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Feira do Queijo do Alentejo junta mais de 100 expositores em Serpa

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A Feira do Queijo do Alentejo deste ano vai decorrer entre os dias 28 deste mês e 1 de março, em Serpa, com mais de 100 expositores para promover queijos e outros “produtos tradicionais de referência”.

O certame vai contar com 118 expositores, sendo 44 de produtores de queijos, 33 de produtos tradicionais, 16 de artesanato, nove de instituições, oito de empresas relacionadas com produção de queijo e derivados e oito de tasquinhas, precisou hoje à agência Lusa o município de Serpa, no distrito de Beja.

Segundo a autarquia, que promove o evento, com palco no Pavilhão de Feiras e Exposições de Serpa, com entradas livres, são esperados produtores de queijos de várias regiões de Portugal e Espanha.

A feira é “um ponto alto” da promoção do Queijo Serpa, que é certificado com Denominação de Origem Protegida (DOP) e um dos produtos “mais emblemáticos” do concelho.

Na feira, os visitantes poderão provar e comprar queijos de várias regiões de Portugal e Espanha e outros “produtos regionais e nacionais de referência”, como enchidos, azeite, vinho, mel, frutos secos e artesanato, e “deliciar-se” com pratos e petiscos típicos da gastronomia alentejana nas tasquinhas.

Entre os queijos portugueses que poderão ser provados e comprados na feira, o município destaca oito com DOP, nomeadamente os de Serpa, Azeitão, Castelo Branco, Évora, Merendeira de Ovelha de Évora, de Nisa, Serra da Estrela e Requeijão Serra da Estrela.

Também será possível provar e comprar quatro queijos de Espanha, nomeadamente dois com DOP, o de la Serena e o Manchego, e dois de cabra, um de pasta mole e outro certificado em modo de produção biológica.

Oficinas de fabrico de queijo e de cozinha, demonstrações de tosquia de ovelhas, animações, artesanato ao vivo, um “workshop” sobre cães de pastoreio, duas sessões técnicas e a VIII Rota do Queijo – Passeio de BTT são outras ofertas da feira.

O programa também vai incluir dois concursos, um para escolher os melhores queijos da feira deste ano e outro de ovinos de raça Ile de France.

A “banda sonora” vai incluir um concerto da banda Soulmate e o espetáculo de tributo ao grupo sueco ABBA, respetivamente nos dias 28 e 29 deste mês, e a atuação do grupo de música tradicional alentejana Koincidências, no dia 01 de março, no Pavilhão das Tasquinhas.

Além dos concertos, a “banda sonora” também vai incluir sessões de dj, nas madrugadas dos dias 29 deste mês e 01 de março, no Pavilhão das Tasquinhas, e cante alentejano, classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade, através do tradicional Encontro de Corais Alentejanos.

As três sessões do encontro, uma em cada uma das tardes dos três dias da feira, vão incluir desfiles pelo recinto e atuações no Pavilhão das Tasquinhas de grupos corais alentejanos.

A par da feira, o município vai promover, entre os dias 21 deste mês e 01 de março, a Semana Gastronómica do Queijo em restaurantes do concelho, os quais irão ter nas ementas pratos e sobremesas confecionados com queijo.

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Alunos tendem a ler cada vez menos com a idade, sobretudo os rapazes – estudo

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Os alunos tendem a ler cada vez menos com a idade e é sobretudo entre os rapazes que há menos gosto pelos livros, segundo um estudo divulgado hoje que aponta também a influência da família nas práticas de leitura.

As conclusões são da segunda parte do estudo “Práticas de Leitura dos Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário”, desenvolvido pelo Plano Nacional de Leitura e pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL, que olhou para os alunos dos 1.º e 2.º ciclos.

Os resultados mais recentes confirmam uma tendência que a análise do 3.º ciclo e secundário, divulgada em setembro, já indiciava: São os mais novos e as raparigas quem mais gosta de ler, e à medida que os alunos avançam nos níveis de ensino a leitura vai merecendo cada vez menos espaço nos tempos livres.

Olhando para os dados dos 12.842 alunos inquiridos do 3.º ao 6.º ano, a grande maioria dos alunos diz gostar ou gostar muito de ler livros (83,3% no 1.º ciclo e 79,7% no 2.º ciclo) e para os mais novos a leitura é, sobretudo, divertida.

Nestas idades, a diferença entre eles e elas já é notória e no 2.º ciclo, por exemplo, enquanto 28,6% das raparigas leem todos os dias, apenas 14,6% dos rapazes faz o mesmo.

O menor entusiasmo dos rapazes com a leitura verifica-se desde cedo: Nos 1.º e 2.º ciclos, apenas 7% das raparigas admite ler só quando é obrigada e entre os rapazes essa percentagem aumenta para 15,1% (1.º ciclo) e 17% (2.º ciclo).

Do lado oposto, 56,8% das raparigas dos 5.º e 6.º anos dizem que quando começam a ler não conseguem parar, algo sentido por apenas 38,8% dos rapazes.

Quando os resultados desta segunda parte do estudo são comparados com os da primeira, dedicada ao 3.º ciclo e secundário, tornam-se mais evidentes não só a diferença entre rapazes e raparigas, mas sobretudo entre os alunos mais novos e mais velhos.

Do 2.º ciclo para o 3.º ciclo, a percentagem de alunos que só lê por obrigação mais que duplica, passando de 11,9% para 25%, um número que se repete no ensino secundário.

A tendência para gostar menos de ler reflete-se também no número de livros lidos no último ano e se a maioria dos alunos entre os 3.º e o 6.º anos leram pelo menos cinco livros em 12 meses, a partir do 7.º ano a maioria não chega a esse número.

À data do inquérito, apenas 31,9% dos alunos do 3.º ciclo e 25,4% dos alunos do secundário estavam a ler algum livro, um número inferior aos 55,3% do 1.º ciclo e 58,3% do 2.º ciclo.

Durante o período de confinamento imposto devido à pandemia de covid-19, os alunos intensificaram a leitura de livros, mas nem todos e, por isso, a diferença entre os mais novos e os mais velhos, e entre rapazes e raparigas, foi acentuada, uma vez que, quando tiveram de ficar em casa, aqueles que gostavam de ler passaram a fazê-lo ainda mais.

Além destas diferenças, o estudo hoje divulgado confirma também a influência do contexto familiar e do incentivo à leitura, verificando-se uma ligação entre as práticas dos alunos e a relação da família com a leitura.

Esta associação repete-se em diversos níveis, incluindo na relação dos alunos com a biblioteca escolar: Os alunos que mais recorrem às bibliotecas da escola para ler e levar livros são também aqueles que têm mais livros em casa.

Por outro lado, verifica-se também o enfraquecimento da relação das famílias com a leitura ao longo dos ciclos de ensino, uma situação que, para os investigadores, aumenta a complexidade do desafio colocado às escolas e o reforço de investimento na promoção de práticas de leitura de jovens e de adultos.

Já no contexto escolar, o estudo sublinha o impacto das atividades relacionadas com a leitura e a escrita desenvolvidas em sala de aula nas práticas de leitura dos alunos, uma vez que quanto maior é a exposição a essas atividades, maior é o número de livros lidos.

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