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Fogo-de-artifício no Rock in Rio gera indignação da Associação de Empresas de Produtos Explosivos

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A Associação Nacional de Empresas de Produtos Explosivos (ANEPE) denunciou uma “onda de indignação” nas redes sociais devido à dualidade de critérios na aplicação da proibição de lançamento de fogo-de-artifício decretado pelo Governo.

“Afinal, não é para todos a proibição de lançamento de fogo-de-artifício decretada pelo Governo como uma suposta medida de segurança devido ao calor e consequente risco de incêndio. Houve exceções nos últimos dias e, esses casos, têm sido amplamente discutidos nas redes sociais, onde se gerou uma onda de indignação por parte das populações, visitantes, promotores, autarcas e empresas de pirotecnia”, referiu, em comunicado.

A ANEPE salientou que o espetáculo de pirotecnia de comemoração dos 15 anos do Rock in Rio em Lisboa, realizado no último fim de semana, perto do rio Tejo, foi autorizado “apesar de em outros concelhos e distritos do país terem sido proibidos eventos com as mesmas características, com fogo-de-artifício que também iria ser lançado em zonas fluviais e meio urbano”.

E, a propósito de fogos, a ANEPE entendeu que as constantes proibições de espetáculos desta natureza têm estado a denegrir a imagem do setor e a gerar em parte da opinião pública a ideia de que o lançamento de fogo-de-artifício está diretamente associado aos incêndios.

Uma ideia que, diz, é contrariada pelos dados oficiais e estatísticos divulgados anualmente pelo Instituto da Conservação da Natureza e outros organismos independentes.

Fonte do Ministério da Administração Interna (MAI) disse à Lusa não haver qualquer dualidade de critérios, lembrando um despacho governativo em que a Proteção Civil determinou a passagem de estado de alerta especial nível vermelho do dispositivo especial de combate a incêndios rurais para 13 distritos do Centro e Norte do país.

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Eutanásia: Parlamento decide referendo ainda em outubro

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Os deputados vão discutir e votar a proposta de referendo sobre a eutanásia ainda em outubro, antes de o parlamento começar o debate e votação do Orçamento do Estado para 2021, foi hoje anunciado.

Questionado pela Lusa, o gabinete do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, respondeu que, cumprindo o regimento, Ferro Rodrigues “irá propor” na próxima conferência de líderes o agendamento do projeto de resolução sobre o referendo para “a semana anterior à discussão na generalidade do Orçamento de Estado”.

O anteprojeto de resolução sobre o referendo à morte medicamente assistida tinha sido aprovado de manhã na comissão de Assuntos Constitucionais e enviado ao presidente do parlamento para agendamento nas próximas dez reuniões plenárias.

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