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Ex-jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho detido no Paraguai por uso de passaporte falso

O ex-jogador foi nomeado pelo Governo do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, como embaixador do turismo brasileiro.

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Foto: Facebook Ronaldinho Gaúcho

O antigo jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho está detido desde a noite de quarta-feira, na suíte onde está hospedado, por falsificação de passaporte e deverá apresentar-se esta manhã na Procuradoria, confirmou o ministro do Interior do Paraguai.

“Atualmente, está sob vigilância no hotel, mas está juridicamente livre. A sua situação será definida nas próximas horas”, afirmou o ministro do Interior do Paraguai, Euclides Acevedo.

Na prática, o antigo craque da seleção brasileira de futebol está detido na sua suíte do Hotel Yacht & Golf Club Paraguaio, na cidade de Lambaré, adjacente a Assunção. A detenção é resultado de uma operação de busca e apreensão da Polícia paraguaia que encontrou dois passaportes falsos, o de Ronaldo de Assis Moreira (Ronaldinho Gaúcho) e o do seu irmão Roberto, que também viajou ao Paraguai.

Os documentos foram apreendidos assim como os telemóveis dos dois irmãos.

A operação policial foi consequência de uma denúncia do Departamento de Identificações do Paraguai que advertiu as autoridades migratórias sobre a irregularidade com os passaportes paraguaios.

A Justiça também investiga uma suposta cumplicidade dos agentes migratórios por permitirem a entrada no país do brasileiro mesmo quando perceberam a irregularidade.

Não está claro porque razão o ex-jogador entrou no Paraguai com passaporte quando, entre os países sul-americanos, não é obrigatória apresentação de passaporte, sendo suficiente o uso do documento de identidade interno de cada país.

O ex-jogador e o seu irmão passaram a noite sob vigília da Polícia dentro do hotel. Às 08 da manhã de hoje (11:00 em Lisboa) devem comparecer perante o Ministério Público para declarar aos procuradores responsáveis pelo caso.

“Amanhã [hoje] terão de apresentar-se às 08:00 na Procuradoria que determinará o destino deles”, indicou o ministro do Interior.

Euclides Acevedo explicou que o Departamento de Identificações percebeu que os passaportes não apareciam no sistema. Imediatamente, o Departamento de Migrações do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Luque, região metropolitana de Assunção foi informado, mas os brasileiros passaram pelos controlos de segurança.

“Agora, não só queremos investigar a adulteração dos passaportes como também as autoridades que permitiram essa irregularidade por negligência ou por cumplicidade”, anunciou o ministro, que explicou ainda que a falsificação consistiu em adulterar um passaporte verdadeiro substituindo os nomes.

As suspeitas recaem sobre o empresário de Ronaldinho, o brasileiro Wilmondes Sousa Lira, que, segundo os irmãos, seria o responsável por obter os passaportes adulterados. O empresário que também estava na capital paraguaia foi detido.

Ronaldinho, chegou na manhã de quarta-feira ao Paraguai para participar em eventos do lançamento de um programa social para crianças, organizado pela Fundação Fraternidade Angelical. Também viajou para lançar no mercado paraguaio o seu livro “Génio na vida” que conta a sua história. Seria ainda entrevistado por um programa de um canal de televisão local.

Em janeiro de 2019, Ronaldinho e seu irmão Roberto tiveram os seus passaportes apreendidos após decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que condenou, em fevereiro de 2015, os irmãos a pagarem uma indemnização por causarem danos numa área de preservação ambiental na orla do rio Guaíba, em Porto Alegre. Em outubro de 2019, a multa de 8,5 milhões de reais (1,6 milhões de euros) foi renegociada a 6 milhões de reais (1,1 milhões de euros) e Ronaldinho pôde recuperar o seu passaporte.

Em fevereiro passado, o ex-craque tornou-se réu numa ação civil coletiva por danos morais e materiais devido à sua ligação com a empresa 18kRonaldinho que bloqueou o dinheiro de clientes que investiram nas suas campanhas. A ação é movida pelo Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) que identificou 150 pessoas lesadas dentro e fora do Brasil, inclusive em Portugal.

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MAI apela a empresas para facultarem documento que justifique deslocações

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O ministro da Administração Interna alertou hoje para as restrições de circulação durante o período da Páscoa e por isso apelou às empresas para que facultem aos trabalhadores um documento que justifique as deslocações fora do concelho de residência.

Em conferência de imprensa realizada após a quinta reunião da estrutura de monitorização do estado de emergência, realizada no Ministério da Administração Interna, Eduardo Cabrita disse que, entre os dias 09 e 13 de abril, vai haver “um conjunto de restrições à circulação muito significativas”, sublinhando que, durante este período, “apenas por razões imperiosas de saúde ou de urgência” e de trabalho se pode sair do concelho de residência.

Nesse sentido, apelou às entidades patronais para que preparem um documento que justifique, durante esse período da Páscoa, as deslocações fora do concelho da residência, indicando em que atividade trabalha e qual a razão.

O estado de emergência foi hoje renovado até 17 de abril com mais medidas restritivas, nomeadamente a proibição de grupos na rua com mais de cinco pessoas, além de regras mais apertadas de circulação para o período da Páscoa, como encerramento dos aeroportos e proibição de circulação fora do concelho de residência.

O ministro sublinhou que as polícias municipais vão ter mais poderes, passando atuar numa “cooperação expressa com as forças de segurança”.

O novo decreto do estado de emergência dá também, segundo Eduardo Cabrita, mais poderes às juntas de freguesias, que têm um “papel ativo muito importante” na consciencialização dos portugueses.

O ministro sublinhou que as juntas de freguesia têm agora “competência expressa de aconselhamento, recomendação e comunicação” às forças de segurança de situações de incumprimento.

 

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