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Elvas: Ruído… desacatos… tiros

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A PSP deteve hoje quatro homens, em Elvas, de um grupo entre 15 a 20 pessoas, que tentaram agredir agentes da polícia com pedras e garrafas de vidro.

Segundo revelou a força de segurança houve necessidade de disparo de tiros de aviso e intimidação.

O Comando Distrital de Portalegre da PSP, em comunicado, indica que cerca das 00:30 de hoje, o carro patrulha adstrito à Esquadra da PSP de Elvas, no distrito de Portalegre, foi chamado a uma ocorrência de ruído num local da cidade, onde supostamente estaria a decorrer uma festa.

“Chegados ao local, os elementos policiais foram imediatamente ameaçados com o arremesso de pedras e garrafas de vidro, numa atitude totalmente hostil para com os polícias, por um grupo de cerca de 15 a 20 pessoas”, refere o comunicado, acrescentando que posteriormente foram detidos quatro homens com idades entre os 19 e os 40 anos.

A PSP adianta que “foi perfeitamente audível o som de dois disparos de arma de fogo, tendo a mesma sido disparada do interior do local onde se desenrolava a festa”.

“Atendendo a que os meios no local se mostravam claramente insuficientes”, segundo a polícia, foram solicitados reforços policiais, tendo posteriormente comparecido no local uma Equipa de Intervenção Rápida e uma Equipa de Investigação Criminal.

Quando os polícias tentavam chegar à conversa com o proprietário do local onde se realizava a festa, já com “as medidas de segurança e de autoproteção implementadas pelos elementos policiais no terreno, para salvaguardar a sua integridade física” e no intuito de “apurar responsabilidades e identificar os autores do arremesso de pedras e garrafas e dos disparos de arma de fogo”, os elementos policiais foram “novamente ameaçados, bem como sofreram tentativas de agressão”.

Naquela altura, acrescenta o comunicado, foram arremessadas várias pedras e garrafas de vidro, sendo que, ao abrir do portão da propriedade onde se desenrolava a festa, um grupo de cerca de 10 pessoas “atiçou um canídeo de raça pitbull e avançou em comunhão de esforços com o intuito de agredirem os elementos policiais no local”.

Perante esta atitude, relata a polícia, “houve necessidade dos elementos policiais efetuarem três disparos para o ar de ‘shot gun’, com bagos de borracha, para dispersar o grupo”, sendo que das “tentativas de agressão aos agentes de autoridade”, resultou a interceção de quatro homens, que foram detidos.

Segundo o comunicado, desta situação, “três dos detidos tiveram necessidade de receber tratamento hospitalar”, tendo tido todos alta hospitalar, passado uma hora e meia, após terem dado entrada no Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

A polícia indica ainda que os detidos vão ser presentes na segunda-feira ao Tribunal Judicial de Elvas, para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.

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Médicos do Centro dizem que SNS 24 encaminha crianças suspeitas de covid-19 “sem critério clínico” para urgências

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A Ordem dos Médicos do Centro lamentou hoje que a linha SNS 24 esteja a encaminhar crianças e jovens “sem critério clínico” para as urgências hospitalares e pediu a definição urgente de “um plano seguro e com medidas inequívocas”.

“Há crianças a ir às urgências hospitalares sem necessidade, não há estruturas extra-hospitalares para a realização de testes às crianças mais pequenas e, nas críticas, nem a linha SNS 24 escapa”, refere a secção regional do Centro da Ordem dos Médicos, em comunicado enviado à agência Lusa.

Na sequência de uma reunião com os diretores de serviço de pediatria dos hospitais da região Centro, esta estrutura considera que “a realidade afigura-se bastante problemática”.

“No âmbito de casos suspeitos de covid-19 em crianças e jovens, cada unidade hospitalar tem os seus procedimentos próprios, mas falta clareza nas medidas a adotar nestes casos”, refere o presidente da secção regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes.

Por isso, pede “a intervenção urgente da tutela para que se evitem situações caóticas a nível das instituições de saúde, nomeadamente nos serviços de urgência, nas famílias e nas escolas”.

Segundo Carlos Cortes, “as orientações dadas pela linha SNS 24 em relação a crianças são frequentemente incorretas do ponto de vista da referenciação, já que muitas situações não urgentes são sistematicamente encaminhadas para os serviços de urgência de pediatria”.

“Sucedem os casos, perante a indefinição de critérios da linha SNS 24, em que as crianças são encaminhadas para os serviços de urgência dos hospitais sem qualquer critério clínico de gravidade que o justifique, sendo, muitas vezes, apenas para a realização de teste SARS-CoV”, acrescenta.

No seu entender, “deve ser reforçada a importância e a necessidade de rever as possibilidades de articulação entre os cuidados hospitalares e os cuidados de saúde primários na orientação das crianças com doença aguda, de forma a tentar evitar o recurso a serviços hospitalares de urgência pediátricos em casos em que tal não é efetivamente necessário em termos clínicos”.

Estes problemas estão elencados numa carta enviada ao Ministério da Saúde, à Direção-Geral da Saúde e à Administração Regional de Saúde do Centro, “para que a tutela promova, de forma urgente”, a articulação entre os serviços hospitalares, os cuidados de saúde primários e as autoridades de saúde pública da região Centro.

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