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Doce “Delícia do Porto” apenas está disponível em dois locais

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Oito meses depois de ser criado para ser o doce identitário da cidade, a “Delícia do Porto” não é vendida em nenhuma das principais confeitarias e pastelarias da baixa portuense, que alegaram à Lusa desconhecer o projeto nascido em 2019.

A vontade de criar um doce identitário do Porto resultou num concurso promovido por Olga Domingues, que reuniu ideias de pastelaria e atribuiu um prémio de dez mil euros à vencedora, a doceira Gabriela Ribeiro.

O doce vencedor, feito de milho, pão, trouxas-de-ovos e feijão e que representa o coração de D. Pedro IV, ganhou o concurso em junho de 2019.

A Lusa foi a sete das mais conhecidas pastelarias e confeitarias da baixa portuense mas não descobriu em nenhuma o doce à venda. Nalguns casos, os responsáveis afirmaram à Lusa nem sequer o conhecer.

Nas confeitarias/pastelarias Arcádia, Império, Tamisa, Tupi, nos cafés Embaixador e Majestic e na padaria Ribeiro quase todos os responsáveis afirmaram que ou não foram contactados para passarem a comercializar o doce ou nunca ouviram falar dele.

A exceção foi a confeitaria Tupi, na Rua Sá da Bandeira, que disse à Lusa ter sido contactada, mas “como tinha o pasteleiro doente a proposta não avançou”.

Fonte da Associação das Empresas de Vinho do Porto disse ter “recebido uma proposta de parceria” para as caves do Vinho do Porto, da parte de Olga Domingues, mas “que não avançou”.

Contactada pela Lusa, a responsável pelo concurso admitiu “serem muito poucos os locais do Porto onde se pode comprar o doce”.

“Tivemos uma série de contratempos em relação à imagem, às embalagens, à partilha da receita e estamos num impasse. Mas também muitas pastelarias não quiserem entrar no projeto, umas não respondendo e outras afirmando não estar interessadas em produzir a Delícia do Porto”, disse.

Admitindo poder “no princípio do mês de março estar à venda em mais sítios”, Olga Domingues admitiu à Lusa que o doce apenas está disponível na cafetaria D. Antónia, na Ribeira, e na Boutique dos Relógios, na Avenida dos Aliados, onde é oferecido aos clientes.

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Governo e sindicatos voltam a negociar salários na função pública

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O secretário de Estado da Administração Pública, José Couto, e as três estruturas sindicais da Função Pública têm agendada uma nova ronda negocial sobre aumentos salariais, na sequência das contrapropostas apresentadas na segunda-feira pelos sindicatos.

Esta reabertura do processo negocial começou com o Governo a propor um aumento reforçado de sete euros para todos os funcionários públicos cujo salário está situado entre os níveis 4 e 5 da Tabela Remuneratória Única, ou seja, entre 635,07 euros e 683,13 euros, respetivamente, mantendo a atualização de 0,3% para os restantes trabalhadores.

Na última reunião, as três estruturas sindicais da função pública manifestaram a sua discordância com aumentos diferenciados, defenderam subidas mais robustas.

A Fesap aponta para 2,9%, a Frente Comum quer um aumento mínimo de 90 euros mensais para todos os funcionários públicos e a Frente Sindical liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) defende uma atualização das remunerações e da Tabela Remuneratória Única em 2%.

Além disso, exigem e a reposição dos 25 dias úteis de férias, retirados durante a troika, e um aumento do subsídio de refeição face aos 4,77 euros atuais.

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