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Entrevista Record FM: Ricardo [Sporting-Benfica] “A emoção está mais à flor da pele”

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Foto: facebook.com/Ricardo Pereira

Está a chegar aquele que é tido como o “derby dos derbys”. Sporting – Benfica, a contar para a 17ª jornada da Liga Portuguesa de futebol, a última da primeira volta.

Um jogo importante para o Benfica, que não quer ver a liderança diminuir; e para o Sporting que não se quer atrasar ainda mais dos lugares cimeiros.

A Record FM falou com um antigo jogador que esteve por dentro de muitos destes “derbys”: Ricardo, ex-guarda redes dos “leões”, internacional português que pendurou as luvas em 2014.

Ricardo considera que existem muitos “clichés” associados a este jogo, como “ganha quem está pior”, mas o que realmente existe é a vontade de ganhar um desafio que acaba sempre por valer mais que os três pontos:

“De facto são jogos diferentes, onde a paixão dos adeptos está muito mais à flor da pele, onde os resultados são muito mais impactantes, por isso, como é óbvio, quer ao Sporting quer ao Benfica apenas interessa ganhar. Ao Benfica para se manter na liderança com os mesmos pontos de vantagem, ao Sporting para encurtar a desvantagem que tem, para já para o terceiro classificado e poder rapidamente recuperar os pontos perdidos num passado recente. São, sem dúvida jogos emocionantes, que valem mais que os três pontos. Vale em termos anímicos, de galvanização dos adeptos, do “élan” que se vive à volta da equipa. O ambiente é logo outro”.

Ricardo viveu estes “derbys” por dentro e sabe o que despertam em termos emocionais. À Record FM lembrou os embates com o Benfica que mais o marcaram pela positiva e pela negativa.

Primeiro, as boas recordações, na Luz, a 28 de Janeiro de 2006, vitória por 3-1;

“Um dos mais felizes que tivemos, onde a estratégia resultou na perfeição. Sabíamos onde explorar e conseguimos explorar as debilidades do Benfica, escondendo as nossas. Debilidades há sempre. Recordo-me bem. Foi uma superioridade muito grande”.

Pelo lado negativo, era expectável, o jogo de 14 de Maio de 2005, o tal do golo do Luisão em que Ricardo reclamou falta. Jogo que praticamente deu o título ao Benfica, afastando o Sporting;

“Tiraram-nos a possibilidade de disputar o campeonato na última jornada. Não desportivamente, mas por ação de alguém que devia ter passado despercebido no jogo [árbitro] mas não passou. Teve uma influência brutal no desfecho desse jogo e campeonato”.

Esta sexta feira, há mais um “derby dos derbys”. ÀS 21h15 emoções ao rubro em Alvalade.

 

 

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Primeiras carruagens de 51 compradas a Espanha começam a circular entre dezembro e janeiro

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Comboio passageiro

As primeiras carruagens do pacote de 51 compradas pela Comboios de Portugal (CP) à espanhola Renfe por 1,65 milhões de euros destinam-se à Linha do Minho e vão estar a funcionar entre dezembro e janeiro, foi hoje anunciado.

“A aquisição de material circulante disponível em Espanha faz parte de um esforço de curto prazo para fazer face às necessidades dos portugueses. A CP com 1,65 milhões de euros comprou 51 carruagens [usadas] que novas custariam [cada uma] mais de um milhão de euros”, destacou hoje o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na visita realizada ao Parque Oficinal de Guifões, concelho de Matosinhos, onde a CP está a requalificar as carruagens compradas à Renfe.

Ainda de acordo com o governante, o investimento total, contando com a requalificação, poderá rondar os sete a oito milhões de euros e as carruagens vão estar ao serviço das linhas de intercidades e regionais, podendo circular a 200 quilómetros por hora.

Já de acordo com o presidente da CP, Nuno Freitas, 18 das 51 carruagens já se encontram em Guifões, três “chegam ainda hoje” e as restantes “muito em breve”.

Nuno Freitas avançou que as primeiras que ficarão prontas servirão para a inauguração da requalificação da Linha do Minho prevista para dezembro ou janeiro.

“Constitui um aumento de 50% do parque que pode ser destinado ao intercidades. Pode-se dizer o que se quiser, mas nos últimos anos, nomeadamente no último ano, fez-se aquilo na ferrovia que não se fez durante décadas. O país precisa de material circulante novo. Não abdicamos de lançar concurso. Mas demora alguns anos e não podemos ficar à espera”, disse Pedro Nuno Santos.

Ao lado da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, o ministro recordou ainda uma visita que fez à fábrica de Guifões em janeiro, lembrando que esta estava vazia, ao contrário de agora, segundo disse, que “está cheia e a trabalhar a toda a força”.

“Num momento em que ouvimos grandes valores em outras empresas e passamos por dificuldades, a CP que é uma empresa que merece muito mais do país do que aquilo que tem recebido está a fazer um trabalho excecional. Estamos disponíveis para ensinar outros Estados estrangeiros, mas também privados a fazer bons negócios”, disse o governante que recusou comentar assuntos à margem da visita, nomeadamente sobre a TAP.

“Tenho falado sobre TAP todos os dias. Não vou dizer nada porque o país tem de olhar para o que se está a fazer de bem em outras áreas, para a importância da ferrovia para o país. A ferrovia transporta Portugal inteiro”, concluiu.

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