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Enchimento de praias para travar erosão costeira custa milhões ao Estado – Especialistas

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O enchimento das praias com sedimentos retirados de outros locais, para proteger a costa da erosão, é um trabalho contínuo, nunca acabado, e que custa anualmente milhões ao Estado, segundo especialistas consultados pela Lusa.

No relatório “Alimentação artificial de praias na faixa costeira de Portugal Continental”, coordenado por Celso Aleixo Pinto para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e apresentado em janeiro de 2018, são identificadas 134 operações de alimentação de praias registadas em Portugal Continental entre 1950 e 2017.

“O somatório dos volumes depositados na faixa costeira entre 1950 e 2017 ascende a 33,7 milhões de metros cúbicos, com intervenções da ordem das dezenas de milhar (por exemplo, as praias encaixadas da Costa do Estoril) a mais de um milhão de metros cúbicos (por exemplo, o troço baixo e arenoso a sul da barra de Aveiro)”, revela o relatório, sublinhando que “o valor apresentado será subestimado, dada a impossibilidade de consulta de algumas bases de dados, ou mesmo a ausência de registos mais antigos, especialmente até à década de 1990”.

Segundo Óscar Ferreira, investigador da Universidade do Algarve, cada metro cúbico de areia para reposição custa entre seis a oito euros, pelo que estas intervenções custam anualmente muitos milhões de euros.

“Tem um custo significativo e não é uma solução definitiva, porque o mar continua sempre. É de uma teimosia imparável”, sublinhou, pelo seu lado, Filipe Duarte Santos, da Universidade de Lisboa.

Os dois especialistas concordam que, contudo, não há muito mais a fazer para proteger a costa.

Segundo o relatório, entre 1950 e 2017 foram alimentadas com sedimentos 95 praias (das 808 praias de Portugal continental), intervenções que tiveram mais expressão a partir da década de 1990.

As zonas de Espinho e a costa a Sul de Aveiro, a Figueira da Foz (Coimbra), a Costa da Caparica (Almada, Setúbal) e a zona da Quarteira, no Algarve, têm sido as mais intervencionadas.

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PAN apela à intervenção de Marcelo e Costa na crise ambiental na Amazónia

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O PAN apelou hoje ao Presidente da República e ao primeiro-ministro que intervenham na crise ambiental na Amazónia, chamando os embaixadores do Brasil, Paraguai e Bolívia, e levando o possível congelamento de acordo com o Mercosul ao Conselho Europeu.

O eurodeputado do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), Francisco Guerreiro, faz um conjunto de apelos em duas cartas abertas dirigidas ao chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao líder do executivo, António Costa.

Francisco Guerreiro pede a Marcelo Rebelo de Sousa que garanta “que, na próxima visita oficial do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Portugal, agendada para o início de 2020, os tópicos do desmatamento, da destruição da biodiversidade e da selva amazónica, da perseguição a ativistas ambientais, tal como a tentativa de usurpação de terras demarcadas indígenas, sejam prioritários na agenda bilateral”.

O deputado europeu quer também que o Presidente português chame o representante diplomático do Brasil e esclareça qual a posição oficial daquele país “relativamente ao cumprimento do Acordo de Paris e ao princípio do desmatamento zero”.

O PAN quer ainda que Marcelo solicite junto do secretário-geral da ONU, António Guterres, “os meios científicos, diplomáticos e financeiros que garantam a rápida e urgente elaboração de um roteiro internacional para a regeneração da floresta amazónica e que proactivamente incluam o Brasil, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa no centro deste roteiro”, assim como assegurar “junto das instituições europeias e dos países da CPLP o apoio a este roteiro internacional”.

Ao primeiro-ministro, o eurodeputado pede-lhe que convoque com urgência “os embaixadores do Brasil, do Paraguai e da Bolívia em Portugal para tomar conhecimento e discutir as ações que estão a ser tomadas pelos seus governos em relação aos atuais incêndios, ao desmatamento decorrente e à destruição generalizada da floresta amazónica”.

Francisco Guerreiro pretende ainda que António Costa garanta que, na próxima reunião do Conselho Europeu, a 10 e 11 de outubro, seja incluída na ordem de trabalhos “o congelamento, por tempo indeterminado, da implementação do Acordo Transnacional da União Europeia com o Mercosul”.

 

Com Lusa

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