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Festa pré-Carnaval no Rio de Janeiro acaba em confrontos entre polícia e populares

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Uma celebração no Rio de Janeiro, no domingo, que marcava o início da contagem de 50 dias para o famoso carnaval brasileiro, ficou marcada por confrontos entre a polícia e a população no bairro de Copacabana.

Quando a noite caiu sobre a festa que atraiu centenas de milhares de pessoas, a polícia procurou dispersar a multidão, com pessoas a fugirem pela praia.

As forças de segurança perseguiram e detiveram um homem, o que originou o lançamento de garrafas por parte de populares, não tendo ficado claro como o distúrbio começou.

“Estávamos a desfrutar pacificamente do carnaval quando a polícia lançou gás lacrimogéneo”, disse Isaque Batista, barbeiro de 22 anos. “Não houve tumulto anterior. A polícia chegou a lançar gás lacrimogéneo, quando não havia necessidade”, acrescentou.

As autoridades disseram que as forças de segurança dispersaram a multidão depois de um grupo de polícias ter sido atacado com garrafas, pedras e outros objetos. Um polícia municipal sofreu ferimentos leves.

A polícia militar tinha-se oposto à realização da festa em Copacabana, alegando que não havia tempo suficiente para organizar a segurança do evento.

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Centro comunitário de Portalegre encerra portas e deixa 30 desempregados

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Cerca de 30 trabalhadores de um centro comunitário em Portalegre vão para o desemprego no final deste mês, na sequência da insolvência da instituição, lamentou hoje a associação de pais e amigos daquele estabelecimento.

O Centro Social e Comunitário de São Bartolomeu é uma instituição particular de solidariedade social, criada pela paróquia de São Lourenço e possui duas extensões naquela cidade alentejana, com as valências de creche, pré-escolar e atividades de tempos livres, com cerca de 80 crianças.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação de Pais e Amigos do Centro Social e Comunitário de São Bartolomeu (APASBart), Ana Salomé de Jesus, considera que esta situação foi provocada por “desleixo”, pela forma como foi gerida aquela instituição ao longo dos últimos tempos.

“A direção deveria ter estado mais presente e nunca esteve”, lamentou.

Numa carta enviada aos encarregados de educação, a que a Lusa teve acesso, a administração do Centro Social e Comunitário de São Bartolomeu explica que nos “últimos tempos” a instituição tem apresentado “grande fragilidade” económica, tendo recorrido ao Processo Especial de Revitalização (PER), que foi aprovado, mas “impugnado” pela entidade bancária credora.

“Não obstante esta situação, a atual pandemia veio diminuir muito as receitas, tendo-se verificado uma redução superior a 50% no número de crianças, facto que coloca em causa o pagamento das despesas correntes e, consequentemente, o futuro da instituição”, lê-se na carta.

No documento, o Centro Social e Comunitário de São Bartolomeu sublinha ainda que é com “grande tristeza” e “enorme pesar” que comunica aos encarregados de educação que a instituição não reúne condições para continuar a sua atividade no próximo ano letivo e que deixará de prestar os serviços às crianças, famílias e comunidade a partir do dia 31 deste mês.

A presidente da APASBart considera por sua vez que a pandemia de covid-19 é “uma desculpa” que a administração da instituição apresentou, relembrando que outras instituições da cidade estão em funcionamento.

“A instituição entrou em ‘lay-off’, também recebeu do ‘lay-off’, as crianças que se mantiveram continuaram a pagar as mensalidades, a Segurança Social não cortou as comparticipações, portanto, não pode ser só por aí. Se não houvesse todo esse passado de complicação económica não seria pela covid-19 que se ia fechar uma casa destas”, defendeu.

Na sequência desta situação, a Câmara de Portalegre publicou uma nota na sua página na rede social Facebook, comunicando que estão abertas as inscrições para frequentar a educação pré-escolar na rede pública.

 

Lusa

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