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Dia de eleições vai contar com chuva no Norte e Centro

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Chuva cidade

As condições climatéricas vão melhorar na região sul no fim de semana e para o dia das eleições o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IMPA) prevê períodos de chuva nas regiões Norte e Centro, sobretudo de manhã.

Segundo disse à Lusa a meteorologista Maria João Frada, a melhoria será significativa na região Sul, com alguma nebulosidade no sábado, mas já sem precipitação, e o com céu pouco nublado no domingo.

“Relativamente às regiões do Norte e Centro, sábado e domingo, especialmente nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, vamos ainda ter precipitação e essa precipitação é mais intensa e eventualmente acompanhada de trovoada no dia 25”, explicou a responsável.

No domingo, dia de eleições autárquicas, a meteorologista disse que para as regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela (regiões Norte e Centro) está prevista “muita nebulosidade e alguns períodos de chuva fraca ou aguaceiros fracos, que serão mais frequentes no litoral e até ao final da manhã”, sobretudo no Minho e Douro Litoral.

A sul, no domingo, a previsão aponta para céu com “boas abertas e até pouco nublado no Algarve”.

“O vento não é muito significativo ou será fraco a moderado do quadrante sul, quer no sábado quer no domingo”, acrescentou.

Quanto a temperaturas, Maria João Frada diz que “não vai haver alteração significativa” e que está prevista apenas “uma pequena descida da temperatura máxima no sábado, nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela”.

As máximas deverão variar entre os 20 e os 25 graus na generalidade do território, com valores ligeiramente inferiores nas serras do nordeste transmontano e da Beira Alta. As temperaturas mínimas “vão ser amenas e variar entre os 12 e os 15 graus, mas um pouco mais baixas no nordeste transmontano e na Beira Interior”, concluiu.

As eleições autárquicas decorrem no próximo domingo e o período de campanha oficial, segundo o calendário divulgado pela Comissão Nacional de Eleições, prolonga-se até dia 24 (sexta-feira).

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Alunos tendem a ler cada vez menos com a idade, sobretudo os rapazes – estudo

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Os alunos tendem a ler cada vez menos com a idade e é sobretudo entre os rapazes que há menos gosto pelos livros, segundo um estudo divulgado hoje que aponta também a influência da família nas práticas de leitura.

As conclusões são da segunda parte do estudo “Práticas de Leitura dos Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário”, desenvolvido pelo Plano Nacional de Leitura e pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL, que olhou para os alunos dos 1.º e 2.º ciclos.

Os resultados mais recentes confirmam uma tendência que a análise do 3.º ciclo e secundário, divulgada em setembro, já indiciava: São os mais novos e as raparigas quem mais gosta de ler, e à medida que os alunos avançam nos níveis de ensino a leitura vai merecendo cada vez menos espaço nos tempos livres.

Olhando para os dados dos 12.842 alunos inquiridos do 3.º ao 6.º ano, a grande maioria dos alunos diz gostar ou gostar muito de ler livros (83,3% no 1.º ciclo e 79,7% no 2.º ciclo) e para os mais novos a leitura é, sobretudo, divertida.

Nestas idades, a diferença entre eles e elas já é notória e no 2.º ciclo, por exemplo, enquanto 28,6% das raparigas leem todos os dias, apenas 14,6% dos rapazes faz o mesmo.

O menor entusiasmo dos rapazes com a leitura verifica-se desde cedo: Nos 1.º e 2.º ciclos, apenas 7% das raparigas admite ler só quando é obrigada e entre os rapazes essa percentagem aumenta para 15,1% (1.º ciclo) e 17% (2.º ciclo).

Do lado oposto, 56,8% das raparigas dos 5.º e 6.º anos dizem que quando começam a ler não conseguem parar, algo sentido por apenas 38,8% dos rapazes.

Quando os resultados desta segunda parte do estudo são comparados com os da primeira, dedicada ao 3.º ciclo e secundário, tornam-se mais evidentes não só a diferença entre rapazes e raparigas, mas sobretudo entre os alunos mais novos e mais velhos.

Do 2.º ciclo para o 3.º ciclo, a percentagem de alunos que só lê por obrigação mais que duplica, passando de 11,9% para 25%, um número que se repete no ensino secundário.

A tendência para gostar menos de ler reflete-se também no número de livros lidos no último ano e se a maioria dos alunos entre os 3.º e o 6.º anos leram pelo menos cinco livros em 12 meses, a partir do 7.º ano a maioria não chega a esse número.

À data do inquérito, apenas 31,9% dos alunos do 3.º ciclo e 25,4% dos alunos do secundário estavam a ler algum livro, um número inferior aos 55,3% do 1.º ciclo e 58,3% do 2.º ciclo.

Durante o período de confinamento imposto devido à pandemia de covid-19, os alunos intensificaram a leitura de livros, mas nem todos e, por isso, a diferença entre os mais novos e os mais velhos, e entre rapazes e raparigas, foi acentuada, uma vez que, quando tiveram de ficar em casa, aqueles que gostavam de ler passaram a fazê-lo ainda mais.

Além destas diferenças, o estudo hoje divulgado confirma também a influência do contexto familiar e do incentivo à leitura, verificando-se uma ligação entre as práticas dos alunos e a relação da família com a leitura.

Esta associação repete-se em diversos níveis, incluindo na relação dos alunos com a biblioteca escolar: Os alunos que mais recorrem às bibliotecas da escola para ler e levar livros são também aqueles que têm mais livros em casa.

Por outro lado, verifica-se também o enfraquecimento da relação das famílias com a leitura ao longo dos ciclos de ensino, uma situação que, para os investigadores, aumenta a complexidade do desafio colocado às escolas e o reforço de investimento na promoção de práticas de leitura de jovens e de adultos.

Já no contexto escolar, o estudo sublinha o impacto das atividades relacionadas com a leitura e a escrita desenvolvidas em sala de aula nas práticas de leitura dos alunos, uma vez que quanto maior é a exposição a essas atividades, maior é o número de livros lidos.

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