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Espanha não consegue formar governo e avança para eleições

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Espanha bandeira

Os espanhóis vão às urnas dia 10 de novembro para as quartas eleições legislativas no espaço de quatro anos, depois de as de 2015, 2016 e 2019 não terem resultado num governo de maioria absoluta, nem num governo com apoios sólidos para conseguir cumprir uma legislatura até ao fim.

Após dois dias de consultas com os partidos espanhóis, face à aproximação do próximo dia 23, data limite para se chegar a um acordo de governo, o rei Felipe VI decidiu não convidar Pedro Sánchez a apresentar-se novamente ao debate de investidura como primeiro-ministro de Espanha. O líder do PSOE e chefe do governo em funções foi o último a ser recebido, nesta terça-feira à tarde, pelo monarca espanhol.

No comunicado divulgado pela Casa Real, depois de o rei se ter reunido com a presidente do Parlamento, Meritxell Batet, lê-se que Felipe VI “constatou que não existe um candidato que tenha os apoios necessários para que o Congresso dos Deputados, se for o caso, lhe outorgue a sua confiança. [Assim sendo] não formula uma proposta de candidato à presidência do governo. Todos os efeitos previstos no artigo 99.º da Constituição”. Formalmente, o prazo para uma investidura não termina nesta terça-feira, mas na próxima segunda-feira, dia 23, à meia-noite.

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Adeptos pedem fim da “instrumentalização política” do Benfica por André Ventura

Ricardo Araújo Pereira e Pedro Norton são algusn dos subscritores da carta aberta.

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Foto: Facebook André Ventura

Um grupo de adeptos do Benfica pediu à direção presidida por Luís Filipe Vieira para pôr fim à “instrumentalização política” do clube pelo partido Chega, em carta aberta publicada, esta sexta-feira.

“A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica”, denuncia o grupo de cinco subscritores na Tribuna Expresso.

Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira expressam publicamente “indignação” perante o facto de o presidente do Chega, André Ventura, ter usado o clube “para criar uma persona política”, assinalando que “a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio”.

“Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba”, adverte aquele grupo de adeptos.

Contactado pela agência Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta e remeteu para os estatutos do clube, nos quais é indicado que o clube não diferencia os sócios “em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas”.

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