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Fim de semana com chuva e descida da temperatura

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As temperaturas de outono vão chegar a Portugal continental a partir de domingo, dia em que se prevê uma descida da máxima de 3 a 6 graus Celsius e chuva, disse à Lusa o meteorologista Ricardo Tavares.

Para hoje ainda está previsto céu pouco nublado ou limpo, vento moderado e temperaturas que em alguns locais ainda vão rondar os 30 graus, disse o especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Para amanhã [sábado] já vamos ter uma alteração significativa. Está previsto céu muito nublado com possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoadas, em especial nas regiões Centro e Sul durante a tarde, e uma ligeira descida das temperaturas”, disse.

No domingo, segundo Ricardo Tavares, as temperaturas, em especial a máxima vão sofrer uma descida significativa.

“Devido à passagem de uma superfície frontal fria, no domingo vamos ter chuva e uma descida da temperatura de 3 a 6 graus. Na segunda-feira vamos ter uma nova descida de 2 a 4 graus. Na soma dos dois dias e em alguns casos a descida poderá chegar aos 10/12 graus, mas na generalidade do território será de 6/7 graus”, indicou.

Segundo o meteorologista, na segunda-feira a precipitação vai estender-se a todo o território do continente.

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Covid-19: Portugal pode atingir os mil casos diários na próxima semana – António Costa

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O primeiro-ministro afirmou hoje que Portugal está a acompanhar a tendência europeia de aumento de infetados com o novo coronavírus e que, se essa evolução se mantiver, poderá atingir os mil casos diários de covid-19 na próxima semana.

Esta posição foi transmitida por António Costa no final da reunião do gabinete de crise sobre a evolução da covid-19, em Portugal, em São Bento, que durou cerca de duas horas.

“A manter-se esta tendência, chegaremos aos mil novos casos por dia. Temos de travar esta tendência. Não podemos parar o país”, declarou o primeiro-ministro na conferência de imprensa.

Na sua declaração inicial, o líder executivo considerou que o país “está a sofrer um forte crescimento de novos casos diariamente” – uma trajetória que começou a registar-se em meados de agosto.

Por isso, de acordo com António Costa, “não se pode deixar que a pandemia continue a crescer”.

“Agora, não vamos poder voltar a parar o país, como aconteceu em março. Agora, o controlo da pandemia depende da responsabilidade pessoal de cada um de nós. Não podemos voltar a privar as crianças do acesso à escola, não podemos voltar a proibir as famílias de visitarem os seus entes queridos nos lares, não podemos separar as famílias no Natal como fizemos na Páscoa. Temos mesmo de travar a pandemia por nós próprios através da nossa responsabilidade pessoal”, frisou.

Já no período de perguntas dos jornalistas, o primeiro-ministro desdramatizou a atual situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), designadamente em termos de capacidade de resposta a doentes com covid-19.

“Felizmente, a pressão sobre o SNS mantém-se limitada. Aliás, os números de hoje revelam uma diminuição de internados, quer em cuidados intensivos, quer em internamentos gerais. Felizmente, não estamos numa situação em que não haja controlo no SNS. Mas os períodos de incubação são longos”, ressalvou.

Do gabinete de crise para o acompanhamento da evolução da covid-19, que se tinha reunido pela última vez em 29 de junho, fazem parte membros do Governo como os ministros de Estado da Economia, dos Negócios Estrangeiros – Augusto Santos Silva não esteve hoje presente e fez-se representar pelo secretário de Estado Eurico Brilhante Dias – da Presidência e das Finanças, bem como os titulares das pastas da Defesa Nacional, da Administração Interna, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, da Educação, da Saúde e das Infraestruturas e da Habitação.

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