escola de Mirandela do Instituto Politécnico de Bragança (IPB).

Na noite dos acontecimentos, Giovani Rodrigues terá saído com mais três amigos e no bar Lagoa Azul um dos elementos do grupo terá tido uma desavença com outro homem, como confirmou aquele estabelecimento comercial, sublinhando que a vítima não esteve envolvida.

Os amigos de Giovani relataram que, depois de saírem do bar, um grupo de “cerca de 15 pessoas” os aguardava mais à frente, já na avenida Sá Carneiro, e terão começado a agredir o elemento que esteve envolvido no desentendimento.

De acordo com os relatos, Giovani e os restantes amigos terão tentado parar a contenda e este terá sido atingido com uma paulada na cabeça.

O jovem cabo-verdiano foi encontrado mais de um quilómetro depois, sozinho e caído inanimado na rua.

Os bombeiros de Bragança confirmam terem sido chamados para um caso de “intoxicação”, o termo técnico usado na emergência médica para situações que envolvem excesso de álcool, entre outras.

Só quando a equipa de socorro observou o jovem é que se apercebeu que tinha um hematoma na cabeça. A vítima foi transportada para o hospital de Bragança que avisou a PSP de que apresentava sinais de agressão.

De Bragança foi transferido para o hospital de Santo António, no Porto, onde morreu na madrugada de 31 de dezembro.

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