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“É fundamental que o árbitro deixe de centrar a atenção” – novas regras da FIFA pela árbitra Milene Moreira

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Árbitra
Foto: Pixabay

Milene Moreira, 34 anos, árbitra da Associação de Futebol do Porto. Natural de Marco de Canaveses, sempre esteve ligada ao desporto chamado de rei.

Exerceu a arbitragem, sobretudo dos distritais, mas o gosto pelo futebol veio desde cedo, já que acompanhava frequentemente o pai, jogador amador.

A paixão pela modalidade levou-a, inclusive, a ser treinadora de uma equipa feminina de futebol, a Associação Recreativa de Tuías, no Marco de Canaveses.

Mas foi na sua condição de árbitra, que decorreu a conversa com a Record FM.  Essencialmente para se ter a perspetiva de uma árbitra sobre as alterações que a Internacional Board irá promover no futebol na próxima temporada.

Uma das mudanças previstas prende-se com as substituições. A saída dos jogadores do retângulo de jogo vai passar a ter de ser feita pela linha mais próxima e não pela do meio campo como acontece atualmente.

Para Milene Moreira, esta medida já vem tarde: “Já devia ter sido implementada há muito tempo. Visa evitar a perda de tempo com que muitas vezes, nós, árbitros, nos deparamos. Pouco ou nada podemos fazer, já que até agora não podemos obrigar um jogador a sair em passo de corrida. Muitas vezes vemos o atleta calmamente a sair do campo, a “queimar” tempo, causando o desagrado da equipa adversária, com bate-boca e contato físico. Com esta nova medida isso será evitado”.

Outra das alterações previstas às regras do jogo passará pela sempre polémica bola na mão. Na próxima época o golo obtido ou precedido com braço ou mão, mesmo que de forma involuntária, como no caso dos ressaltos, será anulado. Medida também aplaudida pela árbitro Milene Moreira: “As mãos são os tendões de Aquiles dos árbitros. É muito complicado, em frações de segundos, conseguirmos avaliar se são mãos deliberadas ou não. É muito, muito complicado. São decisões sempre alvo de inúmeras polémicas. É que aqui entramos no campo da subjetividade, muito adverso no mundo do futebol. A FIFA decidiu agora, e muito bem, anular os golos com a mão e com o braço, mesmo que sejam obtidos de forma involuntária, para fugir precisamente a esse campo da subjetividade. O que acho fundamental é que o árbitro deixe de centrar a atenção no final do jogo. Fazer com que a subjetividade desapareça no futebol é uma mais valia”.

“Alguns pais deviam ter formação para estarem nas bancadas”

Milene Moreira passou por vários campos de futebol, na qualidade de árbitra. Numa profissão que reúne algum risco, curiosamente, na sua opinião, o maior problema dos árbitros de futebol, no distrital, tem sobretudo a ver com as camadas jovens, não pelos atletas mas pelos pais: “Alguns deles deveriam ter formação para saberem estar nas bancadas e depois saberem educar os filhos. Em certos campos, torna-se difícil gerir os miúdos no terreno de jogo, com adeptos complicados, muitos deles pais dos jovens”.

Já quanto à melhor forma de conduzir um jogo de futebol, a nossa entrevistada entende que passa pela calma e formação e não pela autoridade: “Dirigi muitos jogos com jovens. Muitos deles vinham de famílias desintegradas, com problemas em casa. E no campo, certas condutas e atitudes refletiam esse contexto. Nós, árbitros temos de saber lidar com essas situações e não é, claramente, com autoridade excessiva”.

Milene Moreira, advogada de profissão, árbitra e treinadora de futebol. Uma perspetiva diferente sobre as novas regras que vão mudar o futebol conforme o vemos hoje.

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FC Porto campeão nacional de andebol ao bater Madeira SAD

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O FC Porto conquistou esta terça-feira o seu 21.º título de campeão nacional de andebol, ao vencer no reduto do Madeira SAD por 29-20, em encontro da oitava jornada do Grupo A da fase final.

Depois de um título do ABC (2015/16) e dois do Sporting (2016/17 e 2017/18), os portistas, que ao intervalo já ganhavam por 13-8, voltam a triunfar, o que já não acontecia desde 2014/15, época em que arrebataram o seu sétimo cetro consecutivo.

No ‘ranking’ da prova, o FC Porto reforçou a liderança, com 21 títulos, mais dois do que o Sporting e oito face ao ABC.

A duas jornadas do final, os comandados do sueco Magnus Andersson passaram a contar 61 pontos, contra 55 do Sporting, segundo classificado, e 54 do Benfica, terceiro, sendo que o triunfo vale três pontos, o empate dois e a derrota um.

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