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Encontrado corpo desaparecido em praia da Figueira da Foz

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Praia

A pessoa que estava desaparecida desde o final da manhã de domingo, numa praia a sul da Figueira da Foz foi encontrada, tendo o corpo sido resgatado por volta das 19:05, disse à Lusa fonte da capitania local.

Em declarações à agência Lusa, o comandante do porto da Figueira da Foz, João Lourenço, adiantou que o corpo foi detetado perto da costa por um militar da Marinha ao serviço do projeto ‘Sea Watch’, de patrulhamento da costa portuguesa, tendo depois sido resgatado com o auxílio de elementos do Instituto de Socorros a Náufragos, através de motos de água.

João Lourenço adiantou também que se trata de um homem, entre os 35 e os 40 anos, e que o corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra.

Por causa deste alerta, estiveram no local, uma praia não vigiada localizada a 500 metros a sul da chamada praia da Orbitur, duas embarcações da Autoridade Marítima e um helicóptero da Força Aérea apoiados no areal, entre as praias da Cova e da Costa de Lavos, por meios terrestres da Polícia Marítima e de nadadores-salvadores.

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Produção de azeite pode parar no Alentejo por falta de capacidade para armazenar bagaço

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A apanha de azeitona e a produção de azeite correm o risco de parar e o setor olivícola pode colapsar no Alentejo por falta de capacidade das fábricas da região para armazenar bagaço proveniente dos lagares.

“Esta semana provavelmente, o mais tardar na semana que vem, vai haver um colapso no setor”, porque a apanha de azeitona e a produção de azeite “vão ter que parar”, já que “não há espaço para colocar o bagaço de azeitona produzido pelos lagares” do Alentejo, disse hoje à agência Lusa Aníbal Martins, vogal do conselho de administração da CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

Segundo o responsável, as três unidades do Alentejo que transformam bagaço de azeitona proveniente dos lagares da região “têm praticamente esgotada a sua capacidade estática de armazenamento” daquele subproduto resultante da produção de azeite.

Devido ao aumento da produção de azeitona e às condições climatéricas (falta de chuva) “favoráveis à apanha rápida de azeitona”, tem chegado azeitona “em maiores quantidades e mais rapidamente aos lagares” e “um volume inusitado” de bagaço de azeitona para ser transformado nas três unidades, explicou.

Apesar de trabalharem 24 horas por dia durante 11 meses, as três unidades, duas no concelho de Ferreira do Alentejo e uma no concelho de Alvito, têm os tanques de armazenagem “praticamente cheios e a atingir a rutura” e “não havendo onde por o bagaço terá forçosamente de parar a apanha de azeitona e a produção de azeite”, disse.

Aníbal Martins, que também é presidente da FENAZEITES – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores e gerente da União de Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), a dona da unidade de Alvito, alertou que a paralisação do setor, a verificar-se, “poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e às empresas ligadas ao setor”.

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