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Desporto

“É a guerra do gato e do rato”, diz Presidente da ADoP

Em entrevista à Record FM, Rogério Jóia explica que os clubes reconhecem o trabalho da ADoP.

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O campeonato português de futebol, I Liga, está ao rubro no que à luta pelo título diz respeito, sobretudo entre o FC Porto (líder) e o Benfica, eternos rivais separados por um ponto.

Recentemente, o Benfica, na sua publicação digital, recomendou que todos os jogos de “águias” e “dragões” até ao fim da temporada, fossem objeto de controlo antidoping por parte da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP).

A Record FM quis perceber como se processa a ação desta autoridade. Em entrevista com o presidente, Rogério Jóia explicou que apenas as federações podem pedir a intervenção e em caso de ocorrer fora da competição é a própria ADoP quem o decide, sem interferência dos clubes.

Além disso, tem de ocorrer num contexto de surpresa; “A nossa luta contra o doping, se me permite a analogia, é um pouco a guerra entre polícias e infratores. Guerra do gato e do rato. Se no geral os atletas portugueses são limpos, são atletas de bem, de caráter, com dignidade, depois temos sempre, como em todas as áreas e atividades, algumas pessoas que não gostam de cumprir as regras. Mas em relação a essas estamos perfeitamente precavidos e levamos a cabo a nossa atuação no sentido de, ou serem apanhadas ou evitarmos que as mesmas não cumpram as regras, colocando em causa a verdade desportiva”.

A ADoP, reconhecida internacionalmente, é uma autoridade que tem como papel o combate do doping no desporto federado. Atua numa perspetiva preventiva e educacional, com várias campanhas. Por outro lado promove o controle e as sanções se for o caso. E é a ADoP que fora da competição toma decisões; “É feito com base de gestões de risco relativamente a várias modalidades e grupos alvo estabelecidos”, explica Rogério Jóia.

Segundo este dirigente, as visitas têm de ser sempre de surpresa. E no contexto em que ocorrem fora de competição o segredo é ainda mais a alma do “negócio”. Rogério Jóia nota que “quem determina a 99 por cento os controles às equipas e atletas individuais fora de competição, somos nós, ADoP, sem interferência de qualquer federação”.

Quanto às queixas dos clubes visitados, o presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal, explica que não poderia ser se outra forma, “Faz parte das regras do jogo, a surpresa. Caso contrário os destinatários desse controlo estariam precavidos contra a ida da ADoP. E a nossa função é garantir a verdade desportiva com estes controles e vamos continuar a fazê-lo”.

No entanto, Rogério Jóia fez questão de deixar uma palavra de reconhecimento aos clubes: “A maior parte deles vê com muito agrado a ação da AdOP, porque somos a garantia de desporto limpo. Os clubes sabem perfeitamente que se hoje os visitamos, amanhã estamos de visita aos adversários. De uma maneira geral somos muitíssimo bem recebidos e gostaria de o agradecer aos clubes”.

“Portugal na vanguarda”

E haverá razões objetivas para preocupações ao nível do doping no desporto português? O presidente da ADoP garante que não. Aliás, segundo garante, Portugal está muito à frente neste luta. “Não há razões para preocupações. Posso dar como exemplo, com dados oficiais que podem ser vistos por qualquer pessoa no site da Agência Antidopagem, que estamos na vanguarda a nível internacional. Por exemplo, no futebol somos o primeiro país na utilização do passaporte biológico, quer nas autoridades nacionais de todo o mundo, quer entre todas as federações internacionais, ao ponto de estarmos à frente da UEFA e da FIFA”.

Rogério Jóia a deixar a garantia de que os portugueses não têm muito com que se preocupar. O doping não está a alterar a verdade desportiva. O presidente da ADoP assegurou ainda, nesta entrevista à Record FM que a luta de prevenção, com base em visitas surpresa, é para continuar, sem qualquer interferência clubística.

Desporto

Portugal conquista Mundialito de futebol de praia

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Foto: Facebook Município da Nazaré

A seleção portuguesa de futebol de praia conquistou esta quinta-feira a 23.ª edição do Mundialito, ao vencer por 4-2 a Espanha, no terceiro e último encontro da prova que decorreu na Nazaré.

Depois das vitórias sobre Senegal (7-1) e Japão (4-2), a formação comandada por Mário Narciso só precisava de um empate para erguer o troféu e foi precisamente esse o resultado que se registava no final do primeiro período, com golos de Rúben Brilhante, para Portugal, e José Cintas, para a Espanha.

No segundo terço, Bruno Torres e Jordan Santos recolocaram a equipa das quinas em vantagem, antes de Belchior dilatar o marcador no terceiro período.

Pouco depois, David Ardil reduziu para os espanhóis, fechando as contas da partida.

Com três triunfos no mesmo número de jogos, Portugal terminou o Mundialito com nove pontos, enquanto a Espanha foi terceira, com três.

No outro jogo da última ronda do Mundialito, o Senegal bateu o Japão, por 3-2, após prolongamento, e assegurou o segundo posto da prova, com seis pontos. Já os nipónicos ficaram no último lugar, sem qualquer ponto.

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