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Dois altos funcionários do Pingo Doce terão recebido mais de um milhão de euros em subornos

A investigação da PJ tem cerca de um ano, depois de as suspeitas terem sido participadas pela própria Jerónimo Martins.

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A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), deteve quatro pessoas pela prática dos crimes de corrupção passiva e ativa no setor privado e branqueamento de capitais.

De acordo com a TVI, tratam-se de dois altos funcionários, responsáveis pela central de compras da cadeia de supermercados do Pingo Doce.

Os dois funcionários suspeitos por corrupção passiva terão recebido mais de um milhão de euros em subornos de uma empresa de fornecimento à qual era dada prioridade para a compra de peixe fresco para os supermercados Pingo Doce, em detrimento de concorrentes com propostas mais competitivas, lesando financeiramente a Jerónimo Martins.

Além dos quatro detidos – três homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 40 e 65 anos de idade -, há ainda outros seis funcionários da Jerónimo Martins constituidos arguidos – nomeadamente um funcionário que exerce funções na Polónia.

Os detidos irão ser presentes às Autoridade Judiciárias competentes para interrogatório e aplicação de medidas de coação.

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Em Portugal Continental não vai haver quarentena para turistas

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O primeiro-ministro assegurou hoje que em Portugal Continental não irão vigorar normas de quarentena para quem venha de fora do país, e disse estar tranquilo e “sem pressas” quanto à reabertura da fronteira terrestre com Espanha.

No final de um Conselho de Ministros de quase oito horas, que se reuniu para fazer o balanço das medidas da segunda fase de desconfinamento e tomar decisões relativamente à terceira fase, no âmbito da pandemia de covid-19, António Costa foi questionado se Portugal estava a negociar com algum país para que turistas possam entrar no país sem quarentena.

“Em Portugal Continental não vigorou, não vigora e nem pretendemos que venham a vigor normas de quarentena, têm sido única e exclusivamente adotadas pelas Regiões Autónomas, nunca o Governo da República as adotou e nunca as irá adotar”, afirmou.

Questionado se concorda com o anúncio feito pelo seu homólogo espanhol, Pedro Sánchez, de que a fronteira terrestre não reabra antes de 15 de julho, o primeiro-ministro remeteu o tema para negociações bilaterais.

“Estamos totalmente tranquilos e sem pressas na reabertura da nossa fronteira, respeitamos integralmente a sua vontade de não proceder à reabertura antecipada de fronteiras”, afirmou.

António Costa salientou que esta fronteira terrestre se mantém aberta para transporte de mercadorias, trabalhadores transfronteiriços e para os emigrantes que pretendam atravessar a Espanha para vir a Portugal, recordando que França já assegurou que os portugueses não terão de cumprir quarentena no regresso de férias.

Lusa

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