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Feira do Livro do Porto arranca hoje

São 87 os expositores que estarão presentes nesta edição, divididos entre livrarias, editoras e instituições.

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A Feira do Livro do Porto arranca esta sexta-feira e decorre até 22 de setembro nos Jardins do Palácio de Cristal, com uma programação dedicada ao filósofo Eduardo Lourenço.

Segundo o comissário, Nuno Artur Silva, esta programação é “um plano de encontros muito diverso”, lê-se num texto de apresentação, e é o pensamento de Eduardo Lourenço que vai marcando uma programação que vai dos 500 anos da circum-navegação de Fernão de Magalhães às manifestações de orgulho ‘gay’, à poesia do século XXI, à identidade da Europa ou à globalização.

“Eis um mapa para melhor percebermos um jardim com muitos caminhos que se bifurcam: o nosso tempo”, acrescenta.

A abertura oficial dá-se no sábado com uma sessão de homenagem a Eduardo Lourenço, com Lídia Jorge e Artur Santos Silva em conversa com Carlos Magno sobre o filósofo e ensaísta, pelas 18:00, uma hora depois de lhe ser atribuída uma Tília de Homenagem no jardim.

A programação arranca já hoje com o foco em António Jorge Gonçalves, que inaugura a exposição “Heroínas de Histórias Improváveis”, pelas 17:00, duas horas depois do teatro de marionetas “Barriga da Baleia”, inspirada na sua obra.

O orçamento da programação desta edição da Feira do Livro é de 62 mil euros, com um investimento de 88 mil euros para as infraestruturas e 15 mil euros para a animação infantil, acrescentou o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.

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Cientistas explicam por que trabalhar à noite faz mal aos intestinos

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As pessoas que trabalham à noite têm mais probabilidades de desenvolver inflamações intestinais, porque há células que contribuem para a saúde intestinal que deixam de receber informações vitais do cérebro.

Os resultados da investigação foram hoje publicados na revista científica Nature. Feito pela equipa de Henrique Veiga-Fernandes, no Centro Champalimaud, em Lisboa, o estudo explica o que leva as pessoas que têm horários desregrados, como trabalhadores noturnos, a ter mais tendência para inflamações intestinais ou obesidade.

A relação entre esses problemas e os horários noturnos era conhecida e já se tem procurado relacionar os processos fisiológicos com a atividade do relógio circadiano do cérebro. Mas foi a equipa do investigador principal Veiga-Fernandes que descobriu que a função de um certo grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem de forma muito significativa para a saúde intestinal, se encontra sob o controlo direto do relógio circadiano do cérebro.

Veiga-Fernandes, citado num comunicado da Fundação Champalimaud, explica que quase todas as células do corpo possuem uma maquinaria genética interna que acompanha o ritmo circadiano através da expressão dos chamados “genes relógio”, que indicam a hora do dia às células.

Esses pequenos relógios são sincronizados pelo grande relógio do cérebro (por exemplo informação sobre o dia e a noite).

A equipa descobriu que as chamadas “células linfóides inatas de tipo 3” (ILC3), que no intestino lutam por exemplo contra as infeções, são particularmente sensíveis às perturbações dos seus genes relógio.

“Quando os cientistas analisaram a forma como a perturbação do relógio circadiano cerebral influía sobre a expressão de diversos genes das ILC3, descobriram que desencadeava um problema muito específico: o “código postal” molecular destas células desaparecia!”, explica-se no comunicado.

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